Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Municípios
Você está em:
/
/
Justiça

Notícia

MPF-BA realiza exumação de restos mortais para encontrar desaparecido político

MPF-BA realiza exumação de restos mortais para encontrar desaparecido político
Foto: Reprodução / Blog do Latinha

Diligências para a exumação de restos mortais que podem pertencer ao desaparecido político João Leonardo da Silva Rocha serão realizadas na cidade de Palmas do Monte Alto nesta semana. A atividade, que vai contar com a participação da procuradora regional da República Eugênia Augusta Gonzaga e o procurador da República em Guanambi, Carlos Vitor de Oliveira Pires, será desta segunda (28) a quinta-feira (31). Pires é responsável pelo inquérito que apura as circunstâncias da morte de Rocha. Já Eugênia preside a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), órgão encarregado de realizar a diligência. Um dos militantes que se destacou no período da ditadura militar, Rocha foi assassinado em 1975 no município baiano. Antes disso, em 1969, ele foi libertado da prisão e enviado para o México, sendo oficialmente banido do Brasil. No entanto, em 1971, ele retornou a solo brasileiro num período em que o governo militar coordenava uma caçada aos militantes que tentavam retornar ao Brasil. Em meio às fugas, ele chegou ao interior da Bahia, onde acabou sendo morto em 1975, em um confronto com agentes da Polícia Militar (PM). Com o passar dos anos, a população tomou conhecimento de que ali foi morto um militante político e começou a circular informações sobre a localização de sua sepultura. Uma das pessoas que sepultou um familiar no local relatou ter visto parte de um corpo com botas que lembravam as que Rocha usado quando foi assassinado. O caso também foi objeto de investigação da Comissão Nacional da Verdade, que recomendou a “a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso, para a localização de seus restos mortais”. Depois disso, com a complementação feita pela CEMDP, pela prefeitura local e pelo Ministério Público Federal (MPF)de Guanambi, o local foi georreferenciado e isolado para facilitar as buscas.