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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 19/11/2023

Por Zeca de Aphonso

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 19/11/2023
*Eu já falei aqui que esse menino da SET brinca com a cidade. Não me incomoda, já que, daqui de Mar Grande, não sofro com essa praga. Mas soube que o jovem já é conhecido na prefeitura como Exu Tranca Rua.

*Só mesmo JH para acreditar em promessa de MM. E só mesmo MM para acreditar em JH.

*Por sinal, o nosso ex-alcaide dedicou tanto tempo da sua vida a este curso de radialista e, agora, fica desempregado. Ele e a esposa, o que é pior.

*A senadora Lídice da Mata está parecendo aquela esposa que o marido pede divórcio e ela, apaixonada, não quer sair de casa de jeito nenhum. Geralmente, é amor ou ela não quer largar a vida boa.

*Soube que o Galego (Jaques Wagner) não ficou nada satisfeito com a declaração do funcionário da Odebrecht e presidente da Fieb, que disse que a Bahia não sabe aproveitar a Ford (leia aqui). A relação já não era boa; agora, piorou.

*Aliás, o Galego também não está nada contente com a Odebrecht depois do bob nelson que tomou no metrô. Vivem a se estranhar.

*Por falar em Odebrecht, é nítido o crescimento da empresa no governo do PT. De submarino nuclear a entretenimento, a companhia está atuando em quase todos os segmentos no país: petroquímico, hidrelétrico, imobiliário, estradas, aeroportos, açúcar, metró, plataforma, etanol, estadio, entretendimentos entre outras coisinhas.

*Achei injusto colocarem Marcelo Nilo no livro “Os bens que os políticos fazem”. O autor alega que o patrimônio de Nilo cresceu R$ 2 milhões em oito anos. Fiz umas contas e cheguei à seguinte conclusão: diante do que vejo por aí, é nada. Se o nobre deputado aplicasse R$ 20 mil por mês, estava justificado. Sem falar na valorização do seu patrimônio. Tudo bem que Nilo é um grande pai de família, que emprega filha, genro e afins. Mas roubar não acredito

*Cuidado com o Capitão Tadeu, Nilo. Ele é meio desequilibrado emocionalmente. Já deu tapa na cara de servidora do Detran, murro no diretor, outro murro em capitão em Alagoinhas. Segundo ele mesmo diz, "na hora, bote para lenhar; depois, o resto é papel".

*Soube que Otto Alencar reza todo dia para Paulo Souto não inventar de sair para o Senado.

*Aliás, não chamaram Geddel para o animado jantar no italiano em Praia do Forte. Estavam lá Jutahy Magalhães, Paulo Souto, João Gualberto, Aleluia e o Soberano (ACM Neto). Com certeza, este não foi um encontro casual.

*Soube que tem juiz ligado a ex-presidente do Tribunal de Justiça sem dormir, com medo do CNJ, o grande bicho-papão do Judiciário baiano.

*Depois do assalto que sofreu (veja aqui), o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, sumiu da Orla. Não dá mais as caras por lá, não se sabe se por medo ou vergonha. Aliás, depois do roubo, todos que andam por lá ficaram contentes, pois acharam que, assim, aparececia o policiamento e nada. Com certeza, este deve ser o motivo do sumiço do coronel.
 

EU E O CABEÇA BRANCA


O Cabeça e a fuga de Memeu

Como eu contei na semana passada, quem trabalhava na Casa Civil do Cabeça Branca era chamado  pelos carlistas de “Cabeça de Cata Esporro”. Isso porque ACM explodia sempre que se irritava com quem quer que seja, com quem estivesse mais próximo do seu gabinete, então no Palácio da Aclamação (no segundo governo). Na verdade, o chefão era um vulcão. Todos tremiam diante dele. O chefe da Casa Civil, no seu primeiro mandato como governador, era Rosalvo Barbosa Romeu de quem o Cabeça Branca era muito amigo, mas que não escapava de, igualmente, tomar seus esporros. Até que um dia, sem mais aguentar, Memeu, como era chamado, arrumou às escondidas a sua papelada pessoal, deixou uma carta para o governador pedindo demissão do cargo e desapareceu no mundo. Antônio Carlos, o Cabeça Branca, ficou atônito. Necessitava do seu chefe da Casa Civil, que sabia de tudo o que ele fazia e até da sua vida pessoal. Então, mandou procurá-lo. Primeiro em sua casa, na Pituba, depois em toda Salvador, na casa dos amigos dele, enfim. Não estava em lugar nenhum nem a sua família, que fora impedida de dizer qualquer coisa. Memeu tinha uma casa de veraneio em Guaimbim, em Valença, e gostava de ficar por lá. Foi o que fez. ACM procurava e não encontrava pista de Barbosa Romeu. Escafedeu-se. Até que lá no décimo dia do desaparecimento, desesperado com a ausência do chefe da Casa Civil, lembrou-se de Guaimbim. Chamou, então, um oficial de gabinete, Renato (chamado de Renatinho), que conhecia a casa de veraneio e determinou: “Pegue um carro com motorista e vá a Guaimbim levando esta carta e entregue ao Dr. Rosalvo Barbosa Romeu”. A carta era um pedido de desculpas pelo seu temperamento explosivo e a promessa de que, se ele retornasse, iria mudar o seu comportamento. Renatinho fez exatamente o que foi ordenado. Era muito amigo de Memeu. Ao chegar à casa de praia, encontrou-o de calção, sem camisa, na varanda, diante de um mar esverdeado, tomando um belíssimo scotch e comendo lagostas (que lá eram fartas). Romeu imaginava que iria acontecer exatamente aquilo e não quis conversa. Disse para Renato: “Vá lá dentro, tire este paletó e vista um calção e venha beber comigo.” Foi o que Renatinho fez. Na quarta ou quinta dose, chamou o motorista e ordenou: “Pode voltar que daqui eu não saio”. E o motorista: “Eu digo o quê ao governador? Ele vai me massacrar, vai me demitir depois de me xingar todo.” Renatinho: “Diga a verdade. Que eu me demiti também”. O motorista zarpou, tremendo de medo, pensando no esporro que iria tomar. Renatinho ficou por lá, na boa vida, com uísque e lagosta bem uns seis dias quando outro motorista apareceu por lá, com outro funcionário com a ordem de levá-los. Então, sem saída, Romeu e Renatinho voltaram. ACM foi à sua casa, chorou (ele chorava muito) e disse que ia mudar seu temperamento. No dia seguinte, o chefe da Casa Civil estava de volta, acompanhado de Renatinho, que não queria chegar ao Aclamação sozinho. O Cabeça Branca entrou, olhou para Renatinho e perguntou: “O que você faz aqui? Só o Dr. Rosalvo retorna. Sua carta de demissão está aceita.”. Memeu meteu a mão na gaveta, pegou novamente suas coisas, e disse: “Vamos embora, Renatinho. Ou ficam os dois ou saem os dois.” O Cabeça Branca saiu correndo atrás: “Voltem, voltem, os dois ficam”.


*Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.

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