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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 11/02/2014

Por Zeca de Aphonso

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 11/02/2014
* Com essa polêmica de candidato a vice gay pra o Língua Plesa (Rui Costa), eu, bom marqueteiro que sou, vou dar minha opinião. Indico Fabety Boca de Motor que é afrodescendente, quase mulher, quase homem e da periferia. Ou seja, candidato (a) ideal. (clique aqui e veja).

* Duda Mendonça, para fazer uma campanha na Bahia, só falta se oferecer para Da Luz (veja aqui). Enquanto isso, Sidônio Parmeira está mais preocupado com Souza, do Bahia.

* Aliás, Sidônio tá levantando é a bola de Marcelinho.
 
* Falei aqui que o Romano coletor de impostos (Mauro Ricardo) ia jogar o Soberano contra o empresariado e ninguém acreditou. Tá aí o resultado.

* Por falar em empresariado, soube que já circula na internet a campanha “larga o osso, Mascalenha!”.
 
* Ficou feio essa semana o desmentido de Marcelo Nilo ao apoio do PDT ao IPTU. Para quem não sabe, Nilo se acha vendido e passado o recibo pelo partido. E foi!
 
* O comentário aqui em Mar Grande é que “Neto Retou!” e que se o IPTU for derrubado na Justiça sairá candidato ao governo.

* Não é por nada, não, mas fico a imaginar a cidade sem arrecadação do imposto predial e administrada por Célia Sacramento. 
 
* Uma zorra dessa acontecendo, Chucky - o brinquedo assassino, também conhecido como Geddel, e seu irmão Lúcio “piram”.
 
* Ou seja, o Soberano briga com a OAB e a corda quebra para o lado mais fraco.
 
* Nem ia falar, mas nao aguentei. Bellintani, se era pra vender o patrocínio do Carnaval para cervejaria que fosse pra Stella Artois, Heineken ou  Budweiser. Vai matar o diabo com Schin e Itaipava. Nóis é pobre, mas nóis é limpinho. 
 
O CABEÇA BRANCA E EU
 
O CASO DO ELEGANTE SEBASTIÃO COM O VICE MINAHIM
 
Sebastião era um crioulo forte, alto, bem apessoado, elegante no falar, educadíssimo e quase silencioso, que chegou a Salvador para ser ajudante-de-ordens do governador Luis Viana Filho, que fora, antes de assumir o poder na Bahia, chefe da Casa Civil do Marechal Humberto Castelo Branco, primeiro ditador do ciclo militar. Luís Viana tinha ao seu lado dois subchefes da Casa Civil, ambos inteligentíssimos: Luís Navarro de Brito, que morreu muito cedo de um infarto a bordo de um voo internacional, e Renan Baleeiro, que morreu em janeiro deste ano de 2014. Consta que Luis Viana conhecera o negro Sebastião no Palácio do Planalto, no governo Kubistchek. Era um figuraço. Ao assumir o governo, Antônio Carlos Magalhães herdou Sebastião, de quem gostava. Assim, permaneceu seu ajudante-de-ordens. Ele era querido dos jornalistas que cobriam o governo e dava informações sobre o chefe, praticamente monossilábico. Luis Viana costumava dormir um pouco depois do almoço e, às 16h, se deslocava, bem penteado, bem vestido, perfumado, em plena elegância com sua voz que praticamente não movimentava os dentes, deixando-os cerrados, e belos olhos azuis. Quando um jornalista se deslocava, no início da tarde, para ouvir o governador sobre determinado assunto, cumprindo pauta, Tião recebia e ia logo dizendo, puxando pelo “R”: “O governo dorrrme”. Como o Cabeça Branca e até com Luis Viana, que era mais refinado, ele recebia e transmitia as ordens com as mesmas palavras dita pelo chefe. Certa feita. Antônio Carlos fez uma viagem, ao Rio ou a São Paulo, e não disse quando voltava nem se comunicou porque os telefones da época eram horríveis. Chegou em uma tarde e se deslocou direto do aeroporto para o Palácio do Rio Branco, onde, então, os governadores despachavam. Ao lá chegar, encontrou Sebastião na porta da sala contígua ao seu gabinete, imenso, que tinha ainda uma belíssima sala de espera amplíssima e elegante para quem aguardava ser atendido. ACM cumprimentou Sebastião e já ia entrando quando o ajudante-de-ordens, avisou-o que seu vice governador, Menandro Minahim, ocupava o gabinete reunido com prefeitos interioranos. O Cabeça Branca ficou bravíssimo. Perdeu o controle e ordenou a Sebastião: “Entre lá, diga a este idiota que ele saia já do meu gabinete senão eu o autorizo a tirá-lo de lá com um pontapé na bunda”. Tranquilo, Sebastião entrou no gabinete e declarou, alto: “Dr. Minahim. O chefe chegou, está aí na porta enfurecido, e disse que o senhor saia logo daí com seus prefeitos ou então eu terei, por mando dele,  que tirá-lo com um pontapé na bunda”. O vice levantou rápido, temeroso, pediu aos prefeitos para saírem e os acompanhou, amarelo. Na porta encontrou ACM em cólera. Deu o maior esporro no vice e disse que não se fizesse de besta. Os prefeitos, cabeça baixa, foram cumprimentá-lo. O Cabeça não estendeu a mão. Simplesmente, disse: “Quando os senhores quiserem falar com o governo não me procurem. Falem com o Dr. Minahim”.
 
* Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.

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