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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 04/11/2014

Por Zeca de Aphonso

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 04/11/2014
* Passada a copa, nosso amigo Ney Campelo, secretário da Secopa, provavelmente mudará para o cargo de secretário de Jogos Estudantis ou até mesmo secretário do Ba X Vi, já que na Bahia só tem isso.
 
* Já Isaac Edington, do Escritório Municipal da Copa, assumirá a pasta da secretaria municipal das Bicicletas, já que não faz outra coisa.
 
* Não sei se o Soberano (ACM Neto) sabe disso, mas um de seus secretários acaba de adquirir uma agência de publicidade. Nem venha me perguntar quem é ele, pois nem sob tortura eu digo o nome. #ProcureSaber.
 
* Por falar em secretário municipal, espero que com o resultado das eleições, o Soberano acorde e devolva o Coletor de Impostos, o Romano Mauro Ricardo, para o senador José Serra, pois esse sujeito transformou Salvador na capital do desemprego, reduziu o Salão Imobiliário a um galpão de lona no Salvador Shopping. Evento esse que já foi grandioso no Centro de Convenções. Depois fique se perguntando porque perdeu as eleições em Salvador.
 
* Mas há esperança,  pois já suegiu dois nomes para a prefeitura de Salvador: Suíca e Marcell.
 
* Tenho certeza que o povo do PT não deve ter escutado, mas pode pedir a fita: Carballal meteu o pau em Pelegrino na CBN. Aliás, a lealdade de Carballal ao Soberano é uma coisa incrível.
 
* Acho que a Itaipava é muito boa de assinar contrato, mas cumprir que é bom, nada. Já teve desentendimento com a Arena Fonte Nova, e agora com a prefeitura de Salvador.
 
* Vivemos em uma cidade e estado abandonados: o Galego (Jaques Wagner) resolveu fazer a Rota do Vinho na Europa, com parada final no Porto.
 
* Já o Alcaide formou um grupo (o Bonde do Soberano) e se picou para tentar a sorte em Las Vegas. Tomara que a coisa mude, pois aqui ela o abandonou. Soube que até Mister M o acompanha. cuidado amigo sorte no jogo azar no amor
 
* Rui Costa, como todo emergente, foi para Miami. E pode anotar: vai chegar com um bom relógio e ternos de coleções passadas comprados em outlet. 
 
* Por essas bandas até nossa liderança maior, Cumprido, vai se empirulitar. Desgostoso com a catraia, que só vive quebrada, adquirida na mão de um amigo nosso que negocia cerveja, Cumprido, como embolsou boa grana, também fará a rota do vinho. Porém, um pouco mais modesta do que a do Galego. Algo em torno dos 15 Euros.
 
* Vai começar a guerra das eleições secundárias. A UPB tem candidato que nem prefeitura tem

Paulo Câmara não vê motivo para ter eleição, já que Neto o escolheu. O mesmo pode se dizer de Marcelo Nilo.

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O CABEÇA BRANCA E EU
 
 O CASO DA CARTA

Foi numa época em que o Cabeça Branca vivia tempos românticos. Seu cantor preferido era Paulinho da Viola que ele trouxe, quando governador em primeiro mandato, para uma pequena temporada no Teatro Castro Alves. Era apaixonado por uma das músicas do sambista que, em determinado trecho dizia “Foi um rio que passou na minha vida/ e o meu coração se deixou levar”. Se a música o levava à lembrança de alguma paixão, jamais disse. O fato é que o jornalista Orlando Garcia, de quem era íntimo daí porque sempre estava no Palácio Rio Branco, época em que os governadores ainda despachavam no centro da cidade, às 16 horas diariamente, quando os dois desciam a Rua Chile, até a Livraria Civilização Brasileira e retornavam. Era uma forma de testar a sua popularidade. Certo dia, neste passeio,  o “Cabeça” tirou do bolso interno do paletó uma carta e a entregou a Garcia, recomendando: “Guarde em sua casa, com muito cuidado”. Orlando Garcia colocou-a também no bolso interno do paletó e mais não falaram sobre o assunto. Dois dias depois, também no tal teste de popularidade da Rua Chile, o governador virou-se repentinamente para  Garcia: “Cadê a carta que eu lhe entreguei, está em sua casa? Eu a quero de volta". Como o jornalista o conhecia bem, riu, meteu a mão no paletó e disse: Eu sabia que você ia me pedir de volta, daí não a tirei do bolso”. O Cabeça deu aquela risada em que os dentes superiores da frente, afastados, apareciam, recebeu o documento de volta e perguntou: “Você leu?”. O jornalista Garcia respondeu na tampa: “Claro, se você me entregou aberta era para eu ler”. ACM perguntou: “E sabe quem foi quem a remeteu?”. “Sei" – respondeu. “No envelope estava o endereço de um famoso hotel de Nova York”. Ninguém falou mais no assunto, mas Orlando fez chegar ao conhecimento de meia Bahia. Tal como o “Cabeça” desejava.
 
*Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.

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