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Segunda, 24 de Janeiro de 2022 - 11:10

Angelo Coronel

por Mauricio Leiro

Angelo Coronel
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das "Fake News", o senador baiano Angelo Coronel (PSD) apontou novos rumos para a apuração do grupo de parlamentares. Coronel sinalizou que o foco será as eleições de 2022 e a interação com órgãos que possam auxiliar no combate de infrações eleitorais. 

 

"Vamos focar nas eleições de 2022, para tentar coibir, com o apoio do MP, do TSE e da PF, para termos eleições limpas e sem que nenhum candidato, em detrimento de outros, use as redes. Principalmente, sem calúnia, difamação e xingamentos. Muitos se utilizam do anonimato para atacar seus atos. Vamos fazer com que a CPMI seja um espaço também de recebimento de denúncias, para que possamos dar encaminhamento aos órgãos punitivos com mais celeridade", disse ao Bahia Notícias.

 

Apesar disso, Coronel também ressaltou que uma nova CPI da Covid teria intenção eleitoreira. "Abrir uma nova CPI é redundante, os entes da que foi encerrada tem que pressionar o MP. Uma nova CPI pode se tornar um palanque eleitoral, uma guerra de situação e oposição, não leva a lugar algum. Acho difícil conseguir abrir. O governo não está pedindo a assinatura ou a não assinatura. O Senado sabe o momento certo. No calor da eleição vamos ver que é eleitoreira", explicou. 

 

O senador também apontou para a necessidade de espaço para o PSD na Bahia e rechaçou a divisão interna do partido. Veja a entrevista completa aqui:

 

Senador, o senhor é presidente da CPMI das Fake News. Temos a reabertura dela, porém, acontecerá uma visita no que já foi apurado anteriormente?

Vamos retomar após o Carnaval. Esperamos que a pandemia até lá, esteja reduzida, para conseguir fazer as sessões presenciais, pois se continuar no sistema remoto, teremos que aguardar que a presidência do Senado autorize, para que ninguém seja contaminado. Já apuramos muita coisa, já tem muita coisa na posse da CPMI e com a relatoria. O foco principal no primeiro turno da CPI foi referente às eleições de 2018, mas em virtude do STF não imputar nenhuma penalidade a nenhum candidato, então, torna- se infrutífero continuar a investigação de algo que a justiça descartou. Vamos focar nas eleições de 2022, para tentar coibir, com o apoio do MP, do TSE e da PF, para termos eleições limpas e sem que nenhum candidato, em detrimento de outros, use as redes. Principalmente, sem calúnia, difamação e xingamentos. Muitos se utilizam do anonimato para atacar seus atos. Vamos fazer com que a CPI seja um espaço também de recebimento de denúncias, para que possamos dar encaminhamento aos órgãos punitivos com mais celeridade. Queremos retirar das redes essas postagens que estão atingindo a honra de algum candidato. 

 

Qual será o foco?

Em 2018, ficou aferido que muitos candidatos utilizaram do disparo em massa. Como esse ano já temos uma certa expertise nesse controle, teremos ferramentas para conter esses disparos. Principalmente nas postagens anônimas, esse também será um foco. Temos um diálogo com os órgãos, vamos tentar fazer uma blindagem para que tenhamos eleições limpas. Os candidatos passam as mensagens positivas, não usem calúnias e difamações. 

 


Foto: Bahia Notícias

 

Tivemos também um novo pedido de CPI da Covid, só que desta vez no Senado. Senadores que apoiam o governo de Jair Bolsonaro (PL) consideraram oportunista a ideia de abrir uma nova CPI da Covid, proposta pelo líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Pode sair de fato? 

Muito difícil. Qual o papel de uma CPI? Investigar. Após investigar tem um relatório e se encaminha para o MP. Para que ele proponha o indiciamento de quem foi investigado. Abrir uma nova CPI é redundante, a que foi encerrada tem que fazer é pressionar o MP. Uma nova CPI pode se tornar um palanque eleitoral, uma guerra de situação e oposição, não leva a lugar algum. Acho difícil conseguir abrir. O governo não está pedindo a assinatura ou a não assinatura. O Senado sabe o momento certo. No calor da eleição vamos ver que é eleitoreira. 

 

Senador e como está o PSD? Se escuta que temos de fato essa divisão acontecendo dentro do partido. Procede?

Não. Eu e Otto temos uma amizade forte. Existem fomentadores de intriga que trabalham para que se acirre. Isso não existe, estamos firmes na campanha de Otto e na reeleição de nossos deputados estaduais e federais. Além das novas candidaturas.

 

Além dessa disputa, se comenta que existe uma batalha do PP e do PSD sobre espaço no governo. Será que podemos ter o Progressistas saindo da base?

Na verdade, o PP é um partido muito importante, bem presidido por Leão. Ele faz o papel correto, é normal. Todo presidente quer ampliar os espaços da legenda. Aqui o PSD faz o papel dele. Claro, não tem espaço para todos, mas pode haver compensações. Aqueles que não forem contemplados na majoritária, serão contemplados na seara federal e estadual. Evidente que três partidos grandes querem buscar seus espaços. Sempre defendi que o PSD tivesse candidatura própria ao governo. Aqui não é o Estados Unidos, na minha opinião, temos partidos estabelecidos, tem que ter candidato. No segundo turno se compõe com quem está na final. Mas para ficar com partido que compunha apenas, podemos virar dois partidos no Brasil. 

 

Foto: Bahia Notícias

 

E, atualmente, os espaços têm sido bem distribuídos pelo governador Rui Costa?

O meu partido o PSD poderia ter um espaço maior. Para que tivéssemos a possibilidade de abrigar alguns amigos que não tiveram êxito na eleição. Cito o caso de Manassés, primeiro suplente de federal, que deveria ter um olho mais aguçado do governo. Poderia ter concedido um cargo no governo. O espaço é proporcional ao tamanho, se é grande tem que ter mais espaço. O partido que tem mais estrutura e nomes tem que ter espaço. 

 

Senador, temos acompanhado alguns eventos de Rui, e não temos visto o senhor. Os principais nomes da base marcam presença e ele não. Qual seria o motivo?

Na verdade eu tenho medo da Covid. Prefiro ficar mais restrito. Tenho 63 anos, fico preocupado com aglomeração. Continuo firme e apoiando o sistema.

 

O PSD tem desacelerado a pré-campanha de Rodrigo Pacheco à presidência. Alguma possibilidade de voltar atrás? 

Temos o Rodrigo Pacheco, estamos aguardando a evolução, se cada partido tiver seu candidato, temos que ter o nome nos estados. Temos a aliança com o PT, mas a candidatura, se vingar, espero que vingue, evidentemente, teremos que ceder palanque para o senador. 

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