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Marca Bahia Notícias

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Lula manda reatar relação, e governo procura Alcolumbre após derrota de Messias

Por Augusto Tenório, Catia Seabra, Carolina Linhares | Folhapress

Lula manda reatar relação, e governo procura Alcolumbre após derrota de Messias
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) orientou seus auxiliares a reatar o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após as derrotas consecutivas do governo na semana passada —a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e a derrubada do veto do petista à lei de redução de penas para condenados por golpismo.
 

O primeiro contato do governo com Alcolumbre desde a rejeição histórica por 34 a 42 votos se deu por meio de reuniões do chefe do Senado com o ministro da Defesa, José Mucio, nesta terça-feira (5), e com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), nesta quarta-feira (6). Os ministros foram recebidos por Alcolumbre na residência oficial do Senado.
 

Interlocutores de Lula afirmam que sua ordem em relação ao mal-estar com Alcolumbre foi a de seguir a vida. Contrariado com o fato de o petista ter escolhido Messias e não Rodrigo Pacheco (PSB-MG), o presidente do Senado atuou para que o governo não alcançasse os 41 votos necessários para emplacar um novo ministro no STF, embora negue publicamente.
 

De acordo com relatos sobre o encontro entre Mucio e Alcolumbre, a conversa foi cordial e preliminar. O objetivo do ministro era apenas medir o humor do senador em relação ao governo, e a sinalização do chefe do Senado foi a de que estava disponível para se reunir com Lula.
 

Alcolumbre também disse a Mucio que não é o momento de Lula fazer uma nova indicação de nome ao STF, que é preciso apaziguar a relação no Congresso. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o entendimento do presidente do Senado é o de que a indicação só deveria ser feita em 2027.
 

Antes de se reunir com Alcolumbre, Mucio afirmou a Lula que trataria com o presidente do Senado de recursos para a Defesa. O presidente reforçou que a derrota da semana passada ficou no passado e que era preciso seguir em frente.
 

O ministro da Defesa também buscou saber a temperatura em relação a Pacheco. Ele teria perguntado a Alcolumbre se havia algum desconforto do aliado em relação ao governo e ouviu como resposta que, se depender do chefe do Senado, Pacheco não vai concorrer ao Governo de Minas como planejava o PT.
 

Pacheco afirmou a jornalistas, nesta terça-feira, que decidirá sobre sua candidatura até o final de maio. Ele espera, contudo, ter segurança no apoio do PT e de Lula para oficializar seu nome na disputa.
 

Da mesma forma, a conversa entre Guimarães e Alcolumbre foi descrita como amistosa. O objetivo do governo era o de deixar claro que as pontes entre Executivo e o Senado não haviam implodido, e o resultado foi comemorado no Planalto.
 

A aliados Alcolumbre também afirmou que mantinha as portas abertas com o governo Lula. O presidente do Senado admitiu que fez um gesto de aproximação com a oposição bolsonarista ao impor as derrotas ao Palácio do Planalto, mas negou ter se unido de vez a Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, apesar do diagnóstico de que Alcolumbre agiu contra o governo, uma ala do Executivo pondera que um rompimento não é viável porque Lula ainda precisa aprovar projetos no Congresso antes da eleição, como o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso.