Ciro diz que Padilha faz filme que associa assassinos de Marielle a Queiroz e Bolsonaro
Foto: Reprodução

Em entrevista publicada no canal de Leda Nagle no Youtube, Ciro Gomes (PDT) revelou que o cineasta José Padilha ("Narcos", "Tropa de Elite e "O Mecanismo") prepara um novo filme no qual associa os milicianos acusados de ter assassinado Marielle Franco ao presidente Jair Bolsonaro e Fabrício Queiroz, policial militar, motorista e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, suspeito de operar um esquema de “rachadinhas” no gabinete do parlamentar.


"Investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro alcançaram essas ligações e o Queiroz, que era lugar-tenente deles, tem dez homicídios nas costas e em julho desse ano que vem vai sair um documentário do Padilha, que me autorizou a devassar essa informação que ele me deu, que prova que o Queiroz, esses Anderson e esses cinco andavam juntos”, afirmou o ex-candidato à presidência, citando os ex-policiais militares Adriano Nóbrega, foragido desde janeiro por conta das investigações do caso, e Ronnie Lessa, executor do crime e vizinho de Bolsonaro. 


"O Bolsonaro diz que se apropriou das fitas do condomínio antes que alguém fizesse alguma fraude. Deixa eu colocar um pouquinho de luz aqui. Se o Bolsonaro não tem nada a ver com isso, por que ele se interessou em pegar essas fitas?", acrescentou Ciro, em referência às gravações da portaria do condomínio onde Bolsonaro e Carlos Bolsonaro possuem casa, nas quais o ex-PM Élcio de Queiroz, suspeito de participação no crime, é autorizado a entrar para encontrar um vizinho, o ex-policial Ronnie Lessa, já preso, também pela execução da vereadora (clique aqui e saiba mais). As fitas podem ajudar a elucidar as lacunas do caso, já que em depoimento à Polícia Civil o porteiro afirmou que Élcio foi autorizado por “seu Jair”, da casa 58, a entrar no condomínio (clique aqui).


"Por que ele não faz pelos expedientes da lei? Com ação cautelar, que entra na Justiça, dizendo 'olha, eu tomei notícia aqui que tem esse assunto assim, assim, assado, e eu exijo que a Justiça faça uma produção antecipada de prova pra ficar certo. Isso é o que se faz no direito. Mas não, ele vai lá e faz, o que é isso? As conexões são flagrantes, percebe? Não creio que seja assim o jornalismo da Globo acho que foi apressado em associá-lo à morte da Marielle, mas a ligação dele com as milícias é flagrante, isso não dá pra esconder", questionou. 

 

Confira a entrevista completa:

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