'Vamos ser palco, gente?', questiona artista plástico Leonel Mattos sobre Bienal de Arte da Bahia
Por Marília Moreira
Marcelo Rezende, diretor do MAM-BA | Foto:Lara Carvalho/Divulgação
O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) iniciou, nesta sexta-feira (15), o ciclo de debates quinzenais “MAM Discute Bienal”. O projeto tem como objetivo reunir artistas, pesquisadores, estudantes e interessados para discutir propostas de formatos e conteúdos da Bienal da Bahia, prevista para acontecer em 2014. A estreia, no entanto, não agradou muito o artista plástico baiano Leonel Mattos, que além de reclamar do atraso e da baixa participação de artistas baianos, critica a forma com que o assunto tem sido tratado. Em sua página pessoal no Facebook, o artista diz que havia “meia dúzia de gatos pingados” e que a palestra demorou mais de meia hora para começar, justamente para “esperar o povo chegar”.
Segundo o artista, não há como se pensar em uma bienal sem estrutura física que possa receber as obras. “O MAM não tem acervo nem espaço para receber uma bienal. É um espaço que não deveria ser mais museu. Se a bienal acontecer, ela deverá ser repartida em vários espaços – que também não têm estrutura. A Copa vem para cá e tiveram de construir a nova Fonte Nova para recebê-la. Deveria funcionar do mesmo modo com a arte”, sugeriu. Para Mattos, o próprio formato da Bienal está em defasagem. “Apesar de as bienais terem crescido, elas têm se mostrado ineficientes, pois têm caído na moda da arte conceitual e deixado os artistas que não se encaixam neste rótulo de fora. Não tem sido e não será feito nada em prol do resgate e da revelação de artistas baianos. Nós estamos desacreditados no MAM. Vamos ser palco, gente?”, questionou.
Em nota, a assessoria do museu afirma que o projeto contará com uma sequência de encontros com a participação de artistas atuantes no cenário baiano, que abordarão temas diferentes e complementares, a fim de proporcionar um entendimento completo sobre o funcionamento de um evento deste porte; os próximos temas a serem discutidos são:
Horário - 9h às 12h
Local- Cinema do MAM
05/04– Bienais da Bahia 66-68
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Foto: Reprodução/Facebook
Segundo o artista, não há como se pensar em uma bienal sem estrutura física que possa receber as obras. “O MAM não tem acervo nem espaço para receber uma bienal. É um espaço que não deveria ser mais museu. Se a bienal acontecer, ela deverá ser repartida em vários espaços – que também não têm estrutura. A Copa vem para cá e tiveram de construir a nova Fonte Nova para recebê-la. Deveria funcionar do mesmo modo com a arte”, sugeriu. Para Mattos, o próprio formato da Bienal está em defasagem. “Apesar de as bienais terem crescido, elas têm se mostrado ineficientes, pois têm caído na moda da arte conceitual e deixado os artistas que não se encaixam neste rótulo de fora. Não tem sido e não será feito nada em prol do resgate e da revelação de artistas baianos. Nós estamos desacreditados no MAM. Vamos ser palco, gente?”, questionou.
Em nota, a assessoria do museu afirma que o projeto contará com uma sequência de encontros com a participação de artistas atuantes no cenário baiano, que abordarão temas diferentes e complementares, a fim de proporcionar um entendimento completo sobre o funcionamento de um evento deste porte; os próximos temas a serem discutidos são:
Horário - 9h às 12h
Local- Cinema do MAM
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31/05– 24ª, 27ª e 28ª Bienais de São Paulo – Tentativas de atualização
14/06– Globalizados e pervertidos – 3ª Bienal de Havana e 6ª Bienal do Caribe
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