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Contra procurador, MPT diz que Estado não está 'dentro da lei' em caso de presídios fechados

Contra procurador, MPT diz que Estado não está 'dentro da lei' em caso de presídios fechados
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

O Ministério Público do Trabalho (MPT) criticou a fala do procurador-geral do Estado, Paulo Moreno, quanto à questão da não abertura dos presídios de Irecê, no centro norte, e Guanambi, no sudoeste. Ao Bahia Notícias, Moreno culpou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) por acatar uma ação do MPT, o que ocasionou na proibição de contratar funcionários terceirizados para trabalhar nos dois locais (ver aqui). Em nota, encaminhada ao BN, o MPT disse que o Estado “não está acima da lei” e tanto a ação judicial como a sentença “não impede a abertura” dos presídios.

 

Segundo o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia, Luís Carneiro, o que ficou proibido é que o Estado da Bahia não pode contratar terceirizados para funções próprias de agentes penitenciários. A ação contra as terceirizações ocorreu em 2016. Ainda segundo o MPT, um acordo judicial chegou a ser negociado entre a empresa Socializa Empreendimentos e Serviços de Manutenção Ltda., a PGE e o MPT em fevereiro deste ano. O órgão disse também que de “última hora”, após a presidência do TRT informar à imprensa sobre a assinatura do contrato, a “PGE desistiu e abandonou as negociações”.

 

O MPT afirmou ainda que “os procuradores Alberto Balazeiro, Séfora Char e Rômulo Almeida mostraram, por meio de uma série de estudos realizados e relatórios periciais minuciosos realizados a partir de 2015, o risco de o Estado transferir para uma empresa privada a responsabilidade de cuidar dos presos. Na época da investigação, mesmo havendo 1,5 mil pessoas habilitadas em concurso público para o cargo de agente penitenciário, o Estado contratou empresa para prestar os serviços realizados por esses servidores, em afronta à Lei 11.079/04, que dispõe sobre indelegabilidade de atividades exclusivas de Estado, no caso a segurança pública”, encerra a nota.