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Marca Bahia Notícias

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Casa Branca sediará torneio de UFC neste domingo, em meio à Copa

Por Fernanda Brigatti | Folhapress

Casa Branca sediará torneio de UFC neste domingo, em meio à Copa
Foto: Reprodução/UFC

É tempo de Copa do Mundo nos Estados Unidos, mas nos jardins da Casa Branca neste domingo (14) o cenário e o clima serão outros. No lugar de gritos de gol, entra o bordão "It's time!". A sede do governo americano é a improvável sede do evento UFC Freedom 250, que integra o calendário de festividades dos 250 anos da independência do país.
 

O dia 14 de junho é também o aniversário do presidente Donald Trump, um notório fã do UFC (Ultimate Fighting Championship), frequentemente visto em torneios, onde é recebido com honras. Trump é também muito próximo do mandachuva da competição, Dana White.
 

A arena construída no jardim da Casa Branca para receber 4.500 pessoas custou cerca de US$ 60 milhões (R$ 305 milhões). A Casa Branca diz que o UFC está cobrindo todos os custos do evento.
 

Em comunicado na quinta (11), o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou ter fechado uma parceria público-privada com o UFC para "apoiar iniciativas de diplomacia esportiva e desenvolver programas educacionais ligados às artes marciais mistas." A sigla MMA significa "Mixed Martial Arts", termo em inglês para artes marciais mistas.
 

Técnicos e atletas serão, segundo a nota, embaixadores esportivos em um programa do Departamento de Estado, incluindo clínica de treinamento para "jovens atletas internacionais".
 

A proximidade de Trump e White não ecoa apenas o gosto pelas artes marciais mistas. Para o presidente dos Estados Unidos, o UFC funcionou como uma ponte para um universo visto como masculino, afeito à belicosidade, interessado em temas militares e alinhado às suas políticas, como a aversão à imigração.
 

Neste domingo, o Brasil, que fez sua estreia na Copa do Mundo neste sábado contra o Marrocos, em Nova Jersey, estará no centro das atenções também no octógono. Em um dos sete cards (como são chamadas as lutas), Alex Poatan Pereira enfrenta o francês Ciryl Gane na divisão dos pesos pesados.
 

Se ele ganhar, deverá ser alçado a uma das lendas do MMA, como o primeiro a conquistar cinturões em três categorias de peso.
 

Poatan é descendente do povo pataxó, do sul da Bahia. Nascido e criado na periferia de São Bernardo do Campo (SP), teve infância difícil, trabalhou em borracharia e lutou contra o alcoolismo. Lutador de kickboxing, ele fez sua estreia no MMA em 2015 e, no UFC, em 2021.
 

Para entusiastas, o crescimento de Poatan na modalidade é também a esperança de que a prática volte a atrair interesse no Brasil, onde entre o fim dos anos 2000 e início dos 2010, o UFC teve grande visibilidade.
 

A rede Globo chegou a ter contratos de transmissão e Galvão Bueno até narrou algumas lutas. Anderson Silva era o grande nome à época.
 

Neste domingo à noite, outros dois brasileiros estarão nas disputas -o torneio começa às 21h, horário de Brasília. Maurício Ruffy enfrenta o americano Michael Chandler, na categoria peso-leve, e Diego Lopes, peso-pena, duela com Steve Garvia, dos Estados Unidos.
 

O Brasil está na origem do MMA, que nasce colado ao jiu-jitsu brasileiro, conhecido como BJJ (brazilian jiu-jitsu), criado por Hélio Gracie. A modalidade privilegia estratégia, paciência e domínio técnico sobre a força.
 

Rorion Gracie, filho de Hélio, fundou o UFC em 1993. Morando na California, ele dava aulas de jiu-jítsu e promovia desafios em sua garagem para provar a eficácia da técnica. A ideia era colocar em disputa estilos diferentes e deixar que a luta demonstrasse qual funcionava melhor.
 

No torneio inicial, lutadores de diferentes modalidades (boxe, caratê, luta livre, sumô) entraram na mesma arena para descobrir qual sistema prevaleceria.