Trump vai reunir fabricantes de armas e cobrar 'armamento de ponta'
Por Isabella Menon | Folhapress
O presidente dos EUA, Donald Trump, vai reunir fabricantes de armas nesta sexta-feira (6), na Casa Branca. O encontro acontece em meio a guerra travada contra o Irã e após o presidente americano ter reclamado que não estava satisfeito com o estoque do "armamento de ponta" dos americanos. A informação sobre a reunião foi confirmada à Folha por um funcionário da Casa Branca.
Segundo ele, Trump tem reiterado que fabricantes de armas contratados precisam produzir dentro do prazo e do cronograma e priorizar os interesses da "segurança nacional da América". Por isso, o presidente vai enfatizar essa mensagem durante o encontro com as empresas responsáveis pelo "armamento dos nossos homens e mulheres militares para manter nossa nação forte", disse o funcionário.
A reunião foi marcada após, na madrugada de terça-feira (3), Trump ter afirmado que o estoque dos armamentos de ponta está em um nível "bom", mas que os EUA ainda não chegaram "aonde queremos". "Muitas armas de alta qualidade adicionais estão armazenadas em países vizinhos", disse ele.
O republicano colocou a culpa, mais uma vez, na gestão de Joe Biden e afirmou que o ex-presidente "gastou todo o nosso dinheiro dando tudo para P. T. Barnum (Zelenski) da Ucrânia". A referência pejorativa é a um famoso showman do século 19 conhecido por atrair multidões com grande habilidade de autopromoção.
Ainda segundo Trump, Biden "distribuía equipamento de ponta (GRÁTIS!) e não se deu ao trabalho de repor". "Felizmente, eu reconstruí as Forças Armadas no meu primeiro mandato e continuo fazendo isso", afirmou o presidente.
A guerra dos EUA e Israel contra o Irã entrou no sexto dia e, de acordo com o regime iraniano, ao menos 1.230 pessoas morreram. Do lado americano, seis militares tiveram óbito confirmado.
Enquanto isso, paira a expectativa sobre a eleição de um novo líder supremo para substituir o aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque israelense no primeiro dia da guerra. As apostas estão no filho de Khamenei, Mojtaba, um clérigo linha-dura que trabalhava nos bastidores do governo do pai.
