Segunda, 03 de Novembro de 2014 - 11:00

Lúcio Vieira Lima

por Fernando Duarte e Luana Ribeiro. Fotos: Bruna Castelo Branco/ BN

Lúcio Vieira Lima
O deputado federal mais votado da Bahia, Lúcio Vieira Lima (PDMB), admite que o fato de ser irmão do presidente estadual da sigla, Geddel Vieira Lima, facilitou seu trabalho na Câmara Federal. “Hoje eu tenho um espaço próprio que eu conquistei, o reconhecimento próprio, mas logicamente sou grato ao fato de ser irmão de Geddel ter aberto as portas para facilitar minha jornada”, reconhece. Um dos parlamentares que votou contra a proposta da Presidência de ampliação da participação dos conselhos populares, Lúcio nega que o PMDB tenha derrubado sozinha a matéria na Casa. “Até porque não foi o PMDB o responsável pela derrubada do decreto. Foi praticamente toda a base da presidente Dilma [Rousseff] que se manifestou contrária”, defende. O deputado também disse que o partido, que faz parte da base do Planalto, não tem que se definir ideologicamente. “Eu acredito que, no país, a identidade não é de esquerda ou direita, a identidade é de governo ou oposição”, descartou. Ele também não acredita que, por ser situação, a legenda não será capaz de lançar um candidato a presidente em 2018.

 


Bahia Notícias – O senhor foi um deputado que teve uma votação extremamente expressiva em 2014. Foi o deputado mais votado da Bahia e o único que conseguiu se eleger sem a necessidade de outros votos de legenda. Essa votação foi resultado do quê?

Lúcio Vieira –
Foi resultado de um conjunto de coisas. Eu acho que do exercício do meu primeiro mandato. Eu costumo dizer que não é voto que faz o mandato, mas o mandato que faz a votação. Eu procurei, no primeiro mandato, levantar a bandeira da ética, que é uma obrigação de todo político, não é favor nenhum. Procurei trabalhar também para trazer recursos para a Bahia. Acho que também a transparência do meu mandato, meu jeito de ser, um jeito muito acessível, que permite que os eleitores se sintam muito a vontade de chegar a mim, questionar e sugerir. Acho que isso ajudou que eu tivesse uma expressiva votação. Aproveito esse espaço para agradecer ao povo da Bahia que, com certeza, longe de me envaidecer, aumenta minha responsabilidade e minha obrigação com essa terra.

 
BN – Em 2010, você foi estreante nas urnas, conseguiu uma votação também expressiva, mas era considerado a sombra de Geddel. Agora Lúcio tem sua própria estrela?

 
LV – Eu cheguei em Brasília, logicamente, como não tinha nenhum mandato e função pública, o pessoal me via como se eu fosse uma invenção, então cheguei como irmão de Geddel. Logicamente, o fato de ser irmão de Geddel me facilitou muito em Brasília, porque me abriu muitas portas. Eu já tinha uma referência. E também me ajudou no exercício do mandato, porque eu tinha conhecimento de como funcionavam as coisas em Brasília, os caminhos que eu tinha que percorrer para conseguir os recursos para o nosso estado. O que poderia ser prejudicial, por ter uma sombra, eu soube, na verdade, tirar proveito disso para me ajudar a fazer meu próprio nome e ser respeitado pelo meu trabalho. Então tirei proveito disso e, ao contrário de me prejudicar, me ajudou bastante. Hoje eu tenho um espaço próprio que eu conquistei, o reconhecimento próprio, mas logicamente sou grato ao fato de ser irmão de Geddel ter aberto as portas para facilitar minha jornada.

 
BN – O PMDB é considerado um partido um pouco ambíguo. Ele é governo e, em alguns momentos, trabalha como oposição, como foi, recentemente, na derrubada do decreto que amplia a participação dos conselhos populares, proposta da presidência da República. Qual o comportamento hoje da bancada do PMDB na relação com o governo federal e agora a partir do próximo mandato, para o senhor que é uma das figuras de articulação do partido?

 
LV – Primeiro, me permita discordar. Ao derrubar o decreto, o PMDB não se comportou como oposição. Até porque não foi o PMDB o responsável pela derrubada do decreto. Foi praticamente toda a base da presidente Dilma que se manifestou contrária. Foram quase 270 votos contrários. Quando o PMDB teria apenas 70 votos, se todos assim votassem. Isso foi, na verdade, uma manifestação de autonomia da Câmara dos Deputados, que é como deve ser. Não é pelo fato de o PMDB pertencer à base do governo que obrigatoriamente tenha que votar tudo que o governo quer. Afinal de contas, a estrutura brasileira é formada por três poderes autônomos, apesar de que, historicamente, isso não ocorre em relação ao Congresso Nacional, que está sempre a reboque do poder Executivo. Eu digo a você que o PMDB é um partido que, nessa última legislatura, se comportou sempre procurando ver o que a sociedade deseja, analisando matéria por matéria, independentemente da vontade do Planalto, da Presidência. Procura votar sempre em consonância com a sociedade. Esse deve continuar sendo o perfil do PMDB nesse mandato. Não é porque o PMDB tem o vice-presidente da República que obrigatoriamente vá seguir [o Planalto]. Em alguns momentos, até o próprio PT pode votar eventualmente contra o Planalto. O partido político funciona independentemente da Presidência da República. 

 


 
BN – Isso não acabaria representando uma espécie de, como o PT sugeriu ontem, ressentimento?

 
LV – De forma nenhuma. A derrubada do decreto não teve o objetivo de sinalizar ou dar recado para a presidente. O objetivo foi mostrar que nós estamos em uma democracia representativa e que não cabe, por decreto, você fazer conselhos que venham substituir os deputados e parlamentares que tem a representação popular para representá-los. O objetivo não foi dar recado, apesar de que, eu considere que funcionou também como recado, porque o Palácio esperava que, dentro dessa relação normal – que não quer dizer que seja correta – que se tem com o Legislativo, porque se tem o controle de emendas, o controle de cargos, o que se chama de fisiologismo, você vê tenha que, obrigatoriamente, por ser base, dizer sempre amém. O recado que saiu da votação foi que agora nós temos um novo momento no Brasil. As urnas sim, o povo sim, com a eleição da presidente, com menos vantagem para a presidente, disse que quer um país que tenha mais diálogo, que não quer um país hegemônico, sem dialogar, tomando decisões sem discutir. Como se tudo que saísse do Planalto fosse correto. Eu acho que a presidente terá, efetivamente, no seu segundo mandato, dialogar muito. Não só com a sociedade mas também com o Congresso Nacional, para que ela não venha a ter problemas. Até porque nós temos aí problemas sérios na economia brasileira, que se encontra em crise efetivamente. E nós vamos ter um problema político muito sério. A questão das delações premiadas que envolvem muitos políticos graúdos e de baixo clero, que seja. Por isso, o país em crise econômica e crise política vai exigir mais diálogo para superar. Se não, poderemos sim ter problemas.

 
BN – O PMDB sempre foi um partido presente na estrutura estatal brasileira, um partido que sempre foi governo. Em alguns momentos, há um diálogo em que se comporte como oposição, pelo menos é o que alguns governistas do PT acabam considerando, no quadro atual. Aqui na Bahia, o partido tem uma representação forte, na figura dos irmãos Vieira Lima, o senhor enquanto deputado federal, e tem uma boa representação na Assembleia Legislativa. Porque não consegue ampliar para questão de mais um ou dois deputados federais? A campanha foi concentrada praticamente em Lúcio Vieira Lima, pelo menos no rádio e na TV, com espaço para Colbert Martins, que era o segundo deputado, era suplente e esteve temporariamente na Câmara. Como fica a situação do PMDB na Bahia hoje?

 
LV – O PMDB é um partido muito forte na Bahia. Me desculpe, mas é um partido que elegeu 45 prefeitos, se eu não me engano, é o quarto partido em número de prefeituras em nosso estado. Teve um candidato ao Senado com mais de dois milhões de votos. Que elegeu o deputado federal mais bem votado da Bahia,  como você bem disse. O único que se elegeu com voto próprio. Elegeu seis deputados estaduais. De forma que partidos que tem espaço no governo, como o PDT, que tem o presidente, Marcelo Nilo, secretaria de estado, e elegeu apenas um deputado federal que não foi com a votação que eu tive e elegeu apenas cinco deputados estaduais. O problema é que, enquanto não houver a reforma política, haverá esse problema de fazer coligação. Então para priorizar a chapa majoritária, você faz coligações proporcionais que prejudicam o número de candidatos. Na eleição de 2010, quando Geddel foi candidato a governador, se nós marchássemos sozinhos, elegeríamos quatro federais, pelo número de votos que obtivemos. No entanto, elegemos apenas dois. E alguns partidos que se coligaram conosco, como o PR, foram beneficiados. Agora, se nós fossemos sozinhos, elegeríamos dois deputados. Para beneficiar a chapa majoritária, você acaba sacrificando deputados estaduais e federais. Dentro dessa estrutura do fisiologismo da política brasileira, tem a questão das nominatas. Fica difícil apresentar candidatos se você não está no poder. De um lado, você tinha o Democratas, com a prefeitura de Salvador, de outro, o PT com o governo do Estado. Do outro lado, você tinha o PSD, com a vice-governança e a Secretaria de Infraestrutura. Tinha o PP com secretaria de Estado. Logicamente, como a estrutura eleitoral facilita aquelas que tenha algum tipo de máquina pública, para durante a campanha exercê-la e facilitar a votação, logicamente o PMDB não era o partido que tinha esse atrativo para apresentar aos filiados. Mas, diante do quadro, saímos muito bem. Elegemos a bancada estadual e federal e questão de Colbert doi que ele sofreu um problema que foi a pulverização dos votos de Feira de Santana. Lá você teve o prefeito, Zé Ronaldo, apresentando uma candidatura, você teve a do PSD. Você tinha três ou quatro deputados federais. Então pulverizou muito e a votação dele em Feira caiu. O que prejudicou sua eleição, mas volto a dizer que tem outro fator: a pulverização de partidos políticos. Se você ver, em São Paulo, que é o estado do vice-presidente da República, o PMDB fez dois deputados e tem 70 vagas de deputados. Em Rio Grande do Norte, o PMDB é o partido do atual presidente da Câmara foi candidato a governador, fez apenas um deputado. Quando você pega a bancada de deputados do PMDB, tem o Rio de Janeiro estourado com oito deputados, vem a segunda maior bancada, se não me engano, com quatro. É assim na Câmara de Vereadores de Salvador. Você não tem mais uma bancada que seja disparada com muitos deputados. Se pegar o número de vereadores que saíram eleitos, vai ver que a maioria [dos partidos] foi um, dois. Porque hoje tem na Câmara hoje, depois da eleição, 28 partidos com deputados eleitos. Então também é fruto da pulverização.

 


 
BN – O senhor tocou em um assunto que vai ser extremamente crucial no próximo mandato legislativo que é a questão da reforma política. Qual o posicionamento do senhor enquanto representante do PMDB aqui na Bahia enquanto representante na Câmara Federal sobre isso?

 
LV –  Eu defendo a reforma política, porque eu acho que não dá mais para se disputar uma eleição como foi essa. A reforma política tem que ser prioritária porque está como causa de muitas coisas no país inclusive de corrupção. Quando você vir esse caso da Petrobras, é justamente por esse loteamento que se faz de cargos públicos para fazer a base de sustentação de um governo. Veja como vai ser difícil um diálogo nessa eleição. Como é que um presidente da República vai dialogar com 28 partidos? São 28 líderes, 28 situações. Então na eleição, tem a questão das coligações proporcionais, tempo de televisão, tudo isso implica em chance de ter algum tipo de irregularidade. Então é fundamental a reforma política para que o Brasil passe por um momento melhor, para que se tenha condição de fazer uma política mais decente, com mais transparência. São pontos que vão ter que ser abordados: financiamento de campanha, voto distrital misto, voto proporcional, a questão das coligações, se vai permitir coligação proporcional ou não, a questão da cláusula de barreira, se vai ter ou não. 

 
BN – Acredita que a reforma política passe?

 
LV – Pela pressão popular, sim. No final, se ficar dependendo dos congressistas, com todo desejo de fazer, por achar que essa campanha chegou no limite, termina quem está lá sendo eleito por esse sistema atual. Então eu tenho medo que fique nessa vontade inicial, de todo mundo chegar lá e achar que tem que fazer e depois, interesses que são antagônicos, os mais diversos... Por exemplo, cláusula de barreira os pequenos partidos já não querem, porque se tiver, eles não existem. O fim da coligação proporcional os pequenos partidos também não querem, porque acaba sendo uma espécie de cláusula de barreira. Voto em lista fechada o PT defende porque acha que é o partido que tem melhor nome e elegeria mais, outros partidos já não concordam. Na verdade, nós não temos no país uma liderança capaz de comandar essa reforma política. Termina ficando, no Congresso, esse problema de cada um puxar a brasa para sua sardinha. Eu acho que nunca tivemos um momento melhor para fazer a reforma política. Agora é fundamental que continue a pressão da imprensa, popular e que os parlamentares continuem com essa conscientização da necessidade. Até porque eu vejo sempre colocarem que a presidente vai propor reforma política e a reforma não é bandeira de governo, é do Congresso, efetivamente. É uma bandeira que tem que ser da sociedade brasileira. Nós não temos que ficar dependendo da palavra do Planalto bancar, querer ou não a reforma política. Quem quer a reforma é o povo brasileiro e nós, como representantes desse povo, temos que ter a sensibilidade de meter as caras e fazê-la.

 
BN – Na Bahia, o PMDB se coligou com a oposição tentou lograr tanto para o Executivo quanto para o Senado, com Geddel, e acabou tendo frustradas as expectativas. Como o partido vai se comportar aqui na Bahia? Volta a ser oposição a Rui Costa ou colaboração? Como vai funcionar isso aqui?

 
LV –  Como oposição. Nós costumamos respeitar o resultado das urnas. Isso é outra coisa que temos que abordar na reforma política, a fidelidade partidária. É impossível que você vá nas urnas com um discurso e depois, passada a eleição, você se agregue a outro projeto para vantagens pessoais ou qualquer outro tipo de vantagem. Se o povo derrotou o projeto da oposição, que apresentou como uma alternativa a esse que aí está e o povo disse: ‘Queremos você na oposição, fiscalizando, cobrando’; é isso que nós temos que fazer. Se você fala colaborar, claro que vamos colaborar no que for possível. Agora não existe aquela história de oposição crítica. Não tem meia grávida, ou você está ou não está. Ou você é oposição ou é situação. O que não vai se fazer é aquela oposição de radical de que, mesmo a coisa estando certa, você queira transformar numa coisa errada. Nós estamos aqui para criticar, cobrar, o que efetivamente merecer ser criticado, cobrado. Inclusive apresentar propostas à sociedade, para que veja a diferença.

 
BN – Essa semana foi falada da aproximação do prefeito de Salvador com o PMDB. O senhor tem ciência de algum tipo de aproximação de ou migração de ACM Neto para o PMDB ou até mesmo, uma eventual fusão entre PMDB e DEM, como chegou a ser cogitado pela imprensa nacional?

 
LV – Logicamente, nesse período de pós-eleição, antes que a poeira comece a baixar, o que mais surge é especulação, até mesmo por falta de notícias políticas, etc. e tal. Agora logicamente, nós somos muito próximos do prefeito ACM Neto, a aproximação é real, já existe. E se ele vier para o PMDB, será muito bem-vindo. O convite já foi feito e o partido crescerá muito. Temos que esperar, na verdade. O que eu vejo nessas notícias de que o DEM pretende fazer fusão como vejo desmentidos em relação a essa fusão... Nós temos que esperar o tempo do DEM. Em relação a essa situação da Bahia, do DEM e PMDB baianos, não tem nenhum tipo de problema. Se ocorrer a fusão a nível nacional, a seção baiana do PMDB não tem nenhuma objeção e creio que a seção do DEM também da Bahia também não. Será uma fusão feita com muita tranquilidade e alegria para os dois partidos.

 


 
BN – Um exemplo nessa discussão de se vai haver ou não uma fusão entre DEM e PMDB é de que é um partido cortejado por ambos os lados, tanto pela oposição mais definida, quanto pela base do governo. O senhor acredita que, com essas discussões de reforma política avançando, o PMDB tenha que definir mais concretamente uma posição em relação à direita e esquerda, oposição e situação?

 
LV – Esse negócio de direita e esquerda hoje se mudou muito o conceito. Porque se você falar hoje que o PT é um partido de esquerda eu acho que ninguém acredita. O PT hoje está mais para centro do que para esquerda. Em algumas atitudes e posicionamentos, até mesmo mais para a direita do que para centro. Então esse conceito de esquerda e direita não se manifesta mais em atitudes, de posições, se manifesta mais em tentativa de vender um conceito à sociedade, no discurso de que, sendo esquerda, dá voto. Eu acho que a população também está modificando um pouco isso. Uma dificuldade que nós temos é ter tantos partidos políticos, porque hoje você não identifica 28 bandeiras políticas. Se você for ver bem, bastavam três, quatro, no máximo cinco partidos políticos para que tenha uma identidade do povo com aquele partido. Se você for perguntar porque vota no PT, no PMDB, no PSDB e nos outros partidos.... Porque PT, PSDB e PMDB ainda têm... O PMDB tem ainda aquela história da redemocratização, de Ulysses Guimarães; o PSDB surgiu com o neoliberalismo; o PT tem a história dele trabalhista. Então ainda tem esse resíduo de história que dá uma certa identidade. Apesar de hoje você já não identificar isso. Eu não vejo essa história de que o PMDB vai ter que se definir como esquerda ou direita. O PMDB é o PMDB, com sua história de vida, com sua história atual. Não é o fato de dizer que é de direita ou de centro ou de esquerda que ele vai ter que se definir ou que a sociedade vai cobrar isso.

 
BN – Nessas eleições, houve uma discussão de que houve uma polarização entre PT e PSDB, são dois partidos que, apesar de nas práticas cotidianas, não estar muito claro atualmente, estar numa fronteira nebulosa, são partidos bem identificados com essa definição de direita e esquerda. O senhor acredita que o PMDB tem uma identidade definida?

 
LV – Eu acredito que, no país, a identidade não é de esquerda ou direita, a identidade é de governo ou oposição. E quem hoje encarna isso é o PT é governo e o PSDB é oposição. Eu vejo até com certa graça isso. A cúpula partidária do PMDB vive a dizer que, em 2018, o PMDB terá candidato. Você já deve ter ouvido falar disso. Eu lhe pergunto: você vai ser candidato como, se você faz parte do governo? Se você ocupa e tem ministérios? Então você para ser candidato ou só pode ser como situação, como do governo, ou como oposição. O PMDB não vai ser como oposição, porque está fazendo parte do governo e o PMDB não vai ser candidato do governo porque o PT não abre mão para ninguém. Então essa história de vamos ter candidato em 2018, vamos preparar a candidatura em 2018, etc., eu termino não acreditando. Vai ficar oposição ou situação. Quem encarna o momento da oposição é o PSDB. Então a política brasileira vai continuar polarizada.

 
BN – Qual vai ser o futuro político de Geddel Vieira Lima?

 
LV – O futuro político de Geddel será o que ele já teve oportunidade de declarar a diversas pessoas. Continuar na militância política, na presidência do PMDB, viajando, gastando sola de sapato, conversando, dialogando, no sentido de crescer o partido. As pessoas têm a mania de achar que só se faz política em exercício de mandato, não é isso. Aliás, a política você faz no dia-a-dia, no cotidiano, etc. Então Geddel vai continuar visitando as bases, formando diretório do PMDB, conversando com importantes lideranças, opinando nas questões da Bahia e, com isso, procurar crescer o partido para se, lá a diante, o povo da Bahia, o PMDB da Bahia, quiser que ele seja candidato novamente a cargo eletivo, ele estará à disposição, como sempre teve. Mas o futuro de Geddel é fazer o que ele gosta e faz bem, que é fazer política.


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