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Segunda, 15 de Fevereiro de 2021 - 11:10

Isaac Edington

por Bruno Luiz / Mauricio Leiro

Isaac Edington
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Ainda sem definição de uma eventual nova data para a realização, o Carnaval de Salvador estaria ocorrendo neste período. O presidente da Empresa Salvador de Turismo (Saltur), Isaac Edington, acredita que é muito pouco provável a realização da festa em julho, e caso seja remanejada para o final do ano, poderia prejudicar o carnaval de 2022, por conta da proximidade dos eventos.

 

Com todas as festas suspensas na cidade, o presidente da Saltur também comentou que todo o segmento está em reunião com o prefeito Bruno Reis (DEM) para analisar que tipo de atividade poderá ser feita. Apesar disso, alguns protocolos para a retomada já foram apresentados e podem ter a permissão para execução.

 

"Tem uma proposta para se estabelecer lounges. Entradas independentes. Foi encaminhado para se considerar isso quando os indicadores da pandemia permitirem. Tem que se passar numa análise e não sabemos como isso será. Com espaço amplo e protocolo rigoroso. Estamos avaliando", comentou ao Bahia Notícias.

 

Por ser uma cidade turística, Salvador também tem se movimentado para não perder a chegada de visitantes, mesmo com a pandemia. "O trabalho de promoção turística não para. Independente da pandemia. Temos feito pesquisas e investimentos. As pesquisas apontaram que tem alguns indicadores e Salvador é um dos mais procurados no pós pandemia. O processo de certificação do Conselho mundial de turismo, outorgando como sendo um destino que cuida dos protocolos de segurança. A mensagem que mandamos é que é uma cidade que se preparou e avançou na infraestrutura e no trato com a preservação da vida na pandemia", disse.

Foto: Paulo Vitor Nadal /  Bahia Notícias

 

Sobre o Carnaval, caso não aconteça em julho, poderá acontecer em outubro. O que o senhor acredita sobre a realização da festa? Em que mês poderia acontecer?

Se a vacinação avançar bem, temos que pensar melhor para o Carnaval. É um sistema complexo. Temos várias cidades que fazem também. Tudo é muito prematuro. A data. O melhor para o Carnaval, uma vez que não pode ser realizado agora é muito pouco provável que ele possa se realizar em julho. Tem que vacinar todos com antecedência. Para todos se estruturarem. Isso dificilmente vai acontecer em julho. Sendo setembro ou outubro, isso se aproxima muito da data do próximo Carnaval. Vai acabar prejudicando o próprio Carnaval. Sendo cauteloso, não faz muito sentido. As entidades precisam promover e vender. Fazer isso açodadamente não me parece algo que tenha sentido. Todo o diálogo, o melhor para o setor, uma vez que não se pode realizar isso esse ano, acho que faz mais sentido nos prepararmos e ver a pandemia para realizar na data prevista do próximo ano. Precisamos aguardar mais para estabelecer data.

 

Presidente, Salvador é uma cidade turística. Algumas pesquisas apontaram que Salvador foi o segundo destino nacional mais procurado pelos turistas em 2020. O que esperar de 2021?

O trabalho de promoção turística não pode parar. Independente da pandemia. Temos feito pesquisas e investimentos. As pesquisas apontaram que tem alguns indicadores e Salvador é um dos mais procurados no pós pandemia. Investimos no centro de recuperação do turismo para o funcionamento do setor. O processo de certificação do conselho mundial de turismo, outorgando como sendo um destino que cuida dos protocolos de segurança. A mensagem que mandamos é que é uma cidade que se preparou e avançou na infraestrutura e no trato com a preservação da vida na pandemia. Para nós, o turismo é importantíssimo. A hotelaria indica ocupação menores, é claro, mas nos surpreenderam durante a pandemia. A gente acredita que com a recuperação gradual das atividades não paramos de inaugurar obras, da Casa do Carnaval, Mercado Modelo, a cidade não para em relação a receber bem os turistas. O trade também cumpre bem seguindo os protocolos. Nossos ativos de praia. A cidade está funcionando mesmo sem os eventos, os ensaios e as aglomerações. Temos a gastronomia, com a Casa de Jorge Amado, os equipamentos contribuem para que as pessoas possam passear e curtir os ativos mesmo sem os eventos. As festas populares, por exemplo, mas num outro formato. Vivemos um momento complexo. Mesmo dentro desse momento de frustração, estamos preparando um calendário de atividades. 

 

Tivemos protestos para a retomada de eventos, com o pedido para a retomada com protocolos e planos de incentivos. Como está a questão dos protocolos que estão sendo pensados e quais parâmetros?

Estamos em reunião com Bruno Reis e que tipo de atividade poderá ser feita. Quando falamos nos protocolos, uma das primeiras atividades foram os drive-ins. O setor fez a demanda e se estruturou. Apresentaram o protocolo, foi analisado e foi debatido. O prefeito fez as contribuições e foi realizado. Com sucesso. Depois foram algumas atividades de eventos, casamentos, espetáculos e cinemas, depois foi segurado por conta de indicadores. Semana passada foi ampliado. Daqui para a frente será assim. O setor se organiza e apresenta o protocolo. É feita uma análise e a ideia é que melhorando os indicadores e tudo baseado na ciência, e é retomada gradualmente. Não podemos prever a data e nem para quantas pessoas. As reivindicações são legítimas. É claro que o setor tem questões que são variadas. Tem que avaliar a possibilidade para ser retomada de acordo. Tem em mãos o formato para um tipo de atividade específica de evento. Com quantidade determinada de pessoas. O protocolo será avaliado e terá diálogo com os promotores. A retomada tem sido feita com o governo do estado. Não vai na velocidade da demanda do setor. Nós queríamos retomar as atividades.

 

Aos eventos, com shows, terá algum evento teste? Tem prazo? 

Não podemos cravar datas. A administração tem sido responsável. Tanto o governador quanto o prefeito tem sido pé no chão. É um processo complexo, cada dia é um dia. São muitas variáveis. Existe de fato sim a sensibilidade. Para se voltar ao cinema se fez um protocolo, para bares e restaurantes. Se discute com o setor e avalia. Envolve muitas variáveis. Temos a sensibilidade. O evento que os produtores de eventos corporativos fizeram naquele período. Uma vez aprovado o protocolo. Os drive-ins não foram teste, mas foi uma modalidade acolhedora e sua forma foi segura. Tem uma proposta para se estabelecer lounges. Entradas independentes. Foi encaminhado para se considerar isso, quando os indicadores da pandemia permitirem. Tem que se passar numa análise e não sabemos como isso será. Com espaço amplo e protocolo rigoroso. Estamos avaliando. 

 

A Secretaria Especial da Cultura e a Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, do governo federal, anunciaram a liberação de R$ 408 milhões para o setor de eventos de cultura e entretenimento que serão destinados por meio de linhas de crédito do BNDES. Muitos profissionais do setor vêm reclamando do período parado e dos prejuízos. O que fazer para ajustar isso?

Foi muito bem-vindo para o setor. Houve uma negociação grande. Setores aliados. Para sensibilizar o governo e isso entrou na pauta. Uma vez que seja concretizado e que seja rápido. Como o prefeito anunciou a necessidade da prefeitura estabelecer o pacote. Vemos com muito bons olhos. O governo federal tem como contribuir. Tem muito mais capacidade de investimento. Existe todo um trâmite. É um projeto de lei para isso chegar. Foi uma vitória. O que depender do município será de forma diligente. 

Foto: Paulo Vitor Nadal / Bahia Notícias

 

Algumas medidas têm sido tomadas para movimentar a economia alternativa? Quais alternativas têm sido pensadas para lidar com a pandemia?

Vai ser levado para o prefeito. São possibilidades que se tem para contribuir para o desenvolvimento da cidade. Tem um cardápio das atividades. Que elas possam ser realizadas independentemente da pandemia. Tem algumas alternativas. Vai depender da disponibilidade, recursos e da retomada. 

 

A prefeitura autorizou o retorno do funcionamento de cinemas, teatros e casas de espetáculo em Salvador, respeitando todos os protocolos de segurança sanitária de combate à Covid-19. Foi a melhor alternativa para o setor a reabertura?

Nesse momento sim. Esse setor tem feito sua contribuição. Seguiu os protocolos. Teve que se fechar por conta dos indicadores. A mensagem é que se todos fizerem sua parte, não iremos regredir. Não podemos baixar a guarda. Não queremos suspender as atividades que são muito importantes. Todos devem continuar segurando a onda. Evitar aglomerações. Essa é a grande contribuição para todos os setores econômicos da cidade. Não fazer o que precisa ser feito complica todos os setores. A sociedade deve entender que depende dela. Queremos o mais rápido voltar.

 

A Bahia teve queda de 14,8% no setor de serviços e perdeu 80 mil vagas no turismo. Como conseguir recuperar os empregos diretos e principalmente os indiretos que são mais afetados?

A melhoria está literalmente ligada à recuperação dos indicadores. Quando mais cedo tivermos essa recuperação iremos retomar as atividades. O turismo depende disso. Os dados agora demonstram e ao mesmo tempo, a cidade que faz o seu papel terá segurança. Devemos ter cuidado com as pessoas. Quando mais cedo isso acontecer iremos retomar. Quando mais cedo isso acontecer, não só o turismo vai voltando ao normal. A experiência do shoppings funcionou, houve a flexibilização do horário. Qual o ideal? Que tenhamos novas conquistas de reabertura. Não podemos regredir. Temos que seguir as regras e ficar para todo o setor. Queremos retomar outras atividades também.

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