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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 27/05/2014

Por Zeca de Aphonso

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 27/05/2014
* Tenho certeza: se fosse João Henrique que apresentasse um projeto para vender os terrenos pertencentes à prefeitura de Salvador, como área de lazer, área verde, margem de rios, o Ministério Público não entrava com uma ação, não. Pedia a prisão preventiva para que ele não influenciasse na Câmara.

* Tudo tem um porque. Recebi de um amigo meu prospecto de um mondrongo que estão querendo construir em cima do Rio Camurugipe, entre a Casa do Comércio e o Shopping Salvador. Me contaram que tem gente muito próxima ao poder municipal e um banco envolvidos no projeto.  Daí começo a entender o porque de a prefeitura botar à venda a margem do rio. Pelo eu entendo de lei, não será tão fácil adquirir essa licença, pois se tratando de um rio, envolve órgãos ambientais a níveis estadual e federal.

* Achei foi bom o pessoal da prefeitura barrar João Henrique em Cajazeiras (clique aqui e veja). Também, JH não tem vergonha na cara. Seu partido declara apoio a Rui e ele fica mendigando atenção do soberano.

* Volto a dizer, esse Romano (Mauro Ricardo), por dinheiro, sai atropelando tudo e acaba complicando as coisas.

* Achei genial o projeto do nosso vereador "Sambari Love" (Geraldo Júnior). O nobre edil deu entrada em um projeto na Câmara para tornar o Yacht Clube da Bahia, assim como o Bahiano de Tênis, de utilidade pública (pública de poucos, e muito poucos).

* As pessoas não sei, não. O cara pega um trator, derruba galpões de indústrias sem autorização da Sucom e depois vai para o jornal dizer que não foi ele. Acho que por ser paulista, pensa que a gente é besta. Estou falando do diretor do Metrô de Salvador, que pertence à CCR.

* Dotô Otto desdenhou da pesquisa Ibope encomendada pelo Correio. Disse não acreditar em pesquisa encomendada pelo Jornal. Datanilo serve né, Dotô?

* Por falar nisso, só para lembrar, na primeira eleição de Paulo Souto, ele começou com 9 pontos contra João Durval.

* Essa semana deu tudo errado para o Soberano. Não conseguiu fazer o Carnaval da Copa, não conseguiu evitar a greve dos rodoviários, não conseguiu anunciar se faz ou não a Fan Fest da Fifa

* Eu realmente não entendo como uma campanha a governador pode ser comandada por Carlos Martins. Nada contra a pessoa do ex-secretário, mas na minha cabeça a função não se enquadra no seu perfil.

* É grande no interior o boato da desistência de João Leão ao cargo de vice-governador na chapa do Língua Plesa (Rui Costa). Não duvido, até porque não confio em quem fala demais. 

* Por falar nisso, soube que beira 70% a rejeição de Doutor Márcio, em Lauro de Freitas. Acredito, pelo mesmo motivo acima citado. 
 
O CABEÇA BRANCA E EU
 
O CASO DA CADEIRA DE RODAS
 
No seu segundo governo, o Cabeça Branca nas suas andanças por São Paulo, enfiou um perna em uma boca de lobo. O resultado foi uma fratura. Tratou-se no Hospital Sarah Kubistchek, em Brasília, onde conheceu uma inovação que excluía engessar a perna fraturada. Tal foi o seu encanto que providenciou a construção do hospital também em Salvador. ACM desceu do avião em cadeira de rodas, direto para Ondina. Necessitava, no entanto, de alguém de confiança que conduzisse a cadeira da forma como mandasse. Surge o deputado Horácio de Mattos, do seu grupo político, filho do lendário coronel Horácio de Mattos, que era, na primeira metade do século passado, na verdade comandante da Chapada Diamantina, arrodeado dos seus jagunços. O coronel era respeitado e temido em toda a Bahia. O deputado Horácio então resolveu o problema do Cabeça. Disse que seu filho (neto do coronel) Horacinho de Matos, então com 16 anos (viria ser, depois, deputado com vários mandatos, e morreu precocemente) estava à sua disposição. Em um turno estudava e no outro empinava arraias. Ao saber da determinação do pai, Horacinho ficou fulo. Nada tinha a ver com ACM, mas foi, sob varas. ACM, creio, era seu padrinho. Deu-lhe ordens. Disse que ia continuar a trabalhar e atenderia a seus políticos na cadeira e ele iria empurrá-lo, mais rápido quando mandasse e mais lento quando determinasse. O menino ficou bravo. Empurrando o Cabeça, tomava esporro a toda hora: “Mais devagar! Você quer me matar!”. A perna fraturada ficava estendida, esticada, e a outra, naturalmente, dobrada. Horacinho já não aguentava os “carões”. Segurou na primeira semana e os esporros aumentavam: “Chegou atrasado! Chegue mais cedo amanhã, ou mando seu pai levá-lo de volta!”. Horacinho lembrava-se das sua arraias enquanto empurrava o Cabeça. Em um esporro maior, o menino não aguentou: meteu uma terceira, uma quarta e acelerou a cadeira de rodas enquanto o Cabeça gritava: “Você vai me matar, moleque!” E Horacinho acelerando. Ao chegar próximo de uma parede, soltou o bólido. ACM urrava de dor e Horacinho saiu correndo de Ondina, desceu a ladeira do morro a mil e foi para casa empinar suas arraias.

*Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.

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