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Segunda, 08 de Setembro de 2014 - 11:00

Rui Costa

por Fernando Duarte/ Juliana Almirante | Fotos: Jamile Amine

Rui Costa
Fotos: Jamile Amine | Bahia Notícias
Em entrevista ao Bahia Notícias, o candidato ao governo estadual Rui Costa (PT) defende com unhas e dentes a administração de Jaques Wagner (PT) e concentra as críticas na gestão do ex-governador Paulo Souto, que até agora lidera as pesquisas de intenção de voto. Por ter participado da administração petista como secretário de Relações Institucionais e Casa Civil, ele acredita que, em todas as áreas, “sem exceção”, o governo Wagner foi melhor do que o democrata. “Nós vivíamos [...] o crescimento de 87% da criminalidade. De 2007 para cá, eu diria que houve um investimento forte na parte da infraestrutura e da valorização dos profissionais de segurança”, comenta Rui sobre o tema mais abordado pelo concorrente, a segurança pública. Rui elenca ainda novas propostas para o setor: investimento na inteligência, na investigação e nas corregedorias das polícias Civil e Militar. O economista de formação também fala sobre a necessidade de mudar a estratégia de isenção fiscal para atração de capital privado no estado. “A Bahia precisa mostrar competência. [...]Aí eu me refiro a investimentos em infraestrutura viária, urbana, de mobilidade, nas estradas, aeroportos, ferrovias e portos”, avalia. Na educação, sua principal bandeira é a escola de tempo integral, com a meta de 300 unidades até o fim do eventual mandato. Também pretende criar o “Saúde Para Todos”, para regionalizar o sistema, além de implantar sete hospitais no estado, ao contar com a redes municipal, estadual, filantrópica e privada. O postulante do PT pede o voto aos eleitores para que possam "juntos construir uma Bahia moderna, do futuro": "Em que possamos recordar da Bahia do passado apenas nos livros de história, com os dois milhões de analfabetos, mais de três milhões de pessoas sem energia elétrica, as estradas esburacadas, com péssimos indicadores sociais".

 


 
Bahia Notícias – A presença do ex-presidente Lula neste 3 de setembro no estado é uma busca para ampliar a sua penetração e o conhecimento das pessoas sobre você, já que Lula é bastante popular junto à população baiana?

 
Rui Costa  – Não se trata apenas da popularidade. Se trata da identificação da minha candidatura com esse projeto político. No meu entendimento, as pessoas não vão escolher apenas nomes no dia 5 de outubro. Elas vão escolher projetos políticos. Opções políticas, sociais, econômicas para o país e para a Bahia. Portanto, é bom ficar claro para todas as pessoas com que grupo político cada candidato está, com qual A opção política ele está vinculado. E, portanto, como eu considero que o presidente Lula fez na história recente do país a maior transformação econômica, social e política, para melhor, é importante que haja uma identificação da minha candidatura com esse projeto político, que ele iniciou em janeiro de 2003.

 
BN  –  Além da questão política, do apoio de Lula, tem um projeto político que é encabeçado pelo PT desde janeiro de 2003, como você colocou. Qual dessas propostas de janeiro de 2003 o senhor pretende implantar caso seja eleito em outubro?

 
RC  –  Acho que a matriz da proposta permanece, porque uma transformação em um país, em um estado, precisa de tempo para ocorrer. Eu me refiro a oportunidades na educação. Se nós olharmos o cenário de hoje e o cenário passado, a Bahia tinha apenas uma universidade federal. Hoje tem seis. A Bahia tinha uma escola técnica e chegaremos esse ano a 33 unidades federais. A Bahia, no passado, tinha quatro mil alunos matriculados no ensino profissionalizante da rede estadual. Esse ano tem 70 mil. A Bahia tinha uma infraestrutura totalmente precária, na capital e no interior. Hoje nós temos na capital um investimento em curso de R$ 8 bilhões, que é o maior investimento da história da Bahia. Enfim, a essência do que começou em 2003 continua, que é dar oportunidades e construir uma democracia, não só na política, mas na oportunidade das pessoas. Na oportunidade de um trabalhador rural e uma empregada doméstica formar um filho em medicina ou engenharia, ou formar um filho técnico que vai trabalhar na indústria. A oportunidade de ter acesso a seus tratamentos de saúde. A oportunidade de ter um emprego, enfim. A democracia no país não se define apenas no aspecto político e se afirma na oportunidade nas diversas áreas para as pessoas. E esse processo continua. Tínhamos dois milhões e meio de baianos que não tinham acesso à energia elétrica e hoje o estado é mais democrático. Quatro milhões passaram a ter acesso à água potável. Enfim, isso tudo eu chamo de democracia e não só o conceito restrito do acesso ao direito de voto ou a democracia stricto sensu do aspecto político.

 
BN  –  Enquanto candidato apoiado pelo atual governador isso coloca você em uma situação diferenciada dos demais candidatos ao governo. Faltou alguma coisa nesses últimos anos em que o PT está à frente do governo do Estado? O que precisa ser feito que vai ser um diferencial seu?

 
RC  –  Nenhum governo faz tudo. Em todas as áreas, o balanço – e eu estou pedindo ao povo que compare com os oito anos do governo anterior, do ex-governador que quer voltar –, sem exceção, o governo Jaques Wagner foi melhor. Em abastecimento de água, ele investiu quase três vezes mais. Em saneamento, duas vezes e meio a mais. Os orçamentos das universidades quase três vezes mais. Em segurança e em estradas, duas vezes e meio a mais. Em segurança pública, que é o tema que o candidato da oposição mais gosta, ele tem uma medalha de ouro de campeão entre todos os governadores da história da Bahia, de crescimento de homicídios. O número de homicídios que ele recebeu em dezembro de 2002 e o que ele entregou em dezembro de 2006 cresceu em 87%. Nenhum governador na história da Bahia conseguiu essa proeza conseguida por ele. É a única coisa que ele tem em vantagem em relação a nós. E o outro número que ele tem em vantagem é o investimento por ano em propaganda. Ele foi o governador na história da Bahia que mais investiu em propaganda. Então essas duas medalhas de ouro tem: o governador que mais cresceu os homicídios no estado e o que mais gastou por ano em propaganda.

 


 
BN  –  Esquecendo um pouco o passado, como planejar o governo do Estado para os próximos quatro anos, já que é esse o seu primeiro pleito?

 
RC  –  O governo da Bahia tem que ser ousado. O modelo de desenvolvimento do estado foi alicerçado até aqui e no nordeste, eu diria, na guerra fiscal. Esse modelo de guerra fiscal acabou. Esse não será, nem no presente, nem no futuro, um modelo de atração de empregos e de empresas para a Bahia. O modelo tem que ser onde a Bahia vai mostrar competência. Vai mostrar competitividade na atração dessas empresas. Para isso, precisam haver grandes investimentos que tornem a produção no estado da Bahia competitiva em relação a produzir a outros estados. Aí eu me refiro a investimentos em infraestrutura viária, urbana, de mobilidade, infraestrutura nas estradas, aeroportos, ferrovias e portos. Ou seja, nós precisamos tornar a produção baiana mais barata do que produzir em outros estados. A Bahia precisa mostrar competência. Essa infraestrutura tem que estar associada a condições de educação e de formação profissional que também forneçam mão-de-obra. E as condições de vida das pessoas que aqui vão trabalhar e produzir. Eu diria que esse é o grande desafio e por isso, um governador não pode repetir os erros do passado, onde durante oito anos, se assistiu, por exemplo, Pernambuco lutar e realizar um porto. Enquanto o governo aqui ficou de braços cruzados porque colocou o interesse partidário acima do interesse dos baianos e não foi buscar junto ao governo federal obras estruturantes. Só no governo Jaques Wagner a Bahia viu serem materializados projetos estruturantes a exemplo da ferrovia e das obras de mobilidade em Salvador, do porto sul, enfim várias obras de grande porte que estão em andamento no estado.

 
BN  –  Vamos partir agora para temas específicos que são bastante recorrentes da campanha eleitoral. Quais são as propostas que o senhor tem para a área de educação no estado?

 
RC  –  A minha meta são 300 escolas em tempo integral. A Bahia tem hoje cerca de 1300 escolas e proponho que no mínimo 300 sejam de tempo integral. Eu estou propondo ampliar. Wagner recebeu com quatro mil matrículas no ensino profissionalizante. Hoje tem setenta mil alunos matriculados. Estou propondo 150 mil alunos matriculados no ensino profissionalizante. Estou propondo a garantia do estágio para todos os alunos que estudarem na rede estadual de curso profissionalizante. Estou propondo uma bolsa de estudo permanente para todo estudante carente que estiver cursando em uma das quatro universidades estaduais da Bahia. Ou seja, aqueles jovens que muitas vezes abandonam a universidade por falta de condição financeira, nós vamos dar uma assistência de permanência para que consigam concluir seus cursos. E evidentemente, a busca da qualidade da educação, que será permanente, com a implementação do Pacto pela Educação com os municípios. O Estado cuida da conta intermediária ou final, do segundo grau ou da universidade. É preciso cuidar do resto, da formação educacional que está sob a responsabilidade dos municípios. Então é preciso cuidar das creches, do ensino fundamental e dos chamados ensino básico, para que nós tenhamos uma qualidade de ensino desde a creche. Para quando os alunos cheguem na rede estadual, estejam com uma formação bem sólida. 

 
BN  –  Quais são as perspectivas do projeto do senhor para a área de saúde?

 
RC  –  Lula criou o Luz Para Todos. O Wagner criou o Água Para Todos e estou propondo criar o Saúde Para Todos. A proposta é regionalizar a atenção à saúde. Primeiramente inaugurar, ao longo dos quatro anos, sete novos hospitais na Bahia. Contratando serviços ou fazendo parcerias com hospitais municipais filantrópicos e privados. Portanto, serão os hospitais estaduais, municipais, filantrópicos e privados. Essa rede terá que garantir a atenção regionalizada ao fim de quatro anos. Garantindo que as pessoas possam fazer seus tratamentos de saúde nas próprias regiões. Só em casos mais excepcionais que seriam, eventualmente, deslocados para a capital. Mas o maior volume, quase a totalidade, ser feito na própria região. A exemplo, cirurgias ortopédicas que necessitam da vida para Salvador. Nós queremos fazer com que essas cirurgias, exames e tratamentos sejam feitos nas próprias regiões.

 


 
BN  –  O senhor mesmo trouxe que uma das questões mais delicadas que estão sendo tratadas na campanha eleitoral de 2014 é a questão da segurança pública. Quais são os avanços que o senhor pretende implantar no estado a partir de 2015?

 
RC  –  Se eu analisar no tempo recente, eu vou chegar à conclusão de que a Bahia tinha a pior infraestrutura policial e de segurança entre todos os estados da federação. Já que antes de 2007, mais de 200 cidades não tinham sequer uma viatura. Os policiais tinham péssima remuneração, nem tinham alimentação no interior. Nós vivíamos, como eu mostrei, e são dados oficiais, o crescimento de 87% da criminalidade. De 2007 para cá, eu diria que houve um investimento forte na parte da infraestrutura e da valorização dos profissionais de segurança. Então hoje nós temos viaturas novas, armamento, enfim. A infraestrutura policial foi remodelada e requalificada. Os próximos passos é avançar na busca dos indicadores de segurança pública. Nós vamos conseguir isso. Eu comparo sempre, em toda entrevista, para ficar mais didático para a população, que segurança pública no meu conceito é como se fosse uma moeda que tem um lado cara e outro coroa. De um lado é o aparelho repressivo do Estado para os grupos organizados criminosos, sejam os traficantes. Para isso, do lado policial da moeda, vamos criar pelotões especiais, mais três pelotões na Bahia. Levar o Graer, o grupamento aéreo, para o interior do estado. Ao final do meu mandato, quero pelo menos em cinco regiões do estado o Graer funcionando. Porque facilita a perseguição e a prisão dos bandidos. Quero fazer um investimento forte na inteligência e na investigação das polícias Civil e Militar. Fazer um investimento pesado nas corregedorias das polícias, para separar o joio do trigo. A quase totalidade dos policiais são pais de família, são homens de bem, que querem ajudar a segurança da população. Mas aqui e ali aparecem pessoas que estão hoje dentro da corporação com vínculos com o mundo do crime. Essas pessoas precisam ser excluídas e para isso é preciso investigação e corregedoria forte. Nós vamos fazer isso. Para completar esse lado do policiamento, eu diria que é ampliar o monitoramento por câmeras. Algumas cidades da Bahia já têm. As que já têm vamos ampliar o número de ruas ou de áreas que são monitoradas. Nas cidades que ainda não têm nós vamos instalar para que isso aumente a eficiência do policiamento. Esse é o lado repressivo. O outro lado da moeda é o das políticas e programas sociais. Então parte vai ser respondido com que eu falei da educação, escola de tempo integral e ensino profissionalizante. E também com investimento mais forte em arte, cultura e esporte. Em arte e cultura, com a orquestra Neojibá, quero implantar, até o final do meu governo, que todo território da Bahia tenha um núcleo, despertando o gosto da juventude pela música. Segundo, ter em todos os territórios espaços culturais funcionando. Onde já existe, reformar, ampliar e colocar em amplo funcionamento; onde não, construir para que tenhamos espaços onde a juventude possa despertar seu talento para a arte, o teatro, a música, seja para estar ali como consumidor de cultura. E também implementar os circuitos culturais no interior. E também as atividades esportivas em parceria com as prefeituras. A proposta é aumentar a repressão de um lado e a oferta de educação, esporte e lazer do outro, para do construir uma sociedade de paz na Bahia.

 
BN  –  O senhor participou de boa parte do governo Wagner e agora apresentou uma série de propostas e alternativas de avanços. Não foi possível fazer essas propostas serem implantadas em oito anos?

 
RC  –  Algumas delas foram feitas, eu citei aqui a formação profissional. Wagner recebeu quatro mil matrículas na Bahia inteira. Esse ano tem 70 mil. Foram quase 20 vezes o número de vagas multiplicadas. Wagner recebeu um estado com duas vezes e meio menos investimentos em segurança pública. Mais de 200 cidades não tinham viaturas. Hoje todas as cidades da Bahia tinham viaturas. A maioria dos policiais militares não tinham colete à prova de balas. Hoje quase a totalidade têm colete à prova de balas. Metade dos policiais civis não tinham pistola e faziam revezamento das armas. Hoje todos os policiais civis têm pistola. Então muita coisa avançou, mas não foi feito tudo. Ainda falta fazer. Evidentemente que em sete anos avançou-se bastante mas ainda tem muito por fazer.

 
BN  –  Uma discussão bem ampla durante a disputa eleitoral é a questão da governabilidade. O senhor tem o apoio de diversos partidos na coligação e isso, caso você seja eleito, vai seguir uma repartição do governo?

 
RC  –  Eu vou governar buscando compor o governo com o conjunto de pessoas que possam contribuir para a administração e para a eficiência da máquina pública. No meu governo, não será colocado ninguém nem como secretário nem assessor que não possa contribuir naquela área. Não será colocado nenhum estranho no ninho. Isso posso garantir e você pode colocar na entrevista em letras garrafais. Nenhum estranho no ninho será colocado em pasta nenhuma. Para ser nomeada, a pessoa terá que conhecer a área para onde está indo e eu vou acompanhar e cobrar pessoalmente. Cada um tem seu estilo, seu jeito de fazer, de governar. O meu estilo é de acompanhar e cobrar de perto as responsabilidades de cada um.

 


 
BN  –  A construção da governabilidade na Assembleia funcionará a partir da coligação que o senhor já apresentou? Como será o relacionamento com os partidos dentro do governo e na Assembleia Legislativa no seu eventual governo?

 
RC  –  Evidentemente que a montagem será a partir da nossa coligação. A expectativa é que nós tenhamos a maioria na Assembleia e vamos governar com esses deputados que participaram da coligação. Evidentemente mantendo o diálogo e recepcionando todas as propostas que forem boas para a Bahia. Não vou repetir aquele modelo do passado, que nem erro ortográfico corrigia. Nós vamos continuar e avançar nesse ritmo introduzido pelo governador Jaques Wagner, de que toda proposta boa, mesmo que venha da oposição, será recepcionada. 

 
BN  –  Agora vamos partir um pouco para a comparação nacional. Dilma hoje enfrenta uma situação atípica. Até pouco tempo, a aposta era que a candidatura federal auxiliasse aqui no governo do estado. Muda alguma coisa na sua estratégia.

 
RC  –  Não. A estratégia continua a mesma. Eu continuo pedindo votos para Dilma. Ela é a melhor presidente para a Bahia. Não tenho dúvida em afirmar isso. Nenhum presidente na história recente do Brasil ajudou tanto a Bahia quanto a presidente Dilma.

 
BN  –  Inclusive Lula?

 
RC  –  Digo isso porque no primeiro mandato de Lula o governador à época não apresentou projeto nenhum para a Bahia. Não foi buscar projeto nenhum. Pernambuco foi buscar o Porto de Suape no mandato de Lula, mas a Bahia não buscou projeto estruturante nenhum. Quais foram as obras estruturantes feitas nesse período? Nenhuma. Qual foi o grande projeto que o ex-governador botou debaixo do braço e fez pela Bahia, em Salvador e no interior? Eu não conheço nenhum. Até hoje, na TV, ele não apresentou nenhum. Ele só fez agredir e criticar. Portanto, no primeiro mandato, Lula ajudou como ajudou o país inteiro. Mas não teve nenhum projeto estruturante que ele fizesse aqui na Bahia. Depois que Wagner entrou, primeiro grande projeto que levou para a presidente foi a ferrovia [Oeste Leste]. E ele [Wagner] garantiu a ferrovia, que está em obras, tem 10 mil pessoas trabalhando e nós teremos o porto [Sul]. Mas no segundo mandato de Lula, que foi o primeiro de Wagner, nós tivemos um segundo problema, porque quando Wagner entrou, não tinha nenhum projeto na gaveta. As gavetas estavam vazias. O ex-governador além de não levar projetos ao ex-presidente também não deixou projetos prontos. Quando eu falo de projetos, são os estruturantes, não é projeto de calçamento e de pintura de meio-fio. É projeto estruturante que alavanque a economia e o emprego na Bahia. Ele não deixou nenhum. Portanto, no PAC I a Bahia penou para poder conseguir recursos porque não tinha projetos a apresentar ao governo federal. Esses projetos foram elaborados ao longo do primeiro mandato e na transição de Lula para Dilma foi que esses projetos ficaram maduros e aí sim, no governo de Dilma pudemos recepcionar grandes projetos. Seja de infraestrutura urbana, com R$ 8 bilhões aqui em Salvador.... Esses recursos vieram com Dilma: o metrô, o VLT, as avenidas Gal Costa, 29 de março, Orlando Gomes, todos esses projetos estruturantes de mobilidade vieram com Dilma. A ferrovia e o Porto Sul vem agora com a presidente Dilma. Vinte aeroportos no estado, inclusive o de Vitória da Conquista, que já está em obras. Começaram o planejamento e as obras com a presidente Dilma. Enfim esses projetos ficaram maduros agora na transição de Lula para Dilma e, por isso, posso afirmar que na história recente do Brasil, ela foi a presidente que mais ajudou a Bahia. Eu posso, com muita tranquilidade afirmar ao povo baiano que a presidente que vai dar continuidade às grandes obras que a Bahia precisa chama-se Dilma Rousseff. Entre todas as candidatas, na minha opinião, a que tem mais compromisso com a Bahia, a que não vai travar o desenvolvimento da Bahia. Eu sei do compromisso e da sensibilidade que ela tem com os baianos.

 


 
BN - O senhor tem um perfil muito executivo, diferente do perfil de Jaques Wagner, que é muito político, além de muito executor. Como suplantar o perfil executivo para que haja equilíbrio entre o executor e o político?

 
RC  –  Eu não sei se tomo isso como elogio ou crítica. Eu diria que eu tenho um pouco dos dois. As pessoas me caracterizam como executivo, que de fato eu sou, porque gosto de cobrar resultados. E na política eu também sou assim. Desde a origem, no sindicato, eu fiz movimento sindical durante muitos anos, e fazia eminentemente política. Eu não fazia gestão. Eu nunca fui administrador do sindicato. Eu era líder sindical. Eu fui líder de greve em 1985 no Polo Petroquímico. Mas eu sempre busquei, desde criança, sempre encarei as coisas que apareceram na minha vida como se fosse a única oportunidade que eu fosse ter. Quem vem de uma família muito pobre, como eu vim, toda vez que aparecia oportunidade na vida, eu encarava como a única. Então sempre busquei ser perfeccionista. Dizia que aquela era a oportunidade que eu tinha e tinha que agarrá-la. E na política foi a mesma coisa. Quando eu tinha que fazer movimento sindical, assembleia, eu sempre fazia assembleia grande, nunca quis fazer pequena. Na gestão é a mesma coisa, eu quero resultados concretos, não quero tentar fazer, eu quero fazer. Daí as pessoas me enxergarem como executivo. Mas eu diria que tenho um misto dos dois, do político e do executivo. Quem me conhece ao longo dos anos sabe disso. Eu sou de cobrar resultados, sempre fui assim como líder político e mais ainda quando passei a ser secretário. Você imagine como governador. 


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