Quinta, 19 de Março de 2020 - 09:40

'Na Quarentena Tem Teatro': Peças baianas fazem sessões online durante isolamento

por Jamile Amine

'Na Quarentena Tem Teatro': Peças baianas fazem sessões online durante isolamento
Fotos: Diney Araújo/Divulgação

Para enfrentar o tédio do isolamento na prevenção do coronavírus, vieram dos artistas soluções criativas. Enquanto músicos se reúnem em festivais online (clique aqui e saiba mais), o teatro baiano se mobiliza com o projeto “Na Quarentena Tem Teatro”. 

 

A iniciativa, idealizada por João Guisande, Fernanda Beltrão e Daniel Calibam, consiste em exibições gratuitas de espetáculos, por tempo limitado.

 

Até então, estão previstas exibições de dois espetáculos: “Dois Pesos, Duas Medidas” e "Foi Por Esse Amor", ambas disponíveis no Youtube, no sábado (21), das 14h às 18h. Para obter o link específico de cada sessão, o público pode acompanhar o canal Diário de uma Atriz (clique aqui).

 

 

“DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS” 


Estrelado pelos atores Daniel Calibam e Fernanda Beltrão, o espetáculo “Dois Pesos, Duas Medidas” discute, com humor, os preconceitos sociais sofridos por pessoas gordas. Dirigida por João Guisande, a peça tem o objetivo de contrapor a ideia de que gordo é sinônimo de pessoas sedentárias, feias e sem saúde.

 

O texto traz situações vividas pelos próprios atores, que utilizam da tragicomédia, do grotesco e da palhaçaria para relatarem dramas e provocar reflexões do público sobre a sociedade gordofóbica. 

 


"FOI POR ESSE AMOR"

 

A obra mostra a relação entre pai e filho, interpretados pelos atores Antônio Roque e João Guisande respectivamente, em diversos cenários. O espetáculo aborda o amor de ambos pelo carnaval, passa pelas dúvidas e medos da infância, juventude e velhice, pela rivalidade no futebol - António (Bahia) e João (Vitória) -, além de canções que os tocam.

 

A encenação conta também com três “personagens” que migram dos espetáculos “Amnésis” e “Lembranças da Bahia” – peças que tiveram Guisande no elenco. As figuras funcionam como fios condutores da dramaturgia. São eles: um vendedor de picolé, um artista de rua, e um esquizofrênico. Pai e filho, os atores, além de também serem personagens ainda interpretam familiares.

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