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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 08/10/2013

Por Zeca de Aphonso

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 08/10/2013
*Gostaria de perguntar ao Gago (Domingos Leonelli) onde ele aplicou os R$ 170 milhões disponíveis do Prodetur. Pelo que sei, a única benfeitoria na Baía de Todos-os-Santos foi o maravilhoso píer de Madre de Deus. Não sei se tem dinheiro do governo federal, mas sei que os prefeitos de Itaparica e Mar Grande deveriam se espelhar no gestor e construir um também por estas bandas.
 
*Vou dar uma de Marcell Moraes. Mexeu com as ilhas, eu viro bicho. Quando aquela moça do Greenpeace for solta na Rússia, vou pedir a vinda dela e companhia para ver aqui a miséria que a Petrobras tem feito na nossa Baía.
 
*Fico aqui imaginando por onde anda o Ministério Público, na pessoa de Dona Hortênsia, que não deixa construir um atracadouro. Ou a AGU, que proíbe baiana de acarajé na areia e permite um absurdo desses.
 
*Absurdo este que está asfaltando a cidade de Salvador, pois o Soberano (ACM Neto) está utilizando parte dos recursos da contrapartida da Petrobras na capital. Pelo acordo, 70% dos R$ 30 milhões serão investidos na cidade.
 
*Aliás, como moro na Ilha e vou prestar serviço ao Bahia Notícias, transferirei meu domicílio fiscal para Salvador, o que deveria ter feito o Romano (Mauro Ricardo), já que o dele é de São Paulo.
 
*Por falar em Romano, descobri porque o pessoal do PT tem tanta raiva do secretário (veja aqui). As minhas notas estão liberadas. Pode futucar à vontade.
 
*Galeguinho, galeguinho...O último candidato língua plesa do PT deu xabu. E o maior língua plesa de todos foi o único que deu certo: Lula.
 
*Por falar nisso, Pinheiro anda revoltado com o Galego. O senador acha que ele quer lhe arrumar um cargo em Brasília e deixar o caminho aberto para o Língua Plesa (Rui Costa).
 
*Quem também não deve estar satisfeito com o Galego é o Dottô (Otto Alencar), depois que o nosso governador desqualificou o cargo de vice, ao dizer que “vice não tem voto”, ao comentar a ida de Marina para o PSB.
 
*Só na Bahia: o ex-PM Gervásio Oliveira é dono de faculdade. E de Medicina. Deu no que deu.

*O governo já antecipou que os secretários que pretendem se candidatar saiam em dezembro. Não creio que vá acontecer, pois soube que há um movimento dos secretários para prorrogar o prazo até abril. É que, como a gestão está afetada pela crise, eles não têm feito muita coisa.
 
*Soube que o presidente da Fieb, José Mascarenhas, teve uma derrota na eleição do conselho do Sesi. Aqui, na minha ignorância, acho que já é hora de um industrial ou mesmo um empresário que gere empregos assumir a briga da classe. Não é possível que um órgão com tanto peso seja dirigido por um funcionário de empreiteira.
 
*Essa vem direto do maior centro de fofoca da Bahia: o aeroporto de Salvador, nas terças-feiras pela manhã. O deputado João Leão prometeu uma investida feroz contra os redutos do desertor do PP: o deputado Luiz Argôlo, que tem sido o maior papagaio de pirata do Galego nos últimos tempos.
 
O Cabeça Branca
 
Nasci e fui criado em Mar Grande, como vocês sabem. O Aphonso do meu nome veio de um erro do meu pai, que, sabendo da existência de um poeta contestador português, Zeca Afonso, errou meu nome no cartório e meteu este “Ph” no Afonso, que me maltratou quando menino. Trocavam-me com Pharmacia, e com Pho***. Foi na Ilha que, por acaso, conheci o velho ACM, que tinha uma casa na Penha, tomava banho de mar com água na cintura e tinha tanto cabelo branco no peito que parecia um urso com medo de se afogar. Ficamos, por acaso, amigos. Ele gostava de mim e me arreliava porque eu era pescador de quatinga (que mudaram para caratinga). Ele só falava de política e dar porrada nos outros. Aprendi muita coisa com ele. Chegou até a pescar comigo. Um dia, como não tinha medo do velho como seus amigos tinham, perguntei por que o chamavam de “Cabeça Branca”. Ele respondeu: “Foi um jornalista como você que botou apelido e pegou. Era para usar em contatos telefônicos e caiu nos ouvidos e na língua do povo. Ele também chamava o Luis Eduardo de “Dudu Brilhantina”, por causa de um filme que estava sendo exibido na Bahia. Chamava-se Orlando Garcia. Era meu amigo, depois briguei com ele". “Por que você briga com todo mundo?”- perguntei. Não me respondeu. Mas me contou muita coisa. Disse que eu não tinha pai porque minha mãe não sabia quem ele era. Nunca entendi isso. Vou contar meus causos do velho. Aguardem.
 
Ângelo Sá e o anzol
 
Quando Clériston Andrade morreu já no final da campanha ao governo em um desastre aéreo em Caatiba, ACM chorou muito. Mas tinha que cuidar da sua sucessão e Ângelo Sá, então no auge do poder, se insinuou para ser o candidato. O velho ACM, mergulhado até a barriga no mar da Penha, com o peito peludo de fora, sem que nem para quê virou-se para mim e disse: “Ele não pode ser”. “Por quê?”, perguntei. “Quem tem o poder econômico não pode somar com o poder político. Ele quer me engolir”, respondeu. “Como uma quatinga que engole o anzol?”, continuei. “Você só entende de peixe. Mas a comparação com o anzol está certa”. “E quem vai ser o governador”,  interroguei. “Agora não vou pela competência. Vou pela minha conveniência”, respondeu. Depois, em Mar Grande, soube que ele lançou João Durval. E se esqueceu que ele tinha como mulher D. Iêda

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