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Marca Bahia Notícias

Notícia

Wagner Moura é o Marlon Brando do Pelourinho, diz Fernanda Torres

Por Leonardo Sanchez | Folhapress

Wagner Moura é o Marlon Brando do Pelourinho, diz Fernanda Torres
Foto: Divulgação

Para Fernanda Torres, que contracenou com Wagner Moura em "Saneamento Básico, O Filme" e agora o vê traçar caminho semelhante ao dela no ano passado, quando concorreu ao Oscar de melhor atriz por "Ainda Estou Aqui", o ator é uma espécie de "Marlon Brando do Pelourinho", alguém com características inerentes a qualquer grande estrela, mas que preserva seu molho baiano.
 

"Wagner é o carisma em pessoa, baiano na essência, macho ‘pacas’, mas malemolente, molinho, dono de feromônios extraordinários", diz Torres sobre Moura, em depoimento enviado a este jornal, no qual é colunista, atualmente em período sabático.
 

"Ele é uma mistura curiosa de pavio curto com muito amor para dar, um vira-lata puro, um galã caramelo, um Marlon Brando do Pelourinho. O Wagner é muito sério e também muito humorado, não foge de briga, mas não se empenha em entrar nelas", continua a atriz, que lembra os anos de "vira-latice" nos palcos da Bahia, ao lado de Lázaro Ramos e Vladimir Brichta, como essenciais na formação do amigo.
 

Moura concorre, neste domingo (15), ao Oscar de melhor ator por "O Agente Secreto", filme do pernambucano Kleber Mendonça Filho que está indicado em outras três categorias da premiação.
 

"É bom demais estar na companhia dele, e você quer o Wagner goste de você. Os anos de 'vira-latice', gramando em teatro experimental, em papéis secundários, ao lado da extraordinária matilha formada pelo Lázaro, o Brichta e ele, deram ao Wagner um pé na realidade, uma ciência das diferenças do mundo. Ele é ele em Hollywood, no Projac, na Colômbia, na praça Castro Alves ou em Paris. E não tem nada de deslumbrado. É um ator profundo, visceral, sanguíneo, que também sabe ser sutil e delicado", contiua a atriz.
 

"É o soteropolitano internacional, made in Bahia", diz ainda, emendando que a campanha de "O Agente Secreto" foi bonita justamente por mostrar o respeito com o qual outros artistas olham para Moura, e a "admiração que eu sinto neles".