Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias

Notícia

F1 abre temporada sob impacto da guerra no Irã e risco de cancelamento de corridas

Por Luciano Trindade | Folhapress

F1 abre temporada sob impacto da guerra no Irã e risco de cancelamento de corridas
Foto: McLaren Racing

A guerra no Irã deve alterar o calendário da F1, que abre sua temporada 2026 neste fim de semana, com a etapa disputada em Melbourne, na Austrália.
 

Desde a semana passada, a categoria tem monitorado o avanço do conflito no Oriente Médio e discutido a possibilidade de adiar ou cancelar as corridas no Bahrein e na Arábia Saudita.
 

Os bombardeios americanos e israelenses contra diversas cidades importantes do Irã e os ataques retaliatórios na região levantaram dúvidas sobre a viabilidade da realização dessas corridas.
 

Uma base naval americana a apenas 32 quilômetros do circuito do Bahrein foi atingida no sábado (28), enquanto o Irã também lançou ataques contra alvos no Qatar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, todos países que sediam etapas do Mundial.
 

De acordo com a agência Reuters, o desfecho mais provável é a redução do Mundial para 22 etapas. A corrida noturna do Bahrein, no circuito de Sakhir, está marcada para 12 de abril, e a prova na Arábia Saudita, em Jeddah, para o fim de semana seguinte.
 

Antes dessas etapas, a F1 passa pela Austrália, na madrugada deste domingo (8), com largada marcada para a 1h (de Brasília). Depois, o campeonato continua com corridas na China e no Japão.
 

A categoria não cancela um GP desde 2023, quando as inundações no norte da Itália impediram a realização da corrida em Ímola. A F1 também precisou cancelar diversas corridas na temporada de 2020 devido à pandemia de Covid-19.
 

Neste momento, os executivos do Mundial mantêm cautela sobre a decisão a ser tomada. "Não queremos fazer nenhuma declaração hoje [sexta, 6] porque as coisas estão evoluindo e ainda temos tempo para tomar a decisão certa. Essa decisão será tomada em conjunto", disse o diretor executivo da F1, Stefano Domenicali, à Sky Sports.
 

"Eu realmente espero que possamos correr. É realista que corramos lá neste momento? Não tenho certeza", acrescentou o chefe da equipe Mercedes, Toto Wolff.
 

Segundo Zak Brown, CEO da McLaren Racing, as equipes estão em compasso de espera. "Só nos resta esperar para ver como as coisas se desenrolam e tomaremos a decisão mais adequada para a saúde de todos os envolvidos no esporte."
 

"Obviamente, para o esporte, para nós mesmos, para os fãs, para os parceiros e para nossa equipe de corrida, tudo isso será da maior importância do ponto de vista da segurança", acrescentou.
 

Remarcar as corridas para os mesmos locais, mas em outras datas ao longo do ano, seria extremamente difícil, sobretudo por causa das altas temperaturas na região durante o verão e o outono europeus.
 

A situação deixa a F1 em uma condição delicada, uma vez que as corridas no Oriente Médio contribuem significativamente para os resultados financeiros da categoria. O Bahrein, por exemplo, tem laços com a equipe McLaren, da qual é proprietário. Já a Arábia Saudita conta com diversos patrocinadores e investidores no Mundial.
 

Também não seria fácil encontrar uma brecha no calendário, sobretudo pela necessidade de manter a pausa de agosto e aliviar a carga sobre as equipes.
 

Há também o desafio logístico de encaixar novas etapas no calendário. Entre as possibilidades debatidas neste momento está a realização de uma segunda corrida em Suzuka, logo após a terceira etapa, mas a ideia esbarra no momento delicado vivido pela Honda, proprietária da pista.
 

A empresa tem poucos incentivos para ter a F1 correndo duas vezes no mesmo local em meio à crise com o motor fornecido à Aston Martin. A equipe dos pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll deve dar apenas algumas voltas durante a corrida na Austrália para cumprir compromissos comerciais.
 

De acordo com o chefe da equipe, Adrian Newey, os pilotos terão um número limitado de voltas para correr, a fim de evitar o risco de sofrer danos nos nervos das mãos por conta da vibração do motor.
 

Além das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, a F1 tem outras três corridas marcadas para a região: Azerbaijão, Qatar e Emirados Árabes Unidos, que acontecerão. O GP do Azerbaijão está marcado para 26 de setembro, seguido pelo fim de semana no Qatar, seis corridas depois, em 29 de novembro, antes da conclusão planejada em Abu Dhabi, em 6 de dezembro.