Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 21/01/2014
* Vejam vocês a que ponto chegou o puxa-saquismo de um parlamentar ao Soberano. O nobre deputado estadual Sandro Régis quase foi enquadrado na Lei Maria da Penha ao defender o BBB das agressões da deputada Maria Luiza ao reality show. No mínimo, deve ter copiado o link, postado nas redes sociais e mandado para o gabinete do prefeito (clique aqui e veja).
* Por falar em prefeito, eu desisto de comentar as peripécias do Romano (Mauro Ricardo). Amigo meu disse a seguinte frase: “Se a polícia achar uma mala de dinheiro no apartamento de Mauro, Neto vai dizer: 'Pode procurar que tem um Darf e ele ia depositar tudo na conta da prefeitura'”. Tamanha é a confiança do alcaíde ao seu secretário.
* Por essa vocês não esperavam: soube que Patinhas (João Santana) vai ser o marqueteiro-mor do Língua Plesa (Rui Costa). E pasmem: como faz campanha para Patinhas em outros estados e até países, JP, mais conhecido como João Paulo, ex-secretário de Paulo Souto, poderá trabalhar na campanha de Rui.
* O velho senador uma vez me disse: esse secretário de comunicação de Paulo não fala, resmunga. Há quem diga que o seu chefe na época era pior: rosnava.
* O caçador virou caça. Victor Ventin foi abatido no ar em sua pretensão na Fieb. Aliás, colocaram mais um Odebrechtiano na chapa de Mascarenhas. Dão (Cláudio Melo), que vem a ser lobysta oficial da empreiteira, aliás nem Mascarenhas nem Dão são industriais recebem não geram olerite e sim recebem
* Por falar nisso, Otto Alencar, em vez de ficar atendendo aos pedidos de Emílio Odebrecht na campanha da Fieb, deveria olhar mais para o ferry, já que com toda brabeza expulsou a TWB e a coisa não andou. O ferry está literalmente à deriva.
* Aliás, como todos sabem, eu moro em Mar Grande. É uma falácia o que tem sido divulgado na mídia. Andam dizendo que o tempo de espera em dezembro foi de três horas. Pura mentira. Com muita sorte, de quatro a cinco horas na fila.
* Aliás, a ponte Salvador-Itaparica ao que me parece só servia de plataforma política para José Sérgio Gabrielli. Depois de ter gastado uma fortuna com estudos de viabilidade econômica, projetos e coisas que o valha, com a derrota de Gabrieli ninguém mais fala no assunto. Nem mesmo o pai da mobilidade urbana, Seu Rui.
* Soube que JH desistiu de lançar sua atual esposa a candidata a deputada estadual. Segundo pessoas próximas, ele tem medo que o vento a leve.
* Tô achando graça essa campanha. Lídice bate em JW e diz que não bateu; Paulo Souto diz que vai ser candidato, mas depois diz que não é bem assim; Geddel afirma que só aceita encabeçar chapa e depois diz que não falou. Isso tudo no cortejo do Senhor do Bonfim. No mínimo, o sol quente desmiolou os políticos ou eu não estou sabendo interpretar as entrevistas.
* Pior foi o estagiário do BN, que decretou apoio oficial do PV a Lídice e depois teve que sair remendando o malfeito (clique aqui e veja).
* Soberano, pelo amor de Deus, como morador da Ilha, sei do sofrimento do povo de Maré, Paramana, Frades e por aí vai. Sei que a Petrobras dispôs de verba em contrapartida à construção desse monstrengo na orla, o Terminal de Regaseificação, e que essa grana é usada para asfaltar a cidade de Salvador.
* Vou avisar logo: encabeçarei protestos na porta da prefeitura em favor de meu povo das ilhas. Como o Cumprido só anda a viajar, acionarei meu compadre Arlindo Da Galha, liderança forte nos Frades. E acamparemos o nosso povo na porta da prefeitura.
O CABEÇA BRANCA E EU
* Por falar em prefeito, eu desisto de comentar as peripécias do Romano (Mauro Ricardo). Amigo meu disse a seguinte frase: “Se a polícia achar uma mala de dinheiro no apartamento de Mauro, Neto vai dizer: 'Pode procurar que tem um Darf e ele ia depositar tudo na conta da prefeitura'”. Tamanha é a confiança do alcaíde ao seu secretário.
* Por essa vocês não esperavam: soube que Patinhas (João Santana) vai ser o marqueteiro-mor do Língua Plesa (Rui Costa). E pasmem: como faz campanha para Patinhas em outros estados e até países, JP, mais conhecido como João Paulo, ex-secretário de Paulo Souto, poderá trabalhar na campanha de Rui.
* O velho senador uma vez me disse: esse secretário de comunicação de Paulo não fala, resmunga. Há quem diga que o seu chefe na época era pior: rosnava.
* O caçador virou caça. Victor Ventin foi abatido no ar em sua pretensão na Fieb. Aliás, colocaram mais um Odebrechtiano na chapa de Mascarenhas. Dão (Cláudio Melo), que vem a ser lobysta oficial da empreiteira, aliás nem Mascarenhas nem Dão são industriais recebem não geram olerite e sim recebem
* Por falar nisso, Otto Alencar, em vez de ficar atendendo aos pedidos de Emílio Odebrecht na campanha da Fieb, deveria olhar mais para o ferry, já que com toda brabeza expulsou a TWB e a coisa não andou. O ferry está literalmente à deriva.
* Aliás, como todos sabem, eu moro em Mar Grande. É uma falácia o que tem sido divulgado na mídia. Andam dizendo que o tempo de espera em dezembro foi de três horas. Pura mentira. Com muita sorte, de quatro a cinco horas na fila.
* Aliás, a ponte Salvador-Itaparica ao que me parece só servia de plataforma política para José Sérgio Gabrielli. Depois de ter gastado uma fortuna com estudos de viabilidade econômica, projetos e coisas que o valha, com a derrota de Gabrieli ninguém mais fala no assunto. Nem mesmo o pai da mobilidade urbana, Seu Rui.
* Soube que JH desistiu de lançar sua atual esposa a candidata a deputada estadual. Segundo pessoas próximas, ele tem medo que o vento a leve.
* Tô achando graça essa campanha. Lídice bate em JW e diz que não bateu; Paulo Souto diz que vai ser candidato, mas depois diz que não é bem assim; Geddel afirma que só aceita encabeçar chapa e depois diz que não falou. Isso tudo no cortejo do Senhor do Bonfim. No mínimo, o sol quente desmiolou os políticos ou eu não estou sabendo interpretar as entrevistas.
* Pior foi o estagiário do BN, que decretou apoio oficial do PV a Lídice e depois teve que sair remendando o malfeito (clique aqui e veja).
* Soberano, pelo amor de Deus, como morador da Ilha, sei do sofrimento do povo de Maré, Paramana, Frades e por aí vai. Sei que a Petrobras dispôs de verba em contrapartida à construção desse monstrengo na orla, o Terminal de Regaseificação, e que essa grana é usada para asfaltar a cidade de Salvador.
* Vou avisar logo: encabeçarei protestos na porta da prefeitura em favor de meu povo das ilhas. Como o Cumprido só anda a viajar, acionarei meu compadre Arlindo Da Galha, liderança forte nos Frades. E acamparemos o nosso povo na porta da prefeitura.
O CABEÇA BRANCA E EU
O JORNALISTA INELEGÍVEL
No início dos anos 90, cinco entidades, ABI, CDL, Instituto dos Arquitetos, Clube de Engenharia e a OAB uniram-se e lançaram um movimento cidadão denominado “Movimento a Cidade é Nossa”, para levantar os principais problemas da cidade de Salvador. Trabalharam durante um ano com reuniões semanais, palestras, urbanistas de outras cidades e até do exterior. Com o tempo, outras entidades e associações se integraram. No final dos trabalhos havia nada menos que 64 entidades participando do Movimento, que ganhou força e repercussão. Ano de eleição para a prefeitura de Salvador, as oposições não conseguiam um candidato à sucessão do prefeito (péssimo) Fernando José. O jornalista Samuel Celestino, à frente do movimento, assim como os presidentes das demais entidades, estava no seu quarto mandato como presidente da Associação Bahiana de Imprensa. Diante das dificuldades para definir uma candidatura (Lídice acabou se elegendo), o jornalista foi procurado em seu apartamento por Chico Pinto, então deputado federal e um dos grandes nomes da esquerda, da Câmara e do PMDB. Chico tentou convencer Celestino a lançar-se candidato, recebendo como resposta recusa imediata. Ele não desistia. Tentava convencê-lo de diversas formas. O convite se espalhou, foi noticiado e chegou, obviamente, aos ouvidos do Cabeça Branca. Eu estava tranquilo em Mar Grande, pescando minhas quatingas, quando ACM mandou me chamar para almoçar, no domingo, no Palácio de Ondina. Fui recebido muito bem e lá encontrei pelo menos umas dez pessoas, muitas das quais eu não conhecia, inclusive o jornalista Edson Alves, que era presença constante e o Cabeça normalmente o destacava para fazer uma pergunta que desejava responder. Apresentei-me a ele “Zeca de Aphonso, morador de Mar Grande, amigo do Cabeça”. Edson achou estranho, porque nunca tinha me visto em Ondina. Conversa vai, conversa vem, lá para as tantas Edson disparou a pergunta que lhe fora soprada: “Governador, corre um boato que a oposição quer lançar Samuel Celestino para a Prefeitura”. O Cabeça Branca não respondeu. Pediu licença aos convidados, todos sentados num sofá e cadeiras, para ir ao banheiro. Na volta, mudou de assunto, como se não quisesse responder à pergunta. Tudo manha. O jornalista insistiu mais uma vez. ACM olhou para ele, passou em revista seus convidados e disparou: “Mas o Samuel não pode ser candidato. Ele é inelegível”. Edson fingiu que não tinha entendido e questionou: “Como inelegível se Samuel é jornalista e não político?” Antônio Carlos, irônico, respondeu: “Ele é inelegível, sim”. "Por quê?", insistiu o jornalista. E o Cabeça: “Ora Edson, é inelegível porque não tem votos”.
* Se você tem alguma sugestão, pode mandar para [email protected] ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.