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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 29/10/2013

Por Zeca de Aphonso

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 29/10/2013

*Nunca na minha vida imaginaria que o emprego em Salvador fosse sentir saudades de João Henrique. Esta semana, li aqui no Bahia Notícias (veja aqui) os índices alarmantes. Fiquei preocupado.

*Isso, aliás, já era previsto. A atual gestão, junto com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Bahia, teve êxito na briga contra o setor imobiliário

*Louvo a atitude do secretário Guilherme Bellintani em aumentar a arrecadação no Carnaval. Só não concordo com quebra de contrato (leia aqui). Perde a credibilidade. Vira Venezuela e Bolívia. Quem garante que a prefeitura cumprirá o acordo se a Itaipava ganhar o contrato por x anos e, mais tarde, a Schin cobrir?

*Não digo nada a você, Bellintani. Se você não sabe, pelo que me falaram, a Ambev é cliente da consultoria de Albérico Mascarenhas.

*Vou esclarecer um pouco a briga do PT. É briga de turma: a turma do Sindiquímica ( O lingua Plesa)  contra a galera da Petrobras ( Gabi) versus movimentos sociais ( Senador Cabeludo) contra um pseudomunicipalista ( O cara de Paisagem).

*Eu disse aqui que Lupi e Brust eram bravateiros quando, há 15 dias, afirmaram que Marcelo Nilo era, sim, candidato a governador. Hoje, ele deu ré e já admite ser vice. O que eu acho que está difícil, porque o PP não vai abrir mão.

*Me lembrei de uma coisa. Por onde anda o milionário João Cavalcanti, que se dizia candidato a senador e que garantiria que o povo tomaria banho de água mineral? A última notícia que tive é de que ele já não é mais tão milionário assim. Quem souber notícias, favor avisar ao pessoal dos bancos estatais.

*Fábio Mota dizer que politizaram o Bahia e briga pela presidência do Vitória (clique aqui) é brincadeira. Todo mundo sabe que ele ocupa um cargo em Brasília por indicação do PMDB e também faz parte da executiva do partido.

*Soube que foi um furdunço a montagem da Feira de Tecnologia do Salvador Shopping. Não conseguiram licitar o projeto lindíssimo de Sidney Quintela para reembolsá-lo. Ou seja, oficialmente, o projeto não tem autor.

*Está difícil Lídice convencer o Gago (Domingos Leonelli) a largar o osso. Como publicitário, Leonelli já se sente um turismólogo.

*Para quem não sabe, Leonelli, na sua época de publicitário, foi o autor do jingle A Bahia Vai Bem, de ACM.



Minhas histórias do Cabeça Branca

O Cabeça Branca me respondeu com mau humor quando eu o perguntei sobre um comício lá nas proximidades do Aquidabã, isso quando o falecido Clériston Andrade era candidato ao governo baiano, em 1981, e Mário Kertész disputava a candidatura debaixo dos panos, o que valeu a saída do apresentador da Metrópole da Prefeitura de Salvador. Contaram-me que assim aconteceu: o Cabeça marcou um comício para Clériston no Aquidabã e Mário ficou encarregado de organizar a festa. Organizou com má-vontade, é certo. O Cabeça, Clériston, Mário e os políticos carlistas ficaram em cima do arco da ladeira Nazaré-Barbalho e o povão lá em baixo, na Baixa dos Sapateiros. O povão era mais Kertész para o governo, por simpatizar com ele. Para animar o comício, o prefeito contratou Raimundo Sodré, um cantor-compositor das bandas de Santo Amaro, que explodiu com uma música chamada “A Massa”, com coautoria de Jorge Portugal. O comício começou com a animação de Sodré que, lá para as tantas, passou a cantar “A Massa”, que o Cabeça não conhecia. De repente, entrou o estribilho que repetia uma música santamarense que dizia na letra “Quebra-quebra Guabiroba quero ver quebrar/Quebra lá que eu quebro cá, eu quero ver quebrar”. O povão, não se sabe o porquê, de baixo começou a lançar pedras nos políticos que estavam em cima do arco. Uma chuva de pedras. Os políticos correram parecendo baratas tontas, uns na direção do Barbalho e outros tentando subir a ladeira para chegar a Nazaré. O comício acabou sem ter começado; a notícia correu por Salvador e o bicho pegou. ACM passou a responsabilizar Mário. Entendia que o “quebra-quebra guabiroba” era a senha para as pedradas. Mário, no caso, estava inocente. Tratava-se da letra da música, mas o Cabeça não engolia as explicações. Salvador passou o mês falando do incidente e rindo com o acontecido. Kertész ficou na pior e o Velho de cara amarrada. Depois, daí até a saída de Kertész, que fazia uma boa gestão na prefeitura, foi um pulo.


*Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.

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