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Segunda, 07 de Dezembro de 2020 - 11:00

Lídice da Mata

por Mari Leal / Mauricio Leiro

Lídice da Mata
Fotos: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

Presidente estadual do PSB, a deputada federal Lídice da Mata acredita na necessidade de se reconstruir uma "ampla frente democrática para reconduzir as forças progressistas ao poder". Passadas as eleições municipais, a deputada avalia de forma positiva o desempenho de sua legenda, mas acredita que é necessário dar atenção aos candidatos que sofreram derrotas nas eleições. 

 

"É claro que também convivemos com algumas derrotas de companheiros do partido. De um lado se comemora e de outro se solidariza com aqueles que perderam. Temos que estar junto com todos, esse é o projeto político partidário. Mesmo comemorando as vitórias não devemos nos perder nelas. Se perde e se ganha", comentou Lídice em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Na Câmara dos Deputados, Lídice acredita que os parlamentarem tem feito tudo que está ao alcance para tratar do orçamento. "A Câmara tem cumprido seu papel. Estamos entrando na definição de como tratar o orçamento. Ele estava paralisado em partes por conta das eleições e em parte pela disputa pela presidência da Câmara e Senado", pontuou. Leia a entrevista:

 

Deputada, primeiramente queria que a senhora fizesse um balanço do PSB na Bahia nas eleições 2020 e mais em específicamente em Salvador compondo a chapa com o PT.

Obitivemos um bom resultado. De 21 prefeituras saímos para 30, portanto, tivemos um crescimento de 30%, é um crescimento substantivo do partido. Depende também das condições objetivas que o partido tem. De acordo com o seu limite de fundo eleitoral e forças de crescer. Em Salvador também tivemos um bom desempenho. Não diria que ótimo, pois só elegemos um vereador. Poderíamos ter elegido 2 ou 3, ficamos a muito pouco de eleger o segundo. Participamos de uma chapa como vice que cresceu muito, mas infelizmente não conseguimos ir para o segundo turno. Desempenho muito importante da nossa deputada Fabíola Mansur, que participou e teve durante a campanha uma presença destacada. O PSB considera que foi muito bem nesta eleição. Mas é claro que também convivemos com algumas derrotas de companheiros do partido. De um lado se comemora e de outro se solidariza com aqueles que perderam. Temos que estar junto com todos, esse é o projeto político partidário. Mesmo comemorando as vitórias não devemos nos perder nelas. Se perde e se ganha.

 

E como analisa o campo vitorioso em Salvador e projeta as eleições para o governo do estado em 2022?

Fiquei meio sem entender a atitude do prefeito ACM Neto (DEM) teve nessa semana na polêmica do Reveillon, de falar que as pessoas estavam com inveja ou ciúmes. Achei tão bobo. Achei que estava falando mais de uma disputa política do que como prefeito da cidade. Ele já começou cedo a colocar sapato alto no enfrentamento eleitoral. Ele está satisfeito com as vitórias e já está de nariz em pé. É muito bom calçar a sandália da humildade, pois o processo eleitoral é isso. Não podemos achar que sabemos tudo. 

 

Queria saber também como a senhora analisa o saldo de quatro vitórias de PDT e PSB em capitais do Nordeste e como vê a disputa com o PT pelo protagonismo na esquerda para 2022. É possível pensar em lançar um nome para a presidência?

Todo partido deseja isso. É uma construção. Não temos hoje, mas é o desejo. É natural e não vejo com nenhum grande problema. É uma aliança consolidada, que em 8 cidades, resultou em vitória em 3, acho positivo. Já somos do mesmo bloco. Então são movimentos naturais e foi muito positiva. Não sei na Bahia, pois não tem muita condição de se dar. Temos que reconstruir essa ampla frente democrática para reconduzir as forças progressistas ao poder. Não é exclusivo de nenhum partido. 

 

Lembro que a senhora falou sobre "paz baiana" para definir a relação com o PT, em um momento em que o PSB e o PT tinham algumas divergências no âmbito nacional, inclusive em Recife, com algumas trocas de ofensas. Após essa união e o crescimento da legenda nas urnas, o que projeta para 2022? Seria possível encabeçar uma terceira via para o governo do Estado por exemplo, já que DEM e PT tendem a se polarizar?

Nesse momento não. Mas não é impossível. Estamos iniciando o processo eleitoral. Temos o que comemorar e o que chorar. Estamos em um período de fazer afirmações. É um período de dar balanço e começar a planejar resultados.

 

Falando agora sobre movimentações na Câmara, a LDO deve ir diretamente para votação em Plenário sem passar pelas comissões, como a senhora analisa a gestão feita pelo governo e qual a responsabilidade da Câmara em toda essa demora na votação da Lei? 

A Câmara tem cuprido seu papel. Estamos entrando na definição de como tratar o orçamento. Ele estava paralisado em partes por conta das eleições e em parte pela disputa pela presidência da Câmara e Senado. A CMO reflete muito isso e até agora não conseguiu ser efetivo o acordo de implantação. Creio que na próxima semana possamos concretizar isso. 

 

Gostaria também que a senhora que preside a CPMI das Fake News no Congresso Nacional comentasse o saldo da Comissão, o que pode ter sido tirado de lição e qual impacto já nas eleições deste ano?

As fake news são sempre vinculadas a esse tipo de mensagem. Contra as insituiçoes democráticas, convocando manifestações contra elas e com uma liguagem muito próxima. Agora, é claro, eu me refiro a fake news feita nacionamentle com temáticas semelhantes, não digo sobre o processo eleitoral, atacando os personagem municipais. As fake news de 2018 e 2019, que investigamos, com foco no ataque ao Congresso e ao STF. Assim como, com relação ao financiamento feito, com monetização e recursos publicos com inteligência artificial tem que ser investigadas. Existem algumas denúncias graves, pois já foi dito que pode existir um gabinete do ódio, e acho que tem que ser uma investigação que merece ir a fundo, pois sem dúvida tem relação.  

 

Falando agora sobre uma das pautas que a senhora encabeça, sendo uma forte defensora do setor cultural, como analisa o momento para o segmento e as medidas durante a pandemia?

O segmento e os artistas precisam trabalhar, o movimento cultural, a economia criativa, foi muito afetada nesta pandemia. Nossos olhos sempre devem estar voltados para essa sobrevivência do segmento. Salvador vai ter um impacto enome no cancelamento do Carnaval e temos que ver como isso será compensado. Tantas famílias trabalham, desde artistas a vendedor ambulante e precisam de um plano concreto. Precisamos de todos para enfrentar esse momento que é uma dificuldade enorme. 

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