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Marca Bahia Notícias

Notícia

Guerra já deslocou cerca de 3,2 milhões de pessoas no Irã, afirma ONU

Por Folhapress

Guerra já deslocou cerca de 3,2 milhões de pessoas no Irã, afirma ONU
Foto: IRNA / Divulgação

Cerca de 3,2 milhões de iranianos foram deslocados dentro do país desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, anunciou nesta quinta-feira (12) o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
 

"Entre 600 mil e um milhão de famílias iranianas estão atualmente deslocadas temporariamente dentro do país devido ao conflito em curso, o que representa até 3,2 milhões de pessoas", afirmou a agência em um comunicado.
 

"A maioria deles foge de Teerã e outras grandes cidades para se refugiar no norte do país e em áreas rurais", acrescentou, estimando que "esse número deve continuar aumentando enquanto as hostilidades continuarem".
 

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram conjuntamente uma ampla ofensiva contra o Irã. Essa operação desencadeou uma guerra em todo o Oriente Médio após a reação iraniana mirando países árabes da região aliados dos EUA.
 

Enquanto os ataques continuam nesta quinta-feira no Irã e na região, no décimo terceiro dia do conflito, o Acnur também destacou a situação dos estrangeiros refugiados no Irã. "As famílias de refugiados acolhidas no país, em sua maioria afegãs, também são afetadas. Sua situação precária e suas redes de apoio limitadas as tornam especialmente vulneráveis", alertou.
 

A situação se estende para os países da região. No Líbano, a guerra entre Israel e Hezbollah já deixou ao menos 634 mortos em dez dias —incluindo 91 mulheres e 47 crianças— e 1.586 feridos, anunciou o ministro da Saúde libanês, Rakan Nassereddine.
 

O número total de deslocados internos registrados junto às autoridades chegou a 816 mil, dos quais 126 mil estão abrigados em centros de acolhimento, afirmou a ministra de Assuntos Sociais, Haneen Sayed, na mesma entrevista coletiva.
 

Na quarta (11), cerca de vinte países que apoiam a força de paz da ONU no Líbano, juntamente com a subsecretária-geral da organização, Rosemary DiCarlo, apelaram para uma trégua entre Hezbollah e Israel. "Uma desescalada imediata e a cessação da violência são imperativas", instou DiCarlo durante uma reunião do Conselho de Segurança convocada pela França e apoiada por outras nações.
 

DiCarlo apelou ao Hezbollah para que "cesse os seus ataques contra Israel" e "coopere" com o governo libanês, e a Tel Aviv para que "acabe com sua campanha militar no Líbano e retire as suas forças do território libanês".
 

Em nome de ao menos 24 países —entre eles, França, Alemanha, Portugal, Índia, Coreia do Sul e Espanha—, o embaixador francês na ONU, Jérôme Bonnafont, instou Israel a "se abster de quaisquer ataques contra infraestruturas civis e áreas densamente povoadas e a respeitar a soberania e a integridade territorial do Líbano". Os Estados ainda condenaram "a decisão irresponsável do Hezbollah de se juntar aos ataques iranianos contra Israel".
 

O grupo libanês entrou na guerra em apoio ao regime iraniano, atacado pelos Estados Unidos e Israel no início deste mês. Donald Trump e Binyamin Netanyahu, presidente americano e premiê israelense, justificam os ataques ao Irã como uma forma de desmantelar o programa nuclear e promover uma mudança de regime no país persa. O líder supremo iraniano Ali Khamenei foi morto nos ataques e, dias depois, seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu a liderança do país.