Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias

Notícia

Oito países muçulmanos condenam lei de Israel que prevê execução de palestinos

Por Folhapress

Oito países muçulmanos condenam lei de Israel que prevê execução de palestinos
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Oito países de maioria muçulmana condenaram, em comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira (2), a decisão de Israel de aprovar uma lei que determina a pena de morte por enforcamento como sentença padrão para palestinos condenados em tribunais militares por ataques letais.
 

Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos afirmam que a lei constitui uma "escalada perigosa" e argumentam que há uma "necessidade urgente de evitar medidas" que possam inflamar ainda mais as tensões no Oriente Médio.
 

"Ressaltamos a importância de garantir a responsabilização e pedimos o fortalecimento dos esforços internacionais para manter a estabilidade e evitar uma maior deterioração", diz o texto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores paquistanês.
 

Aprovada pelo Parlamento israelense na segunda-feira (30), a lei se aplica a condenados por assassinato cujos atos tenham o intuito de "negar" ou "acabar com a existência de Israel" —o que, na prática, significa que a pena de morte seria aplicada a palestinos, mas não a cidadãos israelenses judeus condenados por crimes semelhantes, segundo opositores.
 

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que a legislação viola o direito internacional e é uma tentativa de intimidar os palestinos. O Afeganistão, governado pelo grupo fundamentalista Talibã, classificou a lei de uma "continuação da opressão" e pediu que organizações internacionais e o que chamou de "países influentes" ajam para impedir as sentenças.
 

A lei surge diante do aumento das críticas a Israel e da escalada da violência de colonos judeus contra palestinos na Cisjordânia, território que convive com a ocupação militar de Tel Aviv desde 1967, quando ocorreu a Guerra dos Seis Dias. Em março, a ONU alertou para o risco de "limpeza étnica" na região após o deslocamento forçado de mais de 36 mil palestinos em um ano.
 

A União Europeia e a Alemanha expressaram preocupação com a medida, também rejeitada pelo Canadá. Organizações de direitos humanos israelenses também criticaram a lei, descrevendo-a como um exemplo de "discriminação institucionalizada e violência racista".
 

Defensores da lei argumentam que a pena de morte dissuadirá palestinos de realizar ataques mortais contra israelenses ou de tentar sequestros com o objetivo de influenciar acordos de troca por palestinos presos em prisões de Tel Aviv.
 

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, votou a favor do texto, aprovado por 62 votos a 8 e marcado por ser uma das principais promessas da extrema-direita aliada ao premiê. Segundo a mídia israelense, Netanyahu tentou evitar reações negativas ao pedir que alguns elementos fossem suavizados.