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Segunda, 22 de Novembro de 2021 - 11:10

Abílio Santana

por Bruno Leite

Abílio Santana
Foto: Reprodução / Facebook

Presidente municipal do Partido Liberal em Salvador, o deputado federal Abílio Santana acredita que o próximo pleito terá uma sigla fortalecida. Com a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao partido, a perspectiva do dirigente é de que novos nomes também passem a integrar o quadro de políticos que carregam o número 22 junto aos seus nomes nas urnas.

 

A lista poderia ter, inclusive, membros do PSL e do DEM, devido ao processo de fusão e criação do União Brasil. "Foi um precedente que se abriu. De fato, essa nova legislação faculta o direito dos parlamentares migrarem o mandato".

 

Em Brasília por ocasião da convenção de dirigentes regionais que definiu os pormenores e cortou as arestas da quase crise antes do anúncio da filiação de Bolsonaro (veja aqui), Santana concedeu entrevista ao Bahia Notícias e garantiu que, apesar da falta de penetração de Bolsonaro no gosto do nordestino ele, tem, "no mínimo, 30% dos votos" do eleitorado baiano. 

 

Sobre a política estadual, os apoios e a consequente participação dos liberais em palanques da disputa ao Palácio de Ondina, em 2022, Abílio desconversou, disse fazer parte de um grupo e que vai aguardar a decisão dos outros diretórios acima dele.

 

"Se o nacional disser que é para apoiar fulano, vamos apoiar ele, o mesmo vai acontecer se disserem para apoiar beltrano. Ou seja, ainda que meu coração esteja fervendo por fulano, o PL é um grupo", justificou. Confira a entrevista na íntegra:
 

Nos últimos dias o senhor esteve em Brasília na convenção do partido, não é? O que há de novo e quais assuntos estão sendo debatidos nestas oportunidades?

O que estamos debatendo é a vinda do presidente para o PL. Esta madrugada [quarta-feira, 17] o presidente do nosso diretório nacional teve uma conversa com ele e, pelo que parece, vamos ter nosso presidente [da República] candidato a reeleição contando com o 22 como legenda. Ainda não foi concretizado porque é como um casamento, só se oficializa quando assina a certidão. Estamos aguardando.

 

Atualmente o PL fez parte da base de apoio do governador Rui Costa. No entanto, como já apontou o ex-deputado José Carlos Araújo, que é presidente estadual do partido, há a intenção, pelo menos da parte dele, que a legenda apoie ACM Neto. Na sua posição como dirigente, o que vai pesar para que essa decisão seja tomada? 

O partido segue uma linha em que nós, membros do PL, devemos seguir a voz de comando. O comandante é Valdemar Costa Neto e eu, como presidente do diretório na capital, sou subalterno ao diretório estadual, que por sua vez está subalterno às ordens do diretório nacional. Se o nacional disser que é para apoiar fulano, vamos apoiar ele, o mesmo vai acontecer se disserem para apoiar beltrano. Ou seja, ainda que meu coração esteja fervendo por fulano, o PL é um grupo.

 

Foi anunciado na semana passada a filiação do presidente Jair Bolsonaro e nos últimos dias esse ato foi adiado para um outro momento, podendo agora não mais acontecer. Internamente, o que está acontecendo? 

Eu estou presidente de um diretório. No Brasil tem quse 6 mil [diretórios] e a Bahia tem 417. Então, tem coisa que a gente sabe porque vazou, e aí não é da minha comptência. Isso aí é [coisa de] reuniões à portas fechadas. É da competencia de Valdemar Costa Neto, presidente da nacional. Parece que vai ser remarcada uma nova data, foi o que chegou ao nosso conhecimento. Soube que foi marcada para sexta-feira uma coletiva para anunciar uma nova data. 

 

Valeria a pena essa filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL e a adesão de diretóros de uma região em que o chefe do Executivo nacional tem um nível de rejeição alto nas urnas? 

Os nove estados do Nordeste, isso é fato, sempre pendeu ao lulismo. Não digo nem ao petismo, mas ao lulismo. Só que eu vou lhe assegurar que em pelo menos um dos estados do Nordeste, que é a nossa Bahia, pode escrever aí e quem viver verá, Bolsonaro tem, no mínimo, 30% dos votos. 

 

Caso a filiação se concretize, a bancada no Congresso vai aumentar substancialmente. Há alguma perspectiva de que esse aumento também ocorra na Câmara de Salvador, com a migração de alguns vereadores ou a eleição de outros?

Pode ser que sim. Agora, se algum vereador arrumar as malas e vir para o PL vai romper com a fidelidade partidária, até porque as janelas abrem, mas para outros parlamentares de cunho nacional, como deputados, senadores e govenadores. Agora, se vierem, serão muito bem vindos. Quero acreditar que muitos deputados que vão disputar eleição e outros que váo tentar a reeleição virão. Se algum vereador ou suplente quiser vir para o PL fortalecerá o nosso partido. 

 

E quanto a essa brecha que vai ficar com a fusão do PSL e o Democratas para a fundação do União Brasi?

Foi um precedente que se abriu. De fato, essa nova legislação faculta o direito dos parlamentares migrarem o mandato.

 

E à nível estadual, o senhor acredita que novos prefeitos que já exerçam seus mandatos possam chegar ao partido?

Eu acredito que sim, porque política se faz com raciocínio, não com emoção. Ulysses Guimarães, antes de partir para o andar de cima, disse que a esfera política não se faz com o coração, mas sim com a mente. Político inteligente vai ficar no time que tá ganhando. Uma vez, com a filiação do presidente, pode ter certeza que outros prefeitos vão querer vir. Até porque algumas prefeituras, se náo vierem ao socorro por verbas públicas, deixam de existir. 

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