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Ex-empresário, Felipe Simas processa Tiago Iorc e pede indenização por danos morais
Foto: Divulgação

Após uma briga que se arrastou pelos meses de junho e julho deste ano nas redes sociais, o ex-empresário de Tiago Iorc, Felipe Simas, está processando o cantor. De acordo com informações da coluna de Fábia Oliveira no jornal O Dia, ele pede uma indenização por danos morais, além de uma retratação do cantor.

 

O ponto de partida do barraco em público foi uma desavença entre Ana Clara e Vitória Falcão, do duo Anavitória, e Tiago Iorc, que proibiu as cantoras de regravarem suas próprias canções compostas em coautoria com ele (relembre aqui). As duas são empresariadas por Simas. 

 

Na Justiça, o empresário acusa o cantor de romper sem motivo justo o contrato de dez anos de agenciamento de sua carreira firmado por ambos. "Através do trabalho do Felipe, Tiago começou a fazer parcerias musicais com artistas já consagrados. Foi aí que se deu a virada na carreira de Tiago, quando ele passou a ser considerado como parte da elite dos artistas populares. Tiago foi transformado, pelas mãos de Felipe Simas, de um desconhecido cantor a artista consagrado", defende.

 

"Felipe nunca havia exigido um contrato formal de agenciamento artístico, tendo pactuado sua remuneração e demais condições de trabalho de forma verbal, e essa modalidade funcionou muito bem durante 9 anos, até o momento em que o Tiago resolveu descartar o Felipe como seu agente artístico, sem aviso prévio, sem maiores explicações e sem pagar pelos valores legalmente devidos", diz o texto da ação movida contra o cantor. 

 

No processo, Simas acusa ainda o cantor de ter divulgado dois vídeos com conteúdos ofensivos e difamatórios para justificar o rompimento sem uma compensação financeira (veja aqui). "Para isso, valeu-se de práticas reprováveis e ilícitas, inclusive mediante a difamação do nome e da credibilidade do Felipe por sua rede social, tudo para justificar uma pretensa razão para rescindir o pacto verbal sem a respectiva compensação", dizem os advogados.

 

Segundo a coluna, o pai do cantor, Edson Iorczeski, não é citado formalmente na ação, mas é apontado por Felipe Simas como um dos responsáveis pelo rompimento. "Tiago seguiu em frente e ignorou seu parceiro de 9 anos e seu sócio, e assinou o Contrato de Parceria (com a Universal Music) através da empresa da qual é sócio com seu pai, Edson. Edson fez uso abusivo dos poderes que recebeu, para beneficiar seu filho no encerramento abrupto e não formalizado apropriadamente da relação de 10 anos que manteve com o Felipe. Tiago seguiu em frente e ignorou seu parceiro de 9 anos e seu sócio", alega.

 

Segundo o empresário, no incidente envolvendo o Anavitória, “Tiago estava usando, de forma distorcida e abusiva, de um direito seu para coagir Felipe a ceder aos seus termos na rescisão do contrato de agenciamento. Ele disse claramente para as cantoras o seguinte: 'Ou seu empresário faz o que eu quero, ou vocês serão prejudicadas'". Depois da troca de farpas, ele anunciou que havia liberado a utilização (veja aqui).

 

No processo ele revela ainda que a sociedade entre do duo Anavitória, formada por ele, Tiago, Ana e Vitória, foi desfeita em janeiro deste ano, a pedido das artistas. "Em razão da insatisfação de Ana e Vitória pelo comportamento omissivo e ausente de Tiago na busca pelo cumprimento dos objetivos sociais da sociedade, foi decidida a sua saída do quadro social da empresa, para o que foi feito um acordo e ele foi regiamente pago para que se retirasse do Anavitória", disse Simas.

 


O empresário cita ainda Manu Gavassi, outra artista agenciada por ele, para alegar que Tiago Iorc age por ressentimento. "O ciúme que demonstra das relações de Felipe com suas artistas Anavitória e Manu Gavassi permeia folhas e folhas da defesa de Tiago. É comum isso acontecer na relação agente/agenciado. O artista, que antes é único, ao passar a ter de dividir a atenção do agente com outros artistas, costuma se sentir privado de uma dedicação exclusiva. É quase como acontece com o 1º filho quando chegam os irmãos para roubar-lhe o afeto da mãe. O que move Tiago é o ressentimento, esse veneno que se toma esperando que o outro morra", diz.

 

No processo, Simas solicita a retirada dos vídeos supostamente difamatórios, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de desobediência, além de pedir uma indenização de R$ 671.558,41 para ressarcir o empresário. 

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