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Marca Bahia Notícias

Notícia

PF abre procedimento prévio a pedido da AGU para investigar interferência externa na eleição

Por Raquel Lopes | Folhapress

PF abre procedimento prévio a pedido da AGU para investigar interferência externa na eleição
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal abriu um procedimento prévio de investigação para analisar suspeitas de interferência e financiamento externo no país. A apuração foi iniciada a partir de uma representação encaminhada pela AGU (Advocacia-Geral da União) e está sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência da corporação.
 

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o procedimento ainda não resultou formalmente na instauração de um inquérito policial. Nesta fase, a corporação analisa as informações recebidas para avaliar os próximos passos da investigação.
 

"Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial. Há um procedimento prévio que fazemos que é natural em todos os processos", disse neste domingo (4) em visita ao CICCN (Centro Integrado de Comando e Controle Nacional).
 

No sábado (3), o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, disse que as eleições não estão "sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado".
 

Andrei afirmou que essa apuração é independente de um inquérito instaurado pela PF após o recebimento de informações dos Estados Unidos sobre possíveis riscos a instalações diplomáticas americanas no Brasil. As duas frentes, porém, poderão ser conectadas caso surjam elementos correlacionados durante as investigações.
 

No caso envolvendo a representação americana, a PF já instaurou um inquérito policial. Na sexta-feira (2), a corporação cumpriu dois mandados de busca e apreensão, um em São Paulo e outro no entorno do Distrito Federal, para investigar um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos.
 

Andrei disse também neste domingo que ainda não há confirmação de algum elemento concreto que aponte algum risco efetivo contra qualquer embaixada. A investigação continuará com a análise dos materiais apreendidos.
 

"Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados", disse Andrei. "Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada. Os elementos colhidos ontem não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado".