Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 04/02/2014
* Realmente, meu amigo Eserval Rocha, presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, está certo. A Casa era uma vaca leiteira. Segundo o magistrado, a Corte consumiu oito mil latas de leite em pó em 2013.
* Falam tanto de venda de sentença e Eserval vem falar que tem desembargador que só comparece à Corte para a refeição. Aí já é demais.
* Pior devia ser antes, que com certeza havia consumo de Red.
* Não nego que preciso com urgência conversar com meu amigo Samuca para entender o que vem a ser a união das oposições. Até porque a única união das oposições que eu conheço vem a ser de Geddel com Lúcio mais Fábio Mota, e por aí vai.
* Já do outro lado, a união das oposições vem a ser Paulo Souto, Paulo Azi, Ganem, Sandro Régis e Elmar Nascimento.
* Tem também a união das oposições de Jutahy Magalhães Júnior, Imbassahy, Paulo Câmara e Mauro Ricardo.
* Aliás, se você teve seu IPTU um pouco elevado procure o nobre deputado Jutahy, pois ele foi o responsável pela vinda do maior coletor de impostos do mundo, o romano Mauro Ricardo.
* Não achando Jutahy, que na minha cabeça deveria se chamar Espalhahy, procure os vereadores do PT Carballal, Moisés Rocha, J. Carlos Filho, Suíca e Lessa, pois, ao que se comenta, em troca de emenda aprovaram o aumento do imposto.
* A galera do Bahia vibrou com o Soberano, que meteu R$ 3 milhões de IPTU no Vitória. Já são umas contrataçõezinhas a menos.
* A relação da Odebrecht com o Chavismo na Venezuela deve ter contagiado Mascarenhas, que pelo visto quer se perpetuar na Fieb. Depois de perder as eleições, acredita que vai levar no tapetão.
* Eu acho que meu amigo Mário Kertész está certo: Paulo Souto não consegue dizer se é ou não candidato. Imagino que deve ser difícil compreendê-lo, pois, pelo que conheço de Paulo, ele não fala, resmunga.
* Aliás, Paulo Souto gostava de sair candidato a governador quando ACM – o avô o escolhia. Aí era fácil. O velho passava a mão no telefone, acionava Rodolfo Tourinho para arrecadar, chamava Fernando Barros para montar a propaganda, convocava seus prefeitos, deputados e vereadores, e Souto surfava na crista da onda sem esquentar a cabeça.
* Falam tanto de venda de sentença e Eserval vem falar que tem desembargador que só comparece à Corte para a refeição. Aí já é demais.
* Pior devia ser antes, que com certeza havia consumo de Red.
* Não nego que preciso com urgência conversar com meu amigo Samuca para entender o que vem a ser a união das oposições. Até porque a única união das oposições que eu conheço vem a ser de Geddel com Lúcio mais Fábio Mota, e por aí vai.
* Já do outro lado, a união das oposições vem a ser Paulo Souto, Paulo Azi, Ganem, Sandro Régis e Elmar Nascimento.
* Tem também a união das oposições de Jutahy Magalhães Júnior, Imbassahy, Paulo Câmara e Mauro Ricardo.
* Aliás, se você teve seu IPTU um pouco elevado procure o nobre deputado Jutahy, pois ele foi o responsável pela vinda do maior coletor de impostos do mundo, o romano Mauro Ricardo.
* Não achando Jutahy, que na minha cabeça deveria se chamar Espalhahy, procure os vereadores do PT Carballal, Moisés Rocha, J. Carlos Filho, Suíca e Lessa, pois, ao que se comenta, em troca de emenda aprovaram o aumento do imposto.
* A galera do Bahia vibrou com o Soberano, que meteu R$ 3 milhões de IPTU no Vitória. Já são umas contrataçõezinhas a menos.
* A relação da Odebrecht com o Chavismo na Venezuela deve ter contagiado Mascarenhas, que pelo visto quer se perpetuar na Fieb. Depois de perder as eleições, acredita que vai levar no tapetão.
* Eu acho que meu amigo Mário Kertész está certo: Paulo Souto não consegue dizer se é ou não candidato. Imagino que deve ser difícil compreendê-lo, pois, pelo que conheço de Paulo, ele não fala, resmunga.
* Aliás, Paulo Souto gostava de sair candidato a governador quando ACM – o avô o escolhia. Aí era fácil. O velho passava a mão no telefone, acionava Rodolfo Tourinho para arrecadar, chamava Fernando Barros para montar a propaganda, convocava seus prefeitos, deputados e vereadores, e Souto surfava na crista da onda sem esquentar a cabeça.
O CABEÇA E EU
O TROCO DE ACM A DURVAL
Quando o Cabeça Branca me contou esta história, além de rir muito, desconfiei. Não que desacreditasse nele, mas preferi checar. Certo dia, em uma conversa sobre suas histórias que ele tinha o máximo prazer em contar, virou-se para mim e disse: “Zeca, falam por aí que eu elegi um poste, e eu disse exatamente isso, quando elegi João Durval governador da Bahia, após a morte do meu querido amigo Clériston Andrade. Havia avisado que, diante dos urubus que desejavam a candidatura, a minha escolha não seria pela competência, mas pela minha conveniência. Por isso escolhi Durval. Só que errei. No meio do seu governo me desentendi com ele. Mas dei o troco depois”. Fez uma longa pausa, como se observasse o tempo e continuou: “Acontece que eu conduzia a Bahia. Mandava em tudo. Chico Benjamim era presidente do partido e, sem eu sequer imaginar, João Durval me procurou pedindo para ser candidato senador nas eleições gerais de 1989. Eu era candidato a governador. Juro que tomei um susto com aquela figura espigada na minha porta. Recebi-o muito bem. Disse que iria pensar. Na verdade eu pretendia cozinhá-lo, e foi o que eu fiz. Eu prestava atenção a todas as palavras que o Cabeça dizia por que ele exigia ser ouvido quando estava a falar. Então perguntei, ávido para ouvir o desfecho do caso, o que acontecera. Ele me olhou, riu, me chamou de curioso e prosseguiu. “Tempos depois Durval me apareceu e perguntou se ele tinha o meu apoio. Disse que sim, mas, para funcionar como uma surpresa, pedi a ele calma e que apresentasse a sua candidatura no último dia estabelecido pela legislação. A sede do partido ficava na Avenida Magalhães Neto, que eu construi e batizei com o nome do meu pai. Acertei com ele: 'Deixe a sua inscrição para a última hora. O partido fecha às 18h. Chamei o Chico Benjamim e o instruí para que ele fechasse a sede impreterivelmente à 16h e relatei a razão. Isso foi feito. Quando João foi lá, bateu com a cara na porta". E aí? - perguntei. Respondeu-me: “Aí ele foi novamente ao meu apartamento para saber o que faria. Nada – disse – mas isso é uma desmoralização. Quem já se viu um partido, no último dia de inscrição, fechar a porta antes da hora? Vou mandar demitir todos os funcionários. Não ficará um sequer. Durval é gago, ficou nervoso e as palavras não saíam. Estendi a mão e me despedi dele. Foi assim que lhe dei o troco a João Durval”.
* Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.
