Judicialização já marca pré-campanha em Pernambuco
Por Angela Lacerda/ Estadão Conteúdo
As duas principais candidaturas que disputarão o governo de Pernambuco protagonizam, desde o início do mês, embates na Justiça Eleitoral por acusações de campanha antecipada e ofensa pessoal. O ex-secretário estadual da Fazenda Paulo Câmara (PSB) foi ungido pelo ex-governador e presidenciável Eduardo Campos o candidato à sua sucessão. O PMDB faz parte da chapa majoritária, com o deputado federal Raul Henry pré-candidato a vice. Do outro lado, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) deixou a aliança com o PSB para se lançar candidato, com o apoio do PT, que indicou o deputado federal João Paulo para o Senado. O PSB já assinou várias ações judiciais. Duas delas - contra Armando Monteiro Neto e contra o senador Humberto Costa (PT) - devido à divulgação de uma pesquisa do Vox Populi não registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), em meados de maio. "Não questionamos o teor da pesquisa, mas a sua divulgação contrária à legislação", afirmou o advogado do PSB, Carlos Neves, diante da dianteira de Monteiro Neto nas pesquisas de opinião autorizadas. O senador Humberto Costa, que divulgou a mesma pesquisa em entrevistas, foi condenado, na sexta-feira (23), em primeira instância, a pagar multa de R$ 53 mil. Cabe recurso. Já Armando Monteiro Neto, que comentou a pesquisa na sua página no Twitter, ainda não teve a ação apreciada.