Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Entrevistas

Entrevista

Diogo Medrado faz avaliação dos festejos juninos na Bahia em 2016 - 04/07/2016

Por Fernando Duarte / Rebeca Menezes / Luana Ribeiro

Diogo Medrado faz avaliação dos festejos juninos na Bahia em 2016 - 04/07/2016
Fotos: Tiago Dias/ Bahia Notícias
Poucos dias após o São João, Diogo Medrado, presidente da Bahiatursa, empresa pública vinculada à Secretaria do Turismo do Estado (Setur), avalia como positivo o resultado da festa, que focou no resgate do forró pé-de-serra e da cultura regional. “O resultado foi muito bom, tivemos a expectativa de público alcançado, e na verdade quebrando esse preconceito que o forró tradicional e o forró da Bahia não levam o público e que só grandes atrações do São João, como Wesley Safadão, Simone e Simaria, que levam o grande público”, aponta. A tendência é seguir o conceito nos próximos festejos juninos, por determinação do governador Rui Costa. Apesar de superar a expectativa de público, o trade turístico reclamou da ocupação hoteleira durante o período. “A gente não trabalha o São João – é claro que a grade de atrações influencia um pouco em certo ponto para o turista vir – mas a gente trabalha o São João como um todo, como uma festa regional, como uma festa que agrega todo o estado”, explica. Como correção de rumo, a Bahiatursa já prepara o formato do Carnaval do próximo ano e quer anunciar a grade já em outubro. Entre as metas, o patrocínio de 100% das atrações sem cordas pela iniciativa privada e a reserva de uma atração internacional.  
 
Vamos começar com o resumo do São João. Qual a avaliação que a Bahiatursa fez da festa como um todo?  
Primeiro, foi positivo, extremamente positivo. A gente teve evento no Pelourinho, além do Terreiro de Jesus, nas três praças do Pelourinho, [dia] 23,24 e 25; na Praça João Martins e na praça principal de Paripe. No Pelourinho, a gente superou nossas expectativas em questão de público, teve 30 mil no primeiro dia, 30 mil no segundo e 40 mil no dia 25, o último. E em Paripe, a gente tinha expectativa de 40 mil e teve 50 mil no primeiro dia, que era Simone e Simaria; e no dia 25, 40 mil no show de Paula Fernandes. Então no Centro Histórico a gente fez uma mudança dentro do contexto da programação, a pedido do governador Rui Costa, resgatamos mais a cultura, o forró pé-de-serra, do São João mais de raiz, da cultura nordestina. Então a gente resgatou uma atração grande por dia: no dia 23, foi Dorgival Dantas, no dia 24, Flávio José, e no dia 25, Alceu Valença. E trouxemos atrações da Bahia para compor o São João do Pelourinho: Adelmário Coelho, Targino Gondim, Cicinho de Assis, dentre outros, Zelito Miranda, Estakazero. O resultado foi muito bom, tivemos a expectativa de público alcançado, e na verdade quebrando esse preconceito que o forró tradicional e o forró da Bahia não leva o público e que só grandes atrações do São João, como Wesley Safadão, Simone e Simaria, que levam o grande público. O Pelourinho estava bonito e você tinha família, porque a ideia era construir um São João de família, então até 23h, 23h30, você tinha crianças circulando nas ruas do Centro Histórico, aí já tem sono, os pais levam para casa, mas o objetivo de construir um Sâo João de família, um São João cultural, a gente conseguiu dentro do Centro Histórico.
 
Além dos trios sem corda, esse ano teve uma grande discussão sobre o São João tradicional em detrimento dessas grandes atrações, que acabam recebendo muito dinheiro. Você acha que é uma tendência para os próximos anos esse resgate de artistas mais tradicionais?
Eu não sei em outros pontos, como Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, mas em Salvador, essa será a tendência daqui para frente. Isso eu posso te afirmar. Enquanto houver a gestão do governador Rui Costa, e a nossa, à frente da Bahiatursa, essa é a tendência dentro do São João do Pelourinho. Até porque existia uma reivindicação do comércio local, dos próprios donos de hotéis, o trade local do Centro Histórico, existia essa demanda de fazer a transformação de fazer o conteúdo do São João do Centro Histórico. E assim a gente fez e conseguiu um resultado positivo.
 
Além de Salvador, a Bahiatursa apoiou, através de edital, o São João em algumas cidades. Essa política de descentralizar o São João funciona? E qual o resultado que ela trouxe para o governo e para a Bahiatursa?
Em Salvador, a gente realiza de fato o São João. No interior, vou te dar o exemplo do ano passado, a gente contemplou 56 municípios, com R$ 2,6 milhões. No ano de 2016 a gente contemplou 95 municípios com R$ 4,8 milhões. Você tem esse aumento de municípios, e de verba automaticamente, pela organização também, o fator principal foi a organização dos prefeitos, que estão com a documentação em dia. Então foi um dos pontos que a gente se preocupou, quando acabou o São João ano passado, era solicitar, em parceria também com a Secretaria de Relações Institucionais, que os prefeitos se preparem, se organizem, para serem contemplados pelos convênios. Hoje, nesse São João de 2016, todos os municípios que se credenciaram para poder receber o recurso, e que estavam em dia, com as certidões corretas, todos receberam o recurso, não teve nenhuma relação partidária, ou outra qualquer que seja. Para a gente é importante fazer esse apoio às cidades, pelo fato de o São João ser um evento regional. Carnaval é um evento mais pontual, Salvador, e outras 15 a 20 cidades que conseguem de fato realizar um carnaval, e que agregue, até comercialmente, à cidade. São João, não, você tem uma cidadezinha de 10 mil habitantes, e você tem uma cidade como Santo Antônio de Jesus, que tem um leque de pontos indiretos que aderem a essa questão do São João: aluguel de casa, carro local, enfim, diversos pontos que se consegue agregar. Para a gente é muito importante estar presente nesse investimento junto com as prefeituras.
 
Durante o São João teve uma reclamação do trade, aqui em Salvador inicialmente, sobre a questão da ocupação hoteleira; a divulgação da grade de atrações foi bem em cima da hora. No próximo ano há uma perspectiva de tentar divulgar um pouco antes a grade de atrações, para facilitar a atração dos turistas?
Primeiro tem um ponto crucial e bastante relevante nessa questão do São João. A gente não trabalha o São João – é claro que a grade de atrações influencia um pouco em certo ponto para o turista vir – mas a gente trabalha o São João como um todo, como uma festa regional, como uma festa que agrega todo o estado. A gente trabalha a festa o ano todo. Então todas as feiras nacionais, todas as feiras internacionais, todos os nossos emissores de turistas para a Bahia, a gente faz um trabalho direcionado no São João e também no Carnaval. Esse ano a gente teve uma atraso, até pela demanda também de banda; muita banda a gente fechava o dia, no outro dia ligava trocando, pedindo para trocar a data. Então a gente teve também esse atraso com a demora da programação. Mas a gente trabalha o São João praticamente o ano todo, em todas as nossas feiras e ações. A nossa expectativa agora é fazer essa correção também dentro do Carnaval, vamos divulgar nossa grade do Carnaval em outubro, para que a gente possa também trabalhar de uma forma mais macro o conteúdo, não só como um projeto de uma forma geral, mas também o dia-a-dia, nossa programação, o que nós iríamos viabilizar para os turistas poderem curtir aqui os trios sem cordas, que foram a grande novidade, além dos portais de segurança, que se consolidaram desde o ano passado na gestão Rui Costa. Então é se preparar e fazer esse planejamento agora para o Carnaval e para o verão também, que vem novidades. 

 
Você citou a promoção do destino Bahia através do São João, que é trabalhado como um todo. Como a Bahiatursa tem desenvolvido ações para trazer o turista para cá?
No final do ano passado para o início do ano, a gente fez uma ação para o público final, que foi um vídeo institucional com campanhas em companhias aéreas, em aeroportos nacionais e internacionais, fazendo essa divulgação do Carnaval e do verão da Bahia. Paralelo a isso, a gente trabalha todas as feiras e workshops do segmento turístico, a Bahiatursa se faz presente, e também nas feiras internacionais. Esse ano a gente veio com um diferencial nas feiras, porque antes a Bahiatursa participava junto com o estande da Embratur. Por exemplo, na Mundo Abreu, que a Bahia foi líder de vendas do Brasil no segmento, a líder de venda de pacotes foi a Bahia, a gente trabalhou lá com estande próprio, fez esse investimento, acreditando nesse retorno e conseguimos, então em alguns eventos internacionais estamos nos separando um pouco da estrutura física da Embratur, e participando como antes, com estande próprio. Paralelo a isso a gente fez uma reestruturação interna e vamos fomentar de forma mais efetiva, no segundo semestre vamos fazer uma apresentação para o governador Rui Costa dos números internos de Bahia, de emissores, atualizado pelo ministério, que nós recebemos essa semana, no período do São João, e apresentar esse planejamento tanto para o governador quanto para o trade. 
 
Você falou que quer anunciar a programação do Carnaval já em outubro? Como está essa preparação, existe algum projeto, alguma novidade que vocês queiram trazer esse ano?
Basicamente o que fizemos no ano passado, e agora nossa intenção e objetivo principal é conseguir 100% da meta do investimento em cachês do setor privado. Então até por isso estamos nos organizando junto com a secretaria de Comunicação, em termo de projeto. A grade também, estamos conversando com todos os empresários do segmento que faz a apresentação do Carnaval, para também até, não chegar em cima da hora, um cachê em cima da hora é um valor no desespero. Sendo agora, você tem um tempo para conversar. Então esse planejamento influencia muito no orçamento final do evento. E a gente está tentando trazer, estamos conversando com uma companhia aérea, para tentar viabilizar uma atração internacional para o Carnaval de Salvador. 
 
Sem cordas?
Sem cordas.
 

Vindo para a gestão de Diogo Medrado. Quando você chegou na Bahiatursa, a empresa era comandada também pelo secretário de Turismo, Domingos Leonelli, que fazia as duas coisas ao mesmo tempo. O que mudou na gestão da Bahiatursa desde a sua chegada?
Não digo mudança, mas acho que a gente deu uma dinamizada dentro do negócio, abriu as portas da Bahiatursa – não estou dizendo que não se tinha, até porque não conhecia de perto a gestão que tinha antes. Mas quanto a essa relação com a secretaria também, nós temos um trato muito técnico, muito tranquilo quanto a isso, então não vejo nenhuma mudança drástica não, dentro deste contexto. Mais até no método, que a gente vem do setor privado, então vem também agilizando algumas coisas que a gente vem encontrando dificuldades no setor público. Isso é natural. Quando você sai do privado para o público, você automaticamente sente um pouco o encaminhar das coisas. 
 
À época de sua indicação, foi questionada inclusive sua juventude para assumir a responsabilidade da Bahiatursa. A juventude ajudou ou foi uma interferência, uma dificuldade?
Ajudou, ajudou bastante a coisa da juventude. E também a experiência que eu já vinha, do mercado de entretenimento, do setor privado, da readiodifusão, então isso influenciou muito que algumas pessoas, 50% das pessoas com quem a Bahiatursa hoje conversa, a gente já tinha um contato e uma relação por conta do setor privado. Então acho que foi um preconceito que já foi derrubado, já foi provado que 26, 27 anos, não mete medo em ninguém. 
 
Tem se falado muito que você seria candidato a vereador, o pai dele podia ser candidato a prefeito de Salvador... Já que
você permaneceu no cargo, o sonho está descartado?

Está descartado.
 
No futuro também?
Não. 2018, ou eu ou ele, a gente vem. Deputado, mas a gente não sabe qual.