Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias

Notícia

Casa Branca diz que governo Trump fará anúncio sobre novas tarifas nesta quinta

Por Folhapress

Casa Branca diz que governo Trump fará anúncio sobre novas tarifas nesta quinta
Fotos: Reprodução / Agencia Brasil / White House

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quinta-feira (23) que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fará um anúncio sobre novas tarifas ainda nesta quinta.
 

O anúncio ocorre às vésperas do fim da vigência da taxa global de 10% imposta em fevereiro, previsto para esta sexta-feira (24). A cobrança foi uma resposta de Trump após a Suprema Corte vetar o uso de uma lei de 1977 para impor as tarifas globais anunciadas no início de 2025.
 

"Bom, eu sei que o USTR [Escritório do Representante do Comércio dos EUA] —nosso grande Representante Comercial, Jamieson Greer— fará um anúncio sobre isso muito em breve, ainda hoje. Não quero me antecipar a ele, então apenas diria para ficarem atentos para mais detalhes", disse Leavitt durante entrevista a jornalistas.
 

Deve entrar em vigor no lugar um novo conjunto de taxas, de 12,5%, que seria implementado após uma investigação sobre práticas de trabalho forçado com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
 

Essa investigação envolve 59 países, incluindo o Brasil, e a União Europeia. Também são alvo China, Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Bangladesh, México, Japão e Índia.
 

Nas conclusões preliminares divulgadas em junho, o USTR propôs uma nova cobrança de 12,5%, o que elevaria a taxa sobre o Brasil para 37,5% após a entrada em vigor, nesta quarta (22), das novas tarifas de 25%.
 

Os documentos não esclarecem se as penalidades seriam somadas, e a decisão sobre aplicação ou não dessas tarifas também cabe ao presidente americano.
 

Segundo o relatório, embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de compromissos assumidos em acordos de investimento e de livre comércio, "essas disposições não vedam legalmente a importação, para comercialização no mercado doméstico, de produtos fabricados total ou parcialmente com trabalho forçado em outros países".
 

Assim, o USTR indica que a conduta do Brasil em relação ao trabalho forçado é injustificável e impõe obstáculos ou restrições ao comércio dos EUA.
 

Pela decisão desta quarta, o Brasil está na categoria dos países que, segundo o USTR, não proíbem a importação de produtos feitos com trabalho forçado e também não fiscalizam efetivamente esse tipo de importação. Nesta categoria, estão outros 53 países.
 

O caso para investigar o suposto uso de trabalho forçado foi aberto logo após o uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), que foi usada pelo governo Trump para taxar dezenas de países, ser considerada ilegal pela Suprema Corte dos EUA.
 

A decisão do governo de Donald Trump de tarifar o Brasil em 25% afeta cerca de 3.000 produtos e foi tomada a partir de uma outra investigação da Seção 301, feita pelo USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA), que examinou práticas comerciais consideradas injustas.
 

A investigação concluiu que práticas brasileiras restringem os negócios de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos —entre elas estão: comércio digital, serviços de pagamento, tarifas desleais, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
 

O governo Lula (PT) estima que o tarifaço atinja 18% das exportações aos EUA. Ainda assim, mais de 2.100 produtos estarão isentos —isso inclui carne, café, petróleo, laranja, suco de laranja e partes para fabricar aviões, produtos de maior peso na pauta exportadora nacional.