PF faz operação contra vazamento de dados de ministros do STF e familiares
Por Raquel Lopes | Folhapress
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1°) nova fase da Operação Exfil, no âmbito de investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus parentes.
Na ação desta quarta, a PF cumpre um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Em 17 de fevereiro, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
A ação ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a partir de uma representação feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Na ocasião, os alvos da operação atuavam na Receita: Luiz Antônio Martins Nunes (servidor do Serpro, empresa estatal de processamento de dados, que estava cedido ao Fisco), Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.
A nota afirma que as investigações iniciais demonstram a existência de "bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional".
Como a Folha de S.Paulo mostrou, um contador também está preso no Rio de Janeiro sob suspeita de participação no vazamento de dados fiscais de parentes do ministro Alexandre de Moraes.
A prisão era mantida sob sigilo até este sábado (21), mas foi confirmada à Folha pela defesa de Washington Travassos de Azevedo e, posteriormente, pelo gabinete de Moraes, por meio de nota oficial.
A ordem de prisão foi dada pelo próprio Moraes no âmbito do inquérito que investiga os acessos irregulares a dados fiscais de magistrados e seus parentes.
O contador afirmou à Polícia Federal ter sido um intermediário entre uma pessoa interessada nos dados sigilosos da Receita Federal e outra que dizia saber como obtê-los. Os nomes foram apresentados aos investigadores, mas permanecem sob sigilo.
