Teddy Riner mantém invencibilidade e vence o Grand Slam de Brasília
Por Daniel E. de Castro | Folhapress
Não foi desta vez que alguém derrubou Teddy Riner. O judoca francês de 30 anos, bicampeão olímpico e dez vezes campeão mundial, conquistou nesta terça-feira (8) o Grand Slam de Brasília.
Ele está invicto há nove anos e 152 combates, desde que perdeu para o japonês Daiki Kamikawa em setembro de 2010.
Na decisão em Brasília, o francês superou o brasileiro David Moura, 32, com um ippon após 20 segundos de luta.
Antes da final, Riner havia vencido outros três combates. Na estreia, ele teve dificuldade contra o japonês Kokoro Kageura e chegou a sofrer quatro entradas perigosas, mas ganhou após aplicar um waza-ari com quase 6 minutos de golden score (prorrogação).
Na segunda luta, diante do russo Inal Tasoev, venceu também por waza-ari, no tempo normal. Na semifinal, encarou o tcheco Lukas Krpalek, 28, contra quem havia feito um combate equilibrado há três meses, no Grand Prix de Montreal. O torneio no Canadá, em julho, foi o primeiro de Riner após um ano e meio sem competir.
Ele, que costuma se poupar para os grandes eventos, recentemente voltou a participar de campeonatos para pontuar no ranking e obter a classificação para a Olimpíada de Tóquio.
Dessa vez, Krpalek, atual campeão mundial e vice-líder do ranking, não conseguiu dificultar. Perdeu após sofrer três punições.
Antes de parar no francês de 2,04 m de altura e 130 kg, Moura também havia superado três adversários: o equatoriano Freddy Figueroa, o ucraniano Yakiv Khammo e o compatriota Rafael Silva, com quem trava uma batalha direta pela vaga do país nos Jogos do Japão.
Silva, conhecido como Baby, perdeu a disputa pelo bronze para Tasoev.
Em outro duelo nacional do peso pesado nesta terça, Beatriz Sousa, 21, venceu Maria Suelen Altheman, 31, e ficou com a medalha de ouro na categoria acima de 78 kg. Elas também concorrem por uma vaga em Tóquio.
O Grand Slam de Brasília foi a primeira grande competição internacional de judô organizada no país desde que o Rio de Janeiro realizou o Campeonato Mundial, em 2013.
Esse evento está no terceiro nível de importância do esporte, atrás do Mundial e do Masters, torneio no fim do ano que reúne os melhores atletas da temporada.
Como país-sede, o Brasil podia inscrever até quatro atletas por categoria e aproveitou para preencher todas as suas cotas. Assim, judocas mais jovens ou com posições inferiores no ranking tiveram a oportunidade de evoluir no cenário internacional.
Durante os três dias de evento, 17 brasileiros conquistaram medalhas nos 14 pesos em disputa. O Centro Internacional de Convenções do Brasil, sede do torneio, que tinha entrada gratuita, contou com casa cheia todos os dias.
