Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 05/11/2013
*Fico feliz em ver a evolução das pessoas. Há quem fique com despeito. Não é o meu caso. O conhecido vereador Carballal do buzu comprar uma casa em Alphaville (leia aqui) me dá a certeza de que o trabalho compensa.
*Pior é o herdeiro de um ex-supermercadista da Bahia não pagar condomínio da sua cobertura. E olhe que este senhor é proprietário de um restaurante e já foi até prefeito, onde deve ter aprendido a arte de dar birro.
*É incrível o nível dos vereadores de Salvador. A última novidade foi o grande projeto do nosso amigo Aloprates (Leo Prates), que criou o Dia da Medida Certa.
*Não entra na minha cabeça rompimento programado. Por exemplo, Lídice anunciar que deixa o governo em dezembro (veja aqui). Aí, vai virar adversária. Quando o amor acaba, minha nobre senadora, a relação tem que acabar imediatamente.
*Eu não o conheço, mas acho esse menino da Transalvador (Fabrizzio Muller) um falastrão. Brinca com a cidade. Fecha rua, depois desfecha, a exemplo da entrada para o Stiep. Sem falar na Faixa Solidária na Orla, estacionamento na Vasco da Gama. Esses dias, anunciou o início da mudança do tráfego na Paulo VI. O prefeito cai na onda e também anuncia no Twitter. Depois, lembra que precisa recapear. Se quer brincar de SimCity, compre nas Americanas.
*Uma amiga minha disse que Geddel é o dia todo olhando o celular, esperando ligação do Soberano (ACM Neto) e nada.
*Nunca na história desse país ACM velho esteve em oposição ao governo federal. Não vai ser agora que ACM O Neto, vai contrariar a tradição da família.
*Já vi que o Romano (Mauro Ricardo) é muito bom de cobrar imposto e muito ruim de cobrar seriedade e zelo pelo dinheiro público. Tá igual a Lula: nunca sabe de nada.
*Por falar nisso, o povo só se lasca. É o Romano inventando imposto e Manoel Vitório, da Fazenda estadual, na rua cobrando IPVA e nas portas das lojas olhando nota fiscal para combater a sonegação do ICMS.
Eu e o Cabeça Branca
*Realmente, devo admitir que o velho era um político à frente do seu tempo. O que Obama faz hoje, ele e Kátia Alves já faziam há muito tempo.
*Não foi ACM, o Cabeça Branca, que me contou a história do discurso de inauguração da Avenida Magalhães Neto, batizada com o nome do pai do Cabeça, e sim um amigo a ele próximo. ACM escolheu dentre os vereadores um mais chegado a ele (na época em que foi prefeito) para fazer o discurso. Porque sabia – e aí foi o próprio que contou – que não iria deixar um “imbecil” escrever o que iria falar. ACM, ele próprio, redigiu com esmero, chamou o vereador e o alertou que lesse antes diversas vezes para “não tropeçar nas palavras”. O vereador cumpriu à risca as instruções e, na solenidade de inauguração, o vereador da missa encomendada leu tão bem que o Cabeça Branca desabou no choro. Encharcou o lenço, ficou com os olhos vermelhos, foi abraçado, acarinhado e no fim da solenidade saiu satisfeito. Eu, que sabia antecipadamente de tudo, perguntei a ACM porque ele redigiu o disc urso e na leitura chorou daquele jeito. ACM respondeu: “Se eu não chorasse, todo mundo ia saber que quem fez o discurso foi eu e não aquele abestalhado, que passa a me dever uma. Houve fila para abraçá-lo pelo que não fez.”
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