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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 28/01/2014

Por Zeca de Aphonso

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 28/01/2014
* Parece até chantagem. Diante dos comentários de que Negromonte já teria sido escolhido como vice de Rui, Marcelo Nilo usou o Twitter para elogiar Geddel. 
 
* Paulo Câmera, ex-secretário de Ciência e Tecnologia, não saiu bem da secretaria. Teve contrato de R$ 11 milhões anulado pelo governo e 21 atos administrativos, todos assinados no apagar das luzes, revogados pela nova secretária Andréa Mendonça. E olhe que se Andréa cutucar vem é coisa: várias vi por denúncias no BN. 
 
* Depois da guerra do fim do mundo que está sendo a eleição da Fieb, vem aí mais uma: a eleição da Federação do Comércio da Bahia. Todo mundo de olho na dinheirama do Sistema S.
 
* Tá feia a briga da prefeitura de Salvador com a Aeronáutica. A prefeitura quer fazer um calçadão de Ondina até o Cristo. A Aeronáutica não quer ceder espaço devido à graninha que ganha com aluguel do espaço para camarotes, fora as cortesias e o all inclusive
 
* Só digo uma coisa ao comandante da Aeronáutica na Bahia: lembre do brigadeiro Délio Jardim de Matos, ministro da Aeronáutica, que se meteu com Magalhães, o avô, tomou uma enquadrada do velho e, do seu jato, ficou a ver navios.
 
* Realmente o Soberano está entre a cruz e a espada em sua decisão para as próximas eleições. Pensem comigo:
 
Geddel o apelidou de Grampinho.
 
Aleluia era líder do movimento Soutista contra o Carlismo
 
- Souto, o Soutista-mor, tomou de assalto, em conluio com Jorge Bornhausen, o DEM da mão do velho, que na época sentiu o impacto. 
 
* Tô louco para ver como Lídice da Mata vai explicar a Dona Eliana a arrecadação para a campanha. A arrecadação por dentro e a arrecadação por fora. 
 
* Como Dona Eliana já afirmou que não aceitará Caixa 2, quando tiver ciência do Caixa 1 com certeza tomará um susto. 
 
* O cavalo do cão Otto Alencar, que em três anos não resolveu o problema do ferry boat, ficou em má situação ao afirmar que o ferry Pinheiro ficou à deriva por sabotagem. Pegou mal, Dotô!
 
* Outro Pinheiro que está à deriva é o senador. Ou está à deriva ou mergulhou. Das duas, uma.
 
* Na campanha, o Soberano comemorou seu aniversário com uma missa. Eleito, optou pela parte profana: cachaça, pagode e mulé.

* Aliás, pra quem não sabe, a quebradeira foi no Red River Café, estabelecimento de propriedade do secretário Alexandre Pauperio, que com certeza deve ter dado um bom desconto ao lider maior. 

* Soube agora que tem 16 desembargadores e alguns juizes do TJ-BA sem dormir. O fantasma do STJ os atormentam. Em breve, mais detalhes. 

O CABEÇA BRANCA E EU
 
A  ASCENSÃO DO CABEÇA BRANCA
 
Antônio Carlos era deputado federal e conspirador, na UDN, seu partido, junto aos militares para derrubar Jango. Seu sonho era ser governador da Bahia. Naquela época não o conhecia. No governo do primeiro ditador, Humberto Castelo Branco, Luiz Viana Filho fora chefe da Casa Civil e, depois, nomeado para o governo estadual. Os militares derrubaram o prefeito de Salvador, Virgildásio Sena. Após um pequeno período de intervenção, ACM ganhou a prefeitura onde fez uma boa administração. Sonhou ser governador depois Luiz Viana e conseguiu. Seu primeiro governo foi apenas regular, mas ele começou a derrubar seus adversários. Brigou com Lomanto Jr., que saiu do governo nos braços do povo, o que só fez acentuar a sua raiva. No governo, rompeu com o vice-governador, Jutahy Magalhães, filho de Juracy Magalhães, seu protetor, e iniciou um processo para romper com Luiz Viana, logo abortado pela interferência dos militares. Pensou então em fazer seu sucessor. Os militares, no final do seu mandato, pediram uma lista com três nomes e o Cabeça entregou a relação com nomes da sua confiança: Clériston Andrade, que fora prefeito nomeado por ele no primeiro mandato, Luiz Sande, seu secretário da Fazenda (com quem brigou posteriormente), e José Mascarenhas. Deu-se, então, que, inesperadamente, os militares chamaram o governador, na medida em que queriam pacificar a Bahia e seus adversários tinham se agrupado contra ele. Foi aí que, em Brasília, perguntaram-lhe sobre Roberto Santos, filho de outra figura que o protegeu, o grande reitor, fundador da então Universidade da Bahia (a Federal de hoje) e ordenaram (porque militar não pede) que o incluísse na lista. Claro, deu Roberto. ACM foi derrotado na sucessão, mas Geisel, ditador eleito (pelos militares nos quartéis), prometeu-lhe um ministério. Não se sabe o porquê demorou em nomeá-lo e, quando o fez, colocou-o como presidente da Eletrobrás, para a qual levou, como seu assessor, o jovem Mário Kèrtesz. Soube desta história em Mar Grande, pescando as minhas quatingas, quando um político disse-me: “Zeca de Aphonso, vou contar-lhe uma derrota do seu amigo ACM, mas fica só para você.” E me relatou esta história que guardo até hoje na minha memória já desgastada pelo tempo. 

* Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.

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