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Marca Bahia Notícias

Notícia

Zema fala em 'rabo preso' de adversários com parentes e defende pena de morte

Por Ana Gabriela Oliveira Lima e Ana Luiza Albuquerque | Folhapress

Zema fala em 'rabo preso' de adversários com parentes e defende pena de morte
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou nesta terça-feira (4) seus adversários por imbróglios envolvendo parentes durante sabatina na zona oeste de São Paulo feita com ele e os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL). Ele também defendeu a pena de morte em alguns casos, como o de serial killers e estupradores reiterados.
 

Sem citar nomes, Zema criticou políticos que levaram parentes para trabalhar em seus governos, caso do adversário Ronaldo Caiado. Como mostrou a Folha de S. Paulo, o goiano deixou ao menos dez parentes em cargos comissionados no estado que governou até o fim de março. Zema tem batido nessa tecla contra o adversário, que divide com ele a intenção de compor a terceira via.
 

O candidato também falou em políticos "chantageados porque têm alguém da família envolvido nisso e naquilo". Os dois principais nomes nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), têm imbróglios de familiares.
 

No caso de Lula, a PF (Polícia Federal) pediu na segunda (3) a abertura de uma terceira frente de investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, para apurar suspeitas de tráfico de influência.
 

"Temos visto aí hoje um presidente enfraquecido, que fica cedendo a pressões porque tem pessoas da família envolvidas em escândalos", afirmou.
 

Já o senador e candidato Flávio Bolsonaro, que assumiu o espólio do clã liderado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), precisou responder por ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
 

"Banqueiro bandido que mora em Belo Horizonte nunca me procurou", afirmou Zema, em referência a Vorcaro.
 

Ele também disse que o fato de não ter "rabo preso" é o que o credibiliza para ser aquele que mais critica o STF (Supremo Tribunal Federal) e afirmou que existem "frutas podres" na corte. Zema não citou os ministros nominalmente, mas fez referência direta a Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
 

"Todos sabem quem são esses três [ministros]. O que a esposa fez um contrato de R$129 milhões, o que fez uma transação de R$ 35 milhões do Tayayá e o outro que faz congressos patrocinados pelo banqueiro bandido. E todos os três pegando carona nos jatinhos do banqueiro bandido. Isso é uma vergonha para o Brasil", afirmou.
 

Zema também defendeu na sabatina a pena de morte para assassinos em série e estupradores reiterados.
 

Sobre a chapa para a eleição, ele disse que seu vice deve ser anunciado na quarta-feira (5) e que provavelmente a composição será pura, com outro nome do partido Novo.
 

Na economia, o mineiro porpôs quatro frentes. A primeira, afirmou, é a privatização. "Não tem vaca sagrada. Não tem o que não privatizar˜, afirmou. Ele defendeu também uma reforma administrativa, uma nova reforma da previdência e a revisão de programas sociais.
 

Segundo a ser sabatinado, Ronaldo Caiado (PSD) comentou a notícia de que um ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, tomou um empréstimo da empresária Roberta Luchsinger, que é investigada pela Polícia Federal.
 

Segundo Caiado, a notícia demonstra que o escândalo se aproximou da "antessala do rei". "É algo que mostra ainda mais o envolvimento do governo com escândalos e com corrupção. Um envolvimento direto", afirmou.
 

Ele também criticou Flávio Bolsonaro e falou da sua dificuldade em conseguir coligações, indicando que o cenário eleitoral é favorável a um nome que quebre com o que chamou de polarização entre o presidente Lula e a família Bolsonaro.
 

"Vocês já me viram em rachadinha? Vocês já me viram em mensalão?˜, questionou, fazendo referência a escândalos que envolveram Flávio Bolsonaro, acusado de rachadinha, e governos do PT.
 

Já Renan Santos (Missão) disse que o escândalo do Banco Master mostrou que a elite se satisfazia com dinheiro e prazer sexual e que "a família Bolsonaro e o lulismo são duas faces da mesma moeda".
 

O presidente do Missão voltou a afirmar que o criminoso que reagir a uma abordagem policial será morto e a falar sobre seu projeto de "desfavelização", que envolveria realocação em alguns casos, construção de prédios e participação da iniciativa privada por meio de PPPs.
 

Disse ainda que irá disciplinar as emendas parlamentares e afirmou que o centrão é um problema "tão grande ou maior do que a esquerda". Prometeu tirar, de maneira "democrática e republicana", os poderes do Supremo Tribunal Federal, que considera excessivos, e disse que é favorável ao impeachment de seus ministros.
 

Também voltou a defender a revisão da dosimetria das penas de Bolsonaro e dos manifestantes golpistas do 8 de janeiro. "Cometeu crime vai ser punido, mas com julgamento justo."
 

As falas dos candidatos ocorreram durante sabatina do site O Antagonista e da empresa G4 Educação, na Vila Olímpia, em São Paulo.
 

Segundo os organizadores, foram convidados os cinco candidatos com as melhores intenções de voto, mas o presidente Lula (PT) não aceitou participar. Zema foi o primeiro a falar com os jornalistas do site, que também sabatinam, nesta ordem, Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL).
 

Cada político tem 40 minutos para responder às perguntas e apresentar suas propostas. O evento é acompanhado por uma plateia de empresários, e o anfitrião é Tallis Gomes, fundador e presidente da G4.
 

De direita, o empresário já defendeu a demissão de quem comemorasse a morte de Charlie Kirk, influenciador conservador americano assassinado em setembro de 2025, criticou a existência de mulheres em altos cargos nas empresas e afirmou que não contrata "esquerdistas" na G4 Educação.