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Congresso não admite interferência nos Poderes, diz Alcolumbre após tarifaço e sanção a Moraes

Por Caio Spechoto | Folhapress

Congresso não admite interferência nos Poderes, diz Alcolumbre após tarifaço e sanção a Moraes
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse que o Legislativo não admitirá interferência nos Poderes e saiu em defesa do Judiciário brasileiro.
 

Ele deu a declaração em nota divulgada à imprensa na noite de quarta-feira (30), depois de o governo dos Estados Unidos detalhar o tarifaço contra o Brasil e anunciar sanções contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky.
 

"Reafirmo a confiança no fortalecimento das nossas instituições, entre elas o Poder Judiciário, elemento essencial para a preservação da soberania nacional, que é inegociável. O Congresso Nacional não admite interferências na atuação dos nossos Poderes", afirma.
 

A fala de Alcolumbre é alinhada ao que vem pregando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e isola o bolsonarismo na pressão contra a Suprema Corte. O grupo tenta demover o Judiciário de condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista e protesta contra as restrições à liberdade do político impostas em outro inquérito.
 

Além disso, um dos filhos de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), está nos Estados Unidos tentando jogar a opinião pública e o governo americano contra as autoridades brasileiras que investigam seu pai.
 

O presidente americano, Donald Trump, e seus aliados associaram tanto o tarifaço quanto as sanções a Moraes às investigações conduzidas pelo ministro contra Bolsonaro e a decisões judiciais que contrariam empresas de tecnologia dos EUA.
 

"O Parlamento acompanha de perto cada desdobramento dessa questão, em conjunto com o Executivo e o Judiciário, para assegurar a proteção da nossa economia e a defesa intransigente das instituições democráticas", diz o texto de Alcolumbre.
 

Ele afirmou que o Senado tenta reforçar o diálogo com os Estados Unidos e buscar "soluções equilibradas" para o caso. Também declarou que a cooperação internacional deve prevalecer.
 

Antes, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu declaração em sentido semelhante. "Como país soberano não podemos apoiar nenhum tipo de sanção por parte de nações estrangeiras dirigida a membros de qualquer Poder constituído da República", afirmou. Motta e Alcolumbre são aliados próximos.
 

Trump oficializou na quarta-feira o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos. O decreto do presidente dos Estados Unidos tem quase 700 exceções que liberaram produtos da nova taxação.
 

Ficaram fora, por exemplo, os produtos relacionados à indústria de aeronaves. Essa era uma das maiores preocupações sobre a economia brasileira, porque os Estados Unidos são os principais compradores dos aviões Embraer. Petróleo e gás natural também escaparam, além de suco de laranja e outros itens.