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Marca Bahia Notícias

Notícia

Trump diz duvidar que aliados da Otan apoiem EUA em caso de necessidade

Por Folhapress

Trump diz duvidar que aliados da Otan apoiem EUA em caso de necessidade
Foto: The Official White House

Após o ataque à Venezuela e a escalada retórica contra outros países em várias regiões do mundo, o presidente Donald Trump manifestou dúvidas nesta quarta-feira (7) de que seus parceiros da Otan, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, apoiem Washington em caso de necessidade.
 

"Sempre estaremos lá para a Otan, mesmo que eles não estejam lá para nós", escreveu Trump em sua plataforma, a Truth Social, sugerindo desconfiança quanto à disposição dos aliados de retribuir o compromisso de defesa mútua previsto no artigo 5 do estatuto da organização.
 

A declaração ocorreu um dia após a Casa Branca afirmar que a via militar está entre as possibilidades consideradas para viabilizar a anexação da Groenlândia, território semiautônomo pertencente à Dinamarca, que integra a Otan.
 

Na mesma publicação, Trump fez novas críticas aos gastos militares dos países da aliança. Segundo ele, Washington arcava de forma desproporcional com os custos do grupo, e os demais integrantes investiam valores insuficientes em defesa até sua intervenção.
 

"Os EUA pagavam de forma tonta por eles", escreveu Trump. "Eu os fiz chegar a 5% do PIB destinado ao orçamento de defesa", acrescentou, sem detalhar como esse percentual teria sido alcançado.
 

Como praxe, o presidente manteve o tom ambivalente que caracteriza suas declarações sobre a aliança. Apesar das críticas, afirmou que os países membros da Otan são todos seus amigos.
 

O presidente ainda voltou a reclamar do fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz em 2025, apesar de afirmar que encerrou oito guerras. Ele mencionou a Noruega, país integrante da Otan responsável pela concessão do prêmio, acusando-a de ter tomado uma "decisão estúpida".
 

"Mas isso não importa! O que importa é que eu salvei milhões de vidas. A Rússia e a China não têm nenhum medo da Otan sem os EUA", escreveu Trump. A láurea foi concedida à María Corina Machado, líder opositora na Venezuela que, segundo o presidente americano, não tem o respeito necessário para assumir o poder em Caracas.
 

Em entrevista publicada pela revista The Atlantic no domingo (4), Trump, embalado pela intervenção na Venezuela, voltou a dizer que a Groenlândia, território dinamarquês no Ártico, é de interesse dos EUA. No mesmo dia, afirmou que a região é essencial "do ponto de vista da segurança" de Washington.
 

Vários países europeus saíram em defesa da Groenlândia. Em comunicado, líderes da União Europeia afirmaram que a população do território é soberana para decidir seu futuro político.
 

"Chega de insinuações. Chega de fantasias sobre anexação", respondeu a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen. "Infelizmente, acho que o presidente americano deve ser levado a sério", acrescentou ela à DR, a emissora pública dinamarquesa.