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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 12/11/2013

Por Zeca de Aphonso

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 12/11/2013
*Esta semana, lembrei da volante que pegou Lampião ao ver a foto dos policiais da Cipe com o corpo do líder do grupo que assaltou um banco em Mucugê. Só faltou o tenente Bezerra segurando a cabeça do sujeito. Compare as fotos aqui e aqui.

*Por falar em Direitos Humanos, lembrei de um caso aqui na minha vizinha, Itaparica. Um banqueiro baiano bem-sucedido tocou fogo em um jegue ao som de Frank Sinatra, em sua juventude. Hoje, com certeza estaria na cadeia. Aliás, recentemente, ele passou por uma, mas por motivos maiores.

*Vai aqui a sugestão para a próxima capa da Playboy. Clique aqui e veja o ensaio sensual da nossa presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria. Ainda darei uma sugestão para a chamada: a rainha do cangaço.

*O pobre do secretário Jorge Solla vive a pedir que anunciem e agora resolveu anunciar a sua candidatura ao governo do Estado. Ninguém da importância. 

*Por falar em candidatura ao governo, Geddel inventa união das oposições em toda eleição. Foi isso com João Henrique, Mário Kertész e ele mesmo. O pior é que sempre está Geddel ou um dos seus na cabeça. e nuca vinga

*Recebi de um leitor o seguinte comentário: o Soberano (ACM Neto) escalou Aloprates (Léo Prates) para ser o seu pitbull, mas, na visão geral, o nobre vereador não passa de um poodle toy. Não assusta ninguém.

*Se usássemos a teoria do domínio do fato, utilizada no mensalão para José Dirceu, no caso de Mauro Ricardo, o Romano estaria respondendo pelos desvios do ISS em São Paulo.

*Aliás, Mauro Ricardo respondeu ao meu amigo Samuca que demitiu o subsecretário Ronilson Bezerra. Mas a exoneração ocorreu no dia 19 de dezembro de 2012, perto de ser exonerado oficialmente, com a mudança de governo. Ou seja, jogaram juntos até os 44 minutos do segundo tempo.

*Fiquei feliz em saber que temos um concorrente à presidência da Fieb. Um candidato de peso e industrial. Já tinha dito aqui que não concordava que a Fieb estivesse na mão de um funcionário de empreiteira

*Quero ver no que vai dar a briga do Língua Plesa maior, Piligrino, com o deputado ovo na boca (Amauri Teixeira). Se me chamasse de otário, eu dava um pau na cara no saguão do Aeroporto Dois de Julho. 

 
Eu e o Cabeça Branca
 
Os “cabeças de cata-esporro”

Não sem razão, o velho ACM, o Cabeça Branca, era chamado de Malvadeza. Até que, lá pelas bandas de Brasília, descobriram que ele tinha duas facetas. Era Malvadez e Ternura. E de fato era, como presenciei várias vezes. Quando ele brigava, gritava, os olhos quase saíam da órbita, ficava vermelho. Quando era doçura, a sua voz era compassada, adocicada,  abraçava a quem queria agradar, mas quem ficava em seu entorno sabia que a qualquer momento poderia mudar. Como era médico, poderia se dizer que, ao mesmo tempo, era o médico ou o monstro. Os funcionários da Casa Civil tremiam pela manhã, nervosos, à espera dele. Nunca se sabia como chegava. Às vezes não falava com ninguém, entrava direto no seu gabinete, mas depois voltava. Para dar esporro no primeiro que estivesse à sua frente. Assim, os funcionários da Casa Civil eram chamados pelos carlistas de “cabeças de cata-esporro”. Uma vez, num desses barabadás, seu chefe da Casa Civil, Rosalvo Barbosa Romeu, pegou o que tinha em sua gaveta e deu no pé. Mandou uma carta de demissão e desapareceu no mundo. Ficou dez dias fora e o Cabeça chorou e tanto fez que Romeu voltou.Mas essa é uma história que conto depois.


*Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.

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