Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 07/01/2014
*Tem gente no governo pirada com o Galego (Jaques Wagner). Depois de ceder R$ 1 milhão para o Réveillon de Salvador, a única visibilidade do governo foi uma foto do Galeguinho com ACM, o Neto e ACM, o Pai.
*Aliás, estava intensa em Praia do Forte a campanha de João Gualberto para o governo do Estado. Era para cima e para baixo, na praia e na rua, um sufoco atrás de voto.
*Marcelo Nilo não desiste da vice do Língua Plesa (Rui Costa). Mas, como ele não é bobo, já tem um plano B: tentar a reeleição e, com uma manobra, continuar na presidência da Assembleia Legislativa.
*Pouco antes do Natal, o comentário que corria nos meios políticos era que ACM pai pudesse integrar a chapa majoritária, mas os experts logo descobriram que era uma falácia. Segundo eles, seria algo plantado por Geddel para envolver ACM, o neto, na sua campanha.
* Ainda sobre chapa da oposição: fontes comentam que o Soberano tenta convencer Paulo Souto a se candidatar a deputado federal. Primeiro, seria mais seguro para o ex-governador. Depois, ele seria um puxador de voto para a Câmara Federal, o que Neto não tem.
*Soube que a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon vem aí com chumbo grosso em cima do governo.
*Aliás, a ex-ministra é uma incógnita. É uma figura indesejada no Judiciário baiano por tentar moralizá-lo e venerada pela sociedade. Só falta transferir isso em voto.
*Por falar em PSB, estou curioso para ver o discurso de Lídice na campanha. Mal de Wagner e do seu governo não vai poder falar, porque participou até duas semanas atrás. Nem de Dilma, a quem sempre teceu elogios.
*Bruno Reis tem se saído um bom deputado estadual, mas tem a dicção pior que a do Língua Plesa. Como acho que o jovem tem futuro, indico urgentemente uma fonoaudióloga.
*Acho que devo estar ficando burro. Como é que Jaques Wagner lança uma licitação do Porto Sul com estardalhaço sem o principal, que é a licença do Ibama? Lembrei da Mora Dubeux, que assinou contrato para iniciar as obras de um condomínio de negócios sem licença do Iphan (veja aqui).
*Perguntar não ofende. Quem tem o nome mais sujo: Bell ou o governo da Bahia?
*Eu acho que a viagem do prefeito para a Espanha foi uma saída estratégica para não estar aqui quando povo receber o carnê do IPTU. A prefeitura vai ficar a cargo de Dona Célia. É sempre assim: sobra para o mais fraco.
* Tem deputado soltando foguetes com a saida de Elmar Nascimento como lidar da oposição, comenta-se que o nobre deputado não é flor que se cheire
O CABEÇA BRANCA E EU
* Tem deputado soltando foguetes com a saida de Elmar Nascimento como lidar da oposição, comenta-se que o nobre deputado não é flor que se cheire
O CABEÇA BRANCA E EU
O quepe do general
Certa feita, o senador, então prefeito de Salvador, em plena ditadura militar quando a sua força nos altos escalões militares era imensa, ele me confessou um acontecimento que, a princípio, não acreditei. Sabia que ele era valente e não levava desaforo. Numa conversa trivial, onde sempre ele se gabava de ter estado com o general tal, com o marechal Castelo Branco (primeiro ditador) que o recebia, ou com o chamado bruxo do regime militar, general Golbery do Couto e Silva, de repente, o Cabeça Branca virou-se para mim e disse: “Vou lhe contar um fato, mas fica somente com você. Olhe lá, não vá bater com a língua.” Aceitei na hora. Depois soube, quando fui tirar a prova dos nove, que boa parte do seu grupo já sabia porque ele contara para demonstrar sua força nos altos escalões. Contou-me, então, que, um dia, descia um elevador com o comandante da VI Região Militar, um general de três estrelas com quem não simpatizava. De repente, o general deu-lhe voz unida. Queria “enquadrá-lo”. Reclamou forte e, daí, surgiu uma discussão que cresceu de tal modo que ele perdeu o controle. Como consequência, desferiu um soco no general atingindo seu rosto de raspão. Não o acertou como queria. Nesse ponto da história ele começou a rir e, então, eu perguntei: “Por que o senhor está rindo?” E ele: “Porque o elevador chegava ao térreo e muitas pessoas que esperavam assistiram à cena.” Continuou rindo. Então novamente perguntei: “Como quem estava esperando o elevador sabia que tinha havido uma briga?” E ele: “Porque o quepe do milico caiu e o general estava de cócoras tentando pegá-lo. Quando conseguiu, o elevador chegou ao térreo. Ordenou, então, que os que estavam na fila esperassem. Ajeitou o quepe na cabeça, consertou a farda e saiu ao meu lado sem dizer nada. Não esboçou qualquer reação. Logo, logo ele foi transferido da VI Região Militar. Com o papai aqui ninguém tinha a coragem de levantar a voz.” A partir desta história, pensei até em falar fino quando com ele me encontrasse...
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