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Marca Bahia Notícias

Notícia

Justiça inicia fase de processo em que Oruam é acusado de tentativa de homicídio de policiais no RJ

Por Bruna Fantti | Folhapress

Justiça inicia fase de processo em que Oruam é acusado de tentativa de homicídio de policiais no RJ
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A audiência de instrução e julgamento do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, está marcada para a tarde desta segunda-feira (11) no Rio de Janeiro. Ele é réu por tentativa de homicídio contra policiais civis. Atualmente, o artista é considerado foragido da Justiça.
 

Nessa fase do processo o juiz ouve testemunhas, analisa provas e interroga o réu para esclarecer os fatos. Ao final, a acusação e a defesa apresentam seus argumentos. O juiz, então, decide os próximos passos do processo, podendo levar o réu a júri popular ou absolvê-lo por falta de provas, ou ainda mudar a classificação do crime e pedir novas diligências antes da decisão final.
 

No caso, como o rapper está foragido, ele será representado somente por sua defesa.
 

A reportagem procurou por ligação e mensagem o advogado de Oruam, Fernando Henrique Cardoso, às 8h13 e às 10h23 desta segunda, mas não obteve retorno.
 

Na ocasião em que o rapper virou réu, sua defesa disse que ele não atentou contra a vida de ninguém e isso será esclarecido no processo. Também afirmou que ele se entregou às autoridades anteriormente e que as ações policiais têm sido marcadas por violações de direitos.
 

Oruam responde por duas tentativas de homicídio qualificado relacionadas a um episódio ocorrido em julho de 2025. Na ocasião, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um menor investigado por tráfico de drogas, que estava na residência de Oruam, no Joá, zona sudoeste do Rio.
 

Segundo a Promotoria, Oruam e outro acusado teriam arremessado pedras contra os policiais, assumindo o risco de causar a morte dos agentes. Além das acusações de tentativa de homicídio, o rapper também responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.
 

O oficial de cartório sofreu ferimentos nas costas e no calcanhar esquerdo. Já o delegado se escondeu atrás de um carro da polícia para não ser atingido.
 

"Ambos tiveram que se esconder e desviar dos constantes arremessos, os quais persistiram com elevada intensidade e com clara intenção de atingi-los", diz trecho da denúncia assinada pelo promotor Eduardo Paes Fernandes.
 

Atualmente, Oruam é considerado foragido após a revogação de um habeas corpus e o restabelecimento da prisão preventiva, motivados pelo descumprimento de medidas cautelares, incluindo regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.
 

Além desse processo, o rapper também é investigado em outra operação. No fim de abril, ele foi incluído na lista de procurados em uma ação da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.
 

Também foram alvos da operação a mãe do cantor, a empresária Márcia Gama, e o irmão Lucas Santos Nepomuceno. Márcia já havia sido alvo de prisão em março, durante a Operação Contenção Red Legacy, mas não foi localizada.
 

No início de abril, a Justiça do Rio concedeu habeas corpus à mãe do rapper, que deixou de constar na lista de procurados. Atualmente, segundo as investigações, o rapper e o irmão seguem foragidos.
 

Oruam é filho de Marcinho VP, 55. O traficante, por sua vez, é líder máximo do Comando Vermelho e considerado de alta periculosidade, conforme a polícia. Sua prisão ocorreu em setembro de 1996 sob acusação de comandar o tráfico no Complexo do Alemão, na zona norte. Ele possui condenações que somam 55 anos e oito meses de reclusão. O criminoso está detido em presídio federal.