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Marca Bahia Notícias

Notícia

Juiz federal dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein

Por Folhapress

Juiz federal dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein
Foto: Reprodução / Jovem Pan

Um juiz federal divulgou a carta de suicídio supostamente escrita por Jeffrey Epstein, acusado de liderar uma rede de abuso sexual. O documento ficou sob sigilo e lacrado por anos no processo criminal ligado ao ex-companheiro de cela do empresário.
 

Carta inicia com a frase de que Epstein foi investigado por meses e não foi encontrado nada contra ele. O texto destaca que a acusação foi baseada em um relato ocorrido há anos.
 

"Eles me investigaram por meses -- NÃO ENCONTRARAM NADA!!!
 

Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás.
 

É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus.
 

O que você quer que eu faça -- cair no choro!!
 

NÃO É LEGAL -- NÃO VALE A PENA!!", diz carta que teria sido supostamente escrita por Epstein;
 

Bilhete teria sido encontrado em julho de 2019 por Nicholas Tartaglione, então colega de cela de Epstein no Centro Correcional de Manhattan. Tartaglione diz que achou a mensagem depois de Epstein ser encontrado inconsciente na cela -ele sobreviveu ao episódio. Semanas depois, o bilionário, com 66 anos à época, foi encontrado morto no centro correcional. As autoridades consideraram a morte como suicídio.
 

Tartaglione foi condenado em 2023 e cumpre quatro penas de prisão perpétua em uma prisão federal na Califórnia. Ele recorre da sentença e diz ser inocente.
 

A carta foi tornada pública ontem pelo juiz Kenneth M. Karas, do Tribunal Distrital Federal de White Plains, Nova York. Karas foi responsável por julgar o processo de Tartaglione. A ação da divulgação foi tomada após o jornal The New York Times pedir ao tribunal, na última semana, a liberação do documento.
 

Antes da liberação, Karas pediu que as partes envolvidas se manifestassem sobre o pedido do jornal. O Ministério Público Federal de Manhattan, responsável pela acusação contra Tartaglione, não se opôs à divulgação. Em uma carta ao juiz, os promotores declararam que "parece haver um forte interesse público nas circunstâncias que envolveram a morte de Epstein", informou o jornal.
 

New York Times afirmou não ser possível confirmar que Epstein escreveu a carta. O documento foi acionado aos autos do processo na noite de ontem, ainda conforme o jornal. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não se manifestou sobre a divulgação.
 

O Departamento de Justiça dos EUA publicou mais de 3 milhões de páginas de arquivos da investigação do caso Epstein. Os documentos liberados em 30 de janeiro incluem milhares de fotos e vídeos, alguns registrados pelo próprio bilionário.
 

O governo Trump atrasou a divulgação, que era esperada até 19 de janeiro. O presidente inicialmente tentou impedir a publicação, mas cedeu após pressão do Congresso, de integrantes do próprio partido e da opinião pública e assinou a lei que obriga a liberação do material.
 

Uma comissão da Câmara afirmou que o governo reteve e ocultou material no "lote final". O Departamento de Justiça diz que as partes omitidas se devem a "sigilo profissional" e sustenta que foi "transparente", afirmando também que algumas omissões seriam necessárias para proteger as vítimas.
 

Trump diz que rompeu laços com Epstein antes de 2008 e afirma não ter visto evidências de tráfico sexual. As autoridades policiais nunca acusaram o presidente de atividade criminosa relacionada aos crimes de Epstein.
 

PROCURE AJUDA
 

Se você estiver tendo pensamentos suicidas, procure ajuda especializada.
 

O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188. Também há atendimento por chat, e-mail e presencialmente.
 

Outra opção é procurar um Caps (Centro de Atenção Psicossocial) na sua cidade.
 

Há ainda o Pode Falar, canal criado pelo Unicef para jovens de 13 a 24 anos, com atendimento anônimo e gratuito.