Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 03/06/2014
* Lembram que eu falei do mondrongo que querem construir no canal atrás do Salvador Shopping? Pois bem, aí está (clique aqui e veja).
* A respeito dessas construções à beira do rio e dos terrenos vendidos, soube que o pessoal da Tancredo Neves não está nada satisfeito. Vai aí uma sugestão deste modesto pescador: em vez do mondrongo acima citado, o Soberano podia construir uma praça tipo aquela da Centenário. Além de ser mais fácil de aprovar nos órgãos ambientais, será mais agradável para a região.
* A respeito dessas construções à beira do rio e dos terrenos vendidos, soube que o pessoal da Tancredo Neves não está nada satisfeito. Vai aí uma sugestão deste modesto pescador: em vez do mondrongo acima citado, o Soberano podia construir uma praça tipo aquela da Centenário. Além de ser mais fácil de aprovar nos órgãos ambientais, será mais agradável para a região.
* Gente, o que a política não faz com o homem, hein... Dotô Otto, tirado a matuto, resolveu anunciar no Google AdSense (clique aqui e veja) para as pessoas seguirem-no no Twitter. Dava tudo para ver Dotô Otto twittando, mas com toda certeza essa função será de algum estagiário. O pior é que mesmo com campanha publicitária ele só conseguiu arrumar 160 seguidores (clique aqui e veja).
* As pessoas costumam não me ouvir, mas há muito tempo eu já dizia que esse tal de Almiro Sena era o pior secretário do Galego. Eu falava que o povo não aguentava mais ele e um dos principais motivos foi justamente o motivo da denúncia e do escândalo.
* Aliás, as pessoas têm memória curta. Para quem não sabe, o nobre secretário acima citado já foi alvo, há muito tempo, de um escândalo na Secretaria da Fazenda quando era procurador. Como naquela época não tinha internet, vocês não vão achar no Google, só nos arquivos do jornal A Tarde.
* Depois dessa de Almiro, deve ter gente da Assembleia Legislativa da Bahia tremendo na base porque pode ser denunciado, também, a qualquer momento. Eu sei de tudo. Aliás, quase todos sabem. Um dia a casa cai.
* Dei muita risada com a Da Luz nas redes sociais esta semana. O pré-candidato ao governo festejou estar a apenas nove pontos do 2º turno. Pior é que é verdade.
* Soube que tem partido pedindo R$ 4 milhões por apoio nessas eleições. Amigo meu me disse: “Zeca, às vezes pagar uma prostituta sai mais barato do que sustentar uma amante”. Deste modo, concordo com o cabra vivido.
* Belíssimo artigo do velho Samuca hoje (clique aqui e veja). Queria escrever como ele. Mas como ele mesmo diz, eu sou igual a Twitter: não consigo passar dos 140 caracteres.
* Cumprido, que vira intelectual depois do terceiro Dreher, sempre me disse: "não brinque com a mão pesada do Velho Samuca, pois quando ele desce a mão é para lascar. Baseado nisso, consegui emprego neste site.
* Cumprido, que vira intelectual depois do terceiro Dreher, sempre me disse: "não brinque com a mão pesada do Velho Samuca, pois quando ele desce a mão é para lascar. Baseado nisso, consegui emprego neste site.
* Subiu no telhado a pretensão de Arthur Maia em apoiar Souto. Me parece que o Galego, de última hora, articulou bem.
O CABEÇA BRANCA E EU
ACM APOSTANDO NA BOLSA
No seu primeiro governo, ACM não costumava atender pelas manhãs em Ondina, como viria a fazer nos dois outros mandatos de governador. Preferia ocupar os dois palácios: pela manhã, o da Aclamação e, à tarde, o Rio Branco, porque a Rua Chile estava no auge e ele costumava, sempre à 16h, descer e subir a velha rua da moda para ser visto, cumprimentado e, deste modo, medir politicamente a sua popularidade, principalmente para arreliar a granfinagem do Corredor da Vitória que ele detestava. Afinal, nascera na Rua da Independência, em Nazaré, e fazia parte da turma porradeira do Campo da Pólvora. O Corredor da Vitória viria, depois, beijar suas mãos. Às 17h o Cabeça atendia à imprensa porque gostava de ser manchete no dia seguinte, quando os jornais chegavam às bancas. Naquela época dourada do enganoso boom desenvolvimentista do início dos anos 70, do ditador Garrastazu Médici e do ministro da Fazenda Delfim Neto, o Cabeça foi aconselhado a comprar ações. Aplicava no Banco do Brasil e na Petrobras, tanto ele quanto o ex-governador Luiz Viana Filho. Em plena entrevista, sempre recebia um telefonema do seu corretor – que era baiano – que lhe dizia se perdeu ou ganhou no dia. Os jornalistas já sabiam daquele telefonema e ficavam na expectativa. Como sua entrevista era em uma mesa imensa do primeiro andar, o telefone ficava em uma mesinha do fundo, em uma parede onde havia uma pintura imensa sobre a batalha da independência, que viria marcar o Dois de Julho. Ficava atento. Trincava uma vez e ele andava a passos largos para saber das novidades. Quando voltava rindo, sabiam todos que suas ações subiram. Os jornalistas perguntavam: “Subiram hoje, governador?” Ele, sistematicamente respondia da mesma forma: “Subiram, mas as ações do velho Luiz subiram mais, porque ele tem mais ações do que eu”. E passava a ficar irritado porque o lucro do ex-governador foi maior.
*Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.
