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Marca Bahia Notícias

Notícia

Justiça de SP condena casal por latrocínio contra advogado em Higienópolis

Por Folhapress

Justiça de SP condena casal por latrocínio contra advogado em Higienópolis

A Justiça de São Paulo condenou nesta sexta-feira (30) um casal pelo crime de latrocínio pelo assassinato do advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco, em outubro do ano passado, no bairro de Higienópolis, na região central da capital.
 

Lucas Braz dos Santos e Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus foram condenados em decisão da 19ª Vara Criminal da Barra Funda. Segundo a sentença, ficou comprovado que o casal abordou a vítima na Rua Itambé, em Higienópolis, com o objetivo de roubar um celular, um relógio Rolex e uma carteira do advogado.
 

Os dois foram condenados a mais de 20 anos de prisão por latrocínio -roubo seguido de morte. A condenação de Lucas foi estipulada em 27 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão. Conforme a sentença, foi ele quem empurrou o advogado, o que teria provocado a queda que levou a vítima à morte. Já Ana Paula, que apareceu em imagens obtidas pela Justiça retirando o relógio do pulso de Pacheco, deve cumprir 23 anos e 4 meses em regime fechado.
 

A reportagem tenta localizar a defesa do casal. O espaço está aberto para posicionamentos das partes.
 

RELEMBRE O CASO
 

Advogado foi encontrado desacordado em uma rua de Higienópolis em 2 de outubro do ano passado. Uma testemunha que estava no local disse aos PMs que "viu um homem passando mal, convulsionando e com dificuldade de respirar".
 

Pacheco foi levado de ambulância ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu. À época, ele foi encontrado sem os documentos e a sua identificação só foi possível após a realização do exame papiloscópico. Na ocasião, as circunstâncias de sua morte ainda estavam sendo investigadas pela polícia e o óbito foi registrado como morte súbita pelo 78º DP.
 

Pouco depois, imagens de câmera de segurança obtidas pela polícia mostraram homem, observado pela comparsa, revistando o advogado, antes da vítima ser derrubada e bater a cabeça contra o chão. O casal foi então identificado e detido preventivamente ainda em outubro de 2025.
 

ADVOGADO ERA CONHECIDO POR ATUAÇÃO EM CASOS DE REPERCUSSÃO NACIONAL
 

Luiz Fernando Pacheco atuava na área criminalista há mais de 20 anos. Ele iniciou sua carreira em 1994, no escritório de Márcio Thomaz Bastos.
 

Pacheco se formou em direito pela Universidade Mackenzie em 1996. Fez o curso de especialização em direito penal econômico e europeu, ministrado pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, Instituto de Direito Penal Econômico e Europeu e Universidade de Coimbra.
 

Ele atuou no mensalão, escândalo de corrupção que estourou no governo de Lula (PT), em 2005. O advogado defendeu José Genoino, ex-presidente do PT, condenado por corrupção após ser acusado pelo Ministério Público Federal de atuar na distribuição de dinheiro a parlamentares com a finalidade de conseguir apoio político para formar a base de sustentação do governo federal. Na época, Pacheco defendia a tese de que o mensalão não havia existido.
 

Em 2013, fundou o escritório que leva seu nome. O escritório é especializado em direito penal. "Até o ano de 2013, militou ao lado de grandes nomes da advocacia, tais como: Sônia Cochrane Ráo, Dora Cavalcanti, Sandra Pires, Camila Nogueira Gusmão Medeiros, Ana Lúcia Penón e Marina Chaves Alves", diz trecho de texto no site.
 

O advogado renunciou ao cargo de presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-SP, em 2024. Pacheco deixou o cargo uma semana após ter postado uma mensagem que foi acusada de ser racista contra um colega.
 

Ele também foi membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas do governo federal. Além disso, o advogado era vice-presidente do Conselho Deliberativo do Instituto de Defesa do Direito de Defesa.