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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 10/12/2013

Por Zeca de Aphonso

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 10/12/2013
*Depois o Soberano (ACM Neto) não gosta que brinque. Ao ver esta foto (clique aqui), lembrei da campanha de 2008: Vote no menino.
 
*Pense em uma pessoa que está torcendo pela eleição da vice-prefeita Célia Sacramento mais do que ela:o  ACM o NETO

*Aliás, o Soberano tem deixado Geddel sem sono, com sua indefinição. Há quem diga que Neto não quer se indispor no momento com a presidente Dilma.

*Por falar em presidente Dilma, daria minha vida para ouvir o papo dela e os ex-presidentes na ida para a África do Sul. Será que isolaram FHC?

*Até Geddel já assumiu o Vai de Bike (veja aqui). Segundo ele, o objetivo é “ficar um gato”, ou seja, emagrecer. Não acredito que isso aconteça porque a alma dele e de Lúcio Vieira Lima, seu irmão, não cabem em um corpo magro.
 
*Por falar em bike, fico daqui da ilha pensando no que está acontecendo em Salvador. Aumentou e muito a Zona Azul, aumentou o número de estacionamentos privados e vão cobrar estacionamento no shopping. Na teoria da conspiração, isso tudo estaria sendo armado pelo Setps e pela Caloi para faturar.
 
*O meu amigo do MPL, Walter Takemoto, está a pé porque sua Harley Davidson deu PT, como contei aqui. Mas bem que ele poderia oxigenar o movimento no início da cobrança dos estacionamentos. Criaria o MEL – Movimento Estacionamento Livre.
 
*Ainda sobre estacionamento livre, até agora não consigo entender o silêncio dos vereadores da Câmara Municipal. Nem aqueles que se dizem da bancada “independente” gritaram.
 
*Outro dia, denunciaram na Câmara a bancada do buzu e logo houve alguém rebatendo e falando em bancada do trilho. Agora tenho certeza que tem também uma bancada dos chopis centis.
 
*Eu não sei se é proposital, para entrar na mídia, mas o nosso candidato Língua Plesa (Rui Costa) só falou bobagem até agora. Primeiro, reclamou de Eduardo Campos, sem razão. Depois, pediu apoio de ACM Neto.
 
*Muito me estranha Popó com aplicativo de paquera, já que estava com uma bela morena e sua prole em Praia do Forte, no último final de semana, infringindo lei de trânsito (veja aqui).
 
*O Galeguinho (Jaques Wagner) tava comendo água em praia do forte nesse final de semana. Ainda bem que nosso amigo Jutahy não se bateu com ele, pois se acha o dono do pedaço, já que a vila é administrada pelo seu partido.
 
*Jutahy vem sendo conhecido dentro e fora do seu partido como Espalhay, pois seus pares andam a se queixar que o deputado desagrega. Qualquer dúvida, ligar para o presidente da Câmara de Salvador, Paulo Câmara, escanteado nas inserções de tv e radio
 
*Mexeu com as ilhas, mexeu comigo. A Petrobras deu dinheiro e asfalto para Salvador em contrapartida ao monstrengo do terminal de regaseificação na Baía de Todos os Santos e nós aqui, nada. Ou seja, o Soberano está consertando Salvador às custas dos nossos pescadores.
 
*Depois que o nosso nobre comandante da briosa Polícia Militar foi assaltado e deu no pé e fugiu da Orla, os oficiais da PM agora só malham de turma. E,
 pasmem, de cartucheira e pistola na cintura (clique aqui).     
 

EU E O CABEÇA BRANÇA

Como ACM chegou ao primeiro governo

No final do seu mandato de prefeito em Salvador (nomeado, anos 60), o Cabeça Branca, que naquela época ainda não tinha este apelido, gostava de ser chamado de ACM, iniciais que ele foi buscar no sucesso de JK, que se tornou popular com as duas letras. Começou a trabalhar nos altos escalões militares. O candidato mais forte, a época, era então, o general Albuquerque Lima, que, numa consulta aos quartéis do Exército, detectou-se que, disparadamente, era o preferido da oficialidade jovem. ACM só pensava em ser nomeado governador. De imediato, ACM arranjou uma forma de se aproximar do general e dele se tornou amigo íntimo, passando-lhe informações políticas e de outros gêneros, sua especialidade preferida durante a vida pública. A informação para ele era uma forma de ascender a cargos elevados, além de ficar sabendo do que acontecia, sobretudo em relação aos seus adversários. Venderia a alma, se pudesse. Só se falava em Albuquerque Lima e ACM, já se considerava o governador da Bahia, o seu maior sonho. Ele conspirou para que houvesse o golpe militar que derrubaria Jango, e conseguiu introduzir-se entre os militares de elevadas patentes. Muitos gostavam dele, grande parte, não. Mas, com estava colado com Albuquerque, tinha certeza de que seria o escolhido. Foi aí que aconteceu a reviravolta que o transtornou. Os altos escalões do Exército começaram a se movimentar. Então, os generais de quatro estrelas puseram uma pedra no caminho de Albuquerque Lima, por só ter três estrelas na ombreira. Aí, a presidência da era ditatorial passou a obedecerr uma regra clara:era necessário ter a maior patente da Força e, assim, de repente foi escolhido o general Garrastazú Médici, que chefiava o exército de fronteira, no Rio Grande do Sul. ACM não o conhecia. Diante do baque inesperado, ficou deprimido. Depois, junto a alguns amigos ele, imponente, declarou: “Se eu encostar três vezes neste Garrastazú Médice serei o governador da Bahia”. Bastou chegar perto e conversar sozinho com ele uma vez. Voltou à Bahia como o governador indicado, depois nomeado. Aí, com os mesmos amigos, ele disse, ufano: “Quando eu quero agradar sou melhor do que p...”. Ninguém duvidou.


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