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Marca Bahia Notícias

Notícia

Lewandowski, do STF, impede uso de acordo de leniência da Odebrecht contra Lula

Por Folhapress

Lewandowski, do STF, impede uso de acordo de leniência da Odebrecht contra Lula
Foto: Nelson Jr./ SCO/ STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski decidiu nesta segunda-feira (28) que a Justiça não poderá mais utilizar as informações do acordo de leniência da Odebrecht em uma das ações da Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

A decisão, portanto, refere-se especificamente ao inquérito que envolve a sede do Instituto Lula e a acusação de pagamento de propina.

 

Lewandowski declarou a "imprestabilidade" dos elementos de prova obtidos a partir do acordo de leniência -- mecanismo de combate à corrupção celebrado entre infratores confessos e a Justiça em troca do abrandamento de sanções -celebrado pela Odebrecht.

 

Na acusação, o Ministério Público disse que a construtora Odebrecht comprou um terreno no valor de R$ 12 milhões para o Instituto Lula construir a sua nova sede em São Paulo. A denúncia afirmava ainda que a compra seria propina para Lula. A defesa do ex-presidente nega as acusações.

 

O ministro do STF argumenta que a própria Corregedora-Geral do MPF (Ministério Público Federal) decidiu instaurar sindicância para apurar a legitimidade da produção e utilização dos elementos probatórios, "o que retira deles qualquer credibilidade para embasar a acusação" contra o ex-presidente Lula.

 

Em nota enviada ao UOL, os advogados de defesa de Lula Cristiano Zanin e Valeska Martins celebraram a decisão de Lewandowski.

 

O acordo de leniência com a Odebrecht foi firmado no fim de 2016 por autoridades do Brasil, da Suíça e dos Estados Unidos e envolveu o pagamento de uma multa de R$ 3,8 bilhões, conforme registro da Folha.

 

Durante o processo, a defesa de Lula questionou na Justiça a maneira como os procuradores brasileiros mantiveram contato com autoridades estrangeiras durante uma negociação com a empreiteira. A defesa também argumentava que houve cooperação informal, com base em mensagens trocadas no aplicativo Telegram.

 

Desde 2019, a equipe da Lava Jato vem sofrendo uma sequência de derrotas na mais alta corte do país, como a revisão de julgamentos, a retirada de casos sob sua responsabilidade e a decisão que barrou a prisão de condenados em segunda instância, como é o caso do próprio Lula.