Trump usa ataque em jantar para defender salão ultrassecreto na Casa Branca
Por Folhapress
Donald Trump afirmou que o ataque a tiros durante um jantar com sua presença reforça a necessidade de construir um grande salão dentro do complexo da Casa Branca.
Trump relacionou o episódio de violência à falta de um espaço amplo e fechado para eventos oficiais no terreno da Casa Branca. Ele disse que presidentes dos EUA, há cerca de 150 anos, cobram a construção de um salão "grande, seguro e protegido" dentro do perímetro do prédio.
O presidente afirmou que um novo salão, descrito por ele como "militarmente ultrassecreto", já está em construção. Trump sustentou que a obra "não pode ficar pronta rápido o suficiente" e que o projeto reúne "o mais alto nível de recursos de segurança", além de ficar "dentro dos portões do prédio mais seguro do mundo".
Trump também atacou uma ação judicial que tenta barrar o projeto. Ele afirmou que o processo, movido por uma mulher que passeava com o cachorro, deveria ser encerrado imediatamente e que "nada" pode interferir na construção, que estaria dentro do orçamento e adiantada no cronograma.
"O que aconteceu ontem à noite é exatamente o motivo pelo qual nossas Forças Armadas, o Serviço Secreto, as forças policiais e, por razões diferentes, todos os presidentes nos últimos 150 anos vêm exigindo que um grande salão seguro e protegido seja construído dentro do terreno da Casa Branca. Esse evento nunca teria acontecido com o salão militarmente ultrassecreto que está em construção na Casa Branca", disse Donald Trump, em publicação na Truth Social.
O ataque no jantar com Trump
O comentário de Trump foi publicado após um tiroteio perto do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, em Washington. O suspeito do ataque, Cole Tomas Allen, 31, deve ir ao tribunal distrital amanhã, após acusação formal da promotoria federal.
Suspeito vai responder por uso de arma de fogo durante um crime violento e por agredir um agente federal. A promotora federal Jeanine Pirro detalhou as acusações.
Homem estava "armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas". Informação é do chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll. Conforme explicou, o suspeito não foi atingido por disparos, mas foi levado ao hospital para avaliação.
Autoridades ainda investigam a motivação e tratam o caso, por ora, como ação de um "atirador solitário". O chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, disse que, até o momento, "tudo indica que ele está agindo sozinho".
Suspeito não estaria cooperando ativamente com a investigação. A informação foi dada hoje à imprensa americana pelo procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, que não deu outros detalhes.
