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Entrevista

Walter Pinheiro: "Como todo soteropolitano, tenho vontade de dirigir a cidade onde nasci" - 16/03/2007

Por Daniel Pinto

 


“Como todo soteropolitano, tenho vontade de dirigir a cidade onde nasci”.

Por Daniel Pinto

Segundo informações extra-oficiais, seu nome é cotado, inclusive como indicação da Executiva Nacional do PT, para assumir uma pasta na reforma ministerial do governo Lula. Há realmente discussões em torno do seu nome?
Walter Pinheiro -
Olha, uma série de nomes foram indicados ao presidente Lula. Certamente o meu também foi colocado. O PT tem um quadro amplo.

Você ainda pode ser ministro?
WP -
Isso, apenas o Lula pode dizer. Alguns ministérios, inclusive o do Desenvolvimento Agrário, ainda estão indefinidos. Ao que me parece, até segunda-feira (19) o presidente terá uma posição em relação a isso. Mesmo assim, isso não me preocupa. Tenho minha atividade parlamentar. Estou no quarto mandato. Continuo sempre com a mesma proposta política: transparência e honestidade. O PT tem muitos desafios pela frente. Estou tranqüilo!

Como está sendo as negociações entre o PT e o governo Lula para composição do novo Ministério? Há pressão por mais espaço por parte do PT?
WP -
Evidentemente existem negociações. Isso faz parte do jogo político. Mas, hoje acredito que não cabe mais agir dessa forma. As relações têm que se dar de forma clara. Já atingimos uma maturidade suficiente.

Agora, na esfera municipal. O PT terá candidato próprio à Prefeitura de Salvador?
WP -
Isso depende dos desdobramentos políticos até abril, quando o PT inicia uma ampla rodada de discussões sobre o assunto. Uma coisa é certa: temos que jogar limpo com João Henrique. Apoiamos ele ou temos candidato próprio. Não dá para ficar jogando bola por trás.
Hoje o PT não faz parte do núcleo principal da Prefeitura de Salvador. Não dá para ficar assim. O PT participa, mas não se envolve. Essa situação depende do resultado das discussões nas convenções que o partido fará a partir de abril. Se ficar definido que formaremos uma chapa forte com candidato de um dos partidos aliados (não se pode ignorar essa possibilidade), aí o PT vai ter que fazer parte do núcleo principal da administração. Caso contrário, temos que chegar para JH e nossos aliados e dizer: o PT tem um projeto para Salvador, precisamos do apoio de vocês.

O senhor admite a possibilidade de ser candidato a prefeito da capital baiana? Assim como o atual governador Jaques Wagner, quando tentou se candidatar ao cargo, o senhor disputaria a vaga com o deputado Nelson Pelegrino?
WP -
Olha meu caro, primeiro temos que decidir o que fazer. Se a opção for disputar a Prefeitura, precisaremos de um nome. O PT tem um método de escolha democrático. Além do deputado Nelson Pelegrino, que sempre externa a vontade de dirigir sua cidade. Os partidos aliados e também o próprio PT terão outros nomes para avaliar. Nessas circunstâncias, o meu nome está incluído. Como todo soteropolitano, tenho vontade de dirigir a cidade onde nasci. Ao contrário do que dizem por aí que eu não sou da capital, sou filho de suburbano. Nasci no bairro de Escada, subúrbio ferroviário de Salvador.
Uma coisa é certa: não quero transformar essa disputa num cavalo de batalha interna. Não, isso não! Caso meu nome não seja escolhido, vou apoiar – como sempre apoiei – o candidato escolhido.