Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias

Notícia

Advogada acusada de racismo em lanchonete pagará indenização de R$ 8 mil e terá de doar livros e fazer curso

Por Mariana Zylberkan | Folhapress

Advogada acusada de racismo em lanchonete pagará indenização de R$ 8 mil e terá de doar livros e fazer curso
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A advogada Fabiani Marques Zouki, que chegou a ser presa por cometer injúrias racistas contra o atendente de uma lanchonete, em 2024 em São Paulo, teve o processo encerrado mediante acordo de não persecução penal com o Ministério Público. Ela, que respondia em liberdade, terá de pagar indenização à vítima, doar livros e fazer curso de formação antirracista, entre outras obrigações.
 

O acordo foi assinado em fevereiro com o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi), e inclui doação de livros de temática antirracista à Coordenação de Igualdade Racial da secretaria municipal de Direitos Humanos e Cidadania no valor total de R$ 8,1 mil.
 

Entre os exemplares a serem doados, estão os títulos "Pequeno Manual Antirracista", de Djamila Ribeiro, "Futuro Ancestral", de Ailton Krenak, "Mitologia Dos Orixás", de Reginaldo Prandi.
 

A acusada também não poderá dirigir por seis meses, terá de fazer um curso de formação antirracista pelo prazo de 300 horas e pagar R$ 8,1 mil de indenização à vítima.
 

Outra determinação é participar de reuniões do Grupo Reflexivo promovido pela Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) por quatro semanas, além de fazer uma visita ao Museu da Imigração e responder perguntas relacionadas a letramento antirracista após assistir o conteúdo audiovisual "ColeçãoAntirracista - Olhar Imaginário".
 

Segundo a acusação, em junho de 2024, Fabiani dirigiu embriagada até o drive-thru de uma unidade do Burger King, em Moema, na zona sul de São Paulo. Irritada com a demora no atendimento, ela saiu do carro e se dirigiu até os atendentes, que explicaram que o sistema estava fora do ar. Em seguida, ela usou termos racistas para ofender um dos funcionários, chamando-o de "macaco".
 

Procurada, a defesa da advogada informou que o acordo constitui medida jurídica para o encerramento imediato do caso, e não implica reconhecimento de culpa. "Os fatos se deram em um contexto mais amplo, que não têm sido integralmente retratado, havendo circunstâncias relevantes envolvendo as partes, cuja complexidade não se resume às versões que circularam", informou em nota.