Rodoviários de Florianópolis entram em greve
Por Tomás M. Petersen / Estadão Conteúdo
Pela segunda vez no mês de maio, trabalhadores do transporte coletivo de Florianópolis paralisaram completamente as atividades nesta quarta-feira (28). Nenhum ônibus das nove empresas que operam na cidade saiu das garagens. A paralisação foi decidida no final da noite de terça (27), em assembleia do sindicato que reuniu mais de 1.500 trabalhadores. O Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Florianópolis) protesta contra possíveis demissões de funcionários. A nova licitação do transporte público na cidade, vencida por um consórcio que reúne as mesmas nove empresas e já em vigor, prevê o afastamento dos cobradores. O Sintraturb teme demissões. No início do mês, o prefeito de Florianópolis Cesar Souza Jr. garantiu ao sindicato que assinaria um decreto que impediria as demissões - os cobradores teriam que ser realocados. Ainda na terça, o Sindicato do Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf), que representa os patrões, ofereceu uma proposta aos trabalhadores: um plano de vantagens para demissão voluntária aos cobradores e um bônus aos motoristas que passarem a cobrar passagens também. Mesmo assim o Sintraturb decidiu paralisar as atividades, até que prefeitura e Setuf ofereçam novas propostas nesta quarta. Como medida paliativa, a Prefeitura disponibilizou aos usuários de toda a cidade cerca de 200 vans escolares, ao custo de R$ 5 e R$ 7.